<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124</id><updated>2012-02-16T22:47:56.953-02:00</updated><category term='Adílson Batista'/><category term='Reflexão'/><category term='Alertas'/><category term='Twitter'/><category term='Relações Sociais'/><category term='Estágios'/><category term='Sociedade'/><category term='Clássicos'/><category term='Literatura'/><category term='Brasil'/><category term='Língua estrangeira'/><category term='Opinião'/><category term='Livros'/><category term='Poesia'/><category term='Começo'/><category term='Curso'/><category term='Cruzeiro'/><category term='Leitura'/><category term='Redes sociais'/><category term='Produção de Textos'/><category term='UFU'/><category term='Alienação'/><category term='Editoras'/><category term='Cursos'/><category term='Linguagem'/><category term='Imprensa'/><category term='Trabalhos'/><category term='Freelancer'/><category term='Extensão'/><category term='Tecnologia'/><category term='Revista'/><category term='Globo'/><category term='Contos'/><category term='Gripe Aviária'/><category term='Fluência'/><category term='Acordo Ortográfico'/><category term='D.A.'/><category term='Mendes e Lima'/><category term='Especialização'/><category term='Quadrinhos'/><category term='E-book'/><category term='Redação'/><category term='Edufu'/><category term='Intelectuais'/><category term='Linguística'/><category term='Língua Portuguesa'/><category term='Oportunidade'/><category term='Crítica'/><category term='Internet'/><category term='Sony'/><category term='Estágio'/><category term='Mídia'/><category term='América Latina'/><category term='Oficina'/><category term='Jornalismo'/><category term='Educação'/><category term='Fundação Conviver para Ser'/><category term='Escrita'/><category term='Divulgação'/><category term='Livro'/><category term='Política'/><category term='Língua Inglesa'/><category term='Google'/><category term='Jogos'/><category term='Vocabulário'/><category term='Romance'/><category term='Letras'/><category term='Futebol'/><category term='Professor'/><category term='Discussão'/><category term='Comentário'/><category term='Livro digital'/><category term='Capitalismo'/><category term='Eseba'/><category term='Ibrahim Notícias'/><category term='Minicurso'/><category term='Publicação'/><category term='Gripe suína'/><category term='Revisão de textos'/><category term='Linguística Textual'/><category term='Pesquisa'/><category term='Tradução'/><category term='Ensino'/><category term='Prefeitura Universitária'/><category term='Blog'/><category term='Emel'/><category term='Adaptação'/><title type='text'>Ibrahim Notícias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6996865023889182282</id><published>2011-12-03T14:17:00.002-02:00</published><updated>2011-12-03T14:19:00.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freelancer'/><title type='text'>O Bom, o Mau e o Freela</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;* Cassius Medauar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que em trabalhos fixos, o freela sempre encontrará clientes bons e maus (e tudo o que existe entre esses dois extremos). Dos que pagam bem aos que não pagam, dos prazos indecentes aos prazos de mãe, dos pedidos de alterações estranhas aos e-mails de parabéns, e por aí vai. O freela tem que se virar para manter uma atitude profissional diante de ambos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É muito difícil para um freela recusar trabalho, mesmo que o prazo seja insano ou que o valor não seja tão bom, pois nunca se sabe quando o mercado vai virar e se daqui a alguns meses faltará coisas para fazer. Por outro lado, como já falei aqui, não adianta abraçar o mundo e não conseguir entregar nem no prazo e nem com qualidade – desse jeito, o mau será você.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se está começando, você provavelmente terá que se sujeitar a alguns prazos mais malucos e a pagamentos menores. Isso é normal, mas tudo tem um limite. Alguns clientes têm prazos impossíveis e querem pagar um preço muito abaixo do valor de mercado para quem está iniciando. Pesquise antes de aceitar: se você não valorizar seu próprio trabalho e o ramo que escolheu para trabalhar, ninguém o fará.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois de um tempo estabelecido, é possível começar a formar uma base de clientes de confiança que valorizam seu trabalho e com os quais você acabará trabalhando mais regularmente, mas lembre-se que a confiança é uma via de mão dupla e que você também deve conquistar a confiança do cliente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sempre há muitos fatores envolvidos quando se rotula alguém de “bom” ou “mau”. Às vezes, o cliente não paga tão bem, mas dá um belo prazo e uma quantidade de trabalhos que não acaba; às vezes, o prazo é bem curto, mas o cliente pagará um extra pela urgência. Sempre há casos e casos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mais importante em tudo isso é sempre conversar abertamente, não ter medo de perguntar tudo o que quer saber, negociar, discutir prazos e saber dizer “não” quando necessário. O combinado não é caro e a sinceridade, em geral, é a coisa mais apreciada em uma relação de trabalho (ou deveria ser).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se alguém ficar melindrado depois de você explicar por que não pode (ou não quer) pegar um trabalho, sinto muito, mas talvez esse cliente não seja alguém com quem você queira trabalhar. O problema é que a reciproca também é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;* Cassius Medauar (@cassiusmedauar) é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há mais de dez anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, passou a trabalhar apenas como tradutor e jornalista freelancer há dois anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O Vendedor de Armas, Dexter: No Escuro, Um Otimista Incorrigível (Biografia de Michael Fox), Cicatrizes (HQ), entre outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=66222"&gt;PublishNews&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6996865023889182282?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6996865023889182282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/12/o-bom-o-mau-e-o-freela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6996865023889182282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6996865023889182282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/12/o-bom-o-mau-e-o-freela.html' title='O Bom, o Mau e o Freela'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-572632509054551476</id><published>2011-10-27T19:03:00.003-02:00</published><updated>2011-10-27T19:06:49.547-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freelancer'/><title type='text'>O freela, a disciplina e o não</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Cassius Medauar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acredito que falei em disciplina em 90% de minhas colunas e lá vou eu falar de novo, pois essa palavrinha é o que rege (ou o que deveria reger) a vida de um freela. No texto de hoje quero usá-la especificamente no contexto da quantidade de trabalhos que você pega em relação ao quanto de dinheiro que você guarda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É muito importante que o freela seja disciplinado com o dinheiro que recebe, pois haverá meses com mais trabalho e outros com menos, por isso é bom a pessoa ir fazendo um fundo para os meses de baixa, como a formiga na fábula da formiga e da cigarra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pode ser uma poupança, alguma outra aplicação ou até mesmo embaixo do colchão, mas é indispensável que você sempre calcule bem o que vai ganhar, quanto precisará gastar com contas e o quanto pode poupar. Se por acaso não estiver sobrando nada, talvez seja hora de rever seus gastos e fazer cortes neles.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E aí entra novamente a disciplina que o freela precisa ter: a hora de aceitar trabalhos. Tem épocas do ano que a coisa bomba, um monte de gente que passar coisas e você fica pensando se deve aceitar tudo, pois dali dois ou três meses pode não ter trampo. Muita gente acaba tentando abraçar o mundo e atrasa todos os trabalhos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É exatamente para isso que o freela deve ter todo o cuidado financeiro acima: não cair na armadilha de querer abraçar o mundo e acabar prejudicando a qualidade do seu trabalho e o seu nome. Você deve tentar pegar apenas o que consegue dar conta. Dizer não é algo bem difícil, mas imprescindível para o freela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando eu era editor, sempre preferi o freela que me dizia que não podia pegar por causa do prazo do que o que pegava e depois não conseguia fazer. É claro que atrasos acontecem e ninguém consegue fazer tudo certo sempre, mas o atraso não pode ser a regra, tem que ser no máximo a exceção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Portanto volto a bater na mesma tecla: DISCIPLINA. Gaste menos do que ganha, guarde dinheiro para quando o inverno chegar, pegue só o que conseguir dar conta e não tente abraçar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cassius Medauar (@cassiusmedauar)é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há mais de dez anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, passou a trabalhar apenas como tradutor e jornalista freelancer há dois anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O Vendedor de Armas, Dexter: No Escuro, Um Otimista Incorrigível (Biografia de Michael Fox), Cicatrizes (HQ), entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A coluna Vida de Freela contará como é trabalhar como freelancer, os prós e contras, o contato com as editoras, os macetes e tudo o que você sempre quis saber sobre isso mas tinha medo de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=65765"&gt;Publishnews&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-572632509054551476?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/572632509054551476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/10/o-freela-disciplina-e-o-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/572632509054551476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/572632509054551476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/10/o-freela-disciplina-e-o-nao.html' title='O freela, a disciplina e o não'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-136591113366934485</id><published>2011-10-01T13:53:00.002-03:00</published><updated>2011-10-01T13:59:14.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradução'/><title type='text'>O português brasileiro no mundo e a tradução</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;* Felipe Lindoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução é um grande fator de consolidação e expansão das línguas literárias. Mesmo depois de sua consolidação – geralmente por um processo político, mas que inclui em muitos casos a cristalização em uma grande obra literária – o enriquecimento dos idiomas sempre se dinamiza com a polinização feita pelas traduções. No caso das línguas neolatinas, deu-se a necessidade de traduzir os textos originários do latim, que em muitos casos já eram traduções do grego, e mais ainda, traduções feitas através do árabe. No caso do inglês e do alemão as respectivas traduções da Bíblia foram fator importantíssimo na cristalização dos respectivos idiomas. As traduções de Lutero e a do Rei Jaime introduziram e consolidaram muitas palavras e expressões que, paulatinamente, se tornaram comuns no alemão e no inglês.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No decorrer da história, algumas circunstâncias políticas, econômicas e sociais fazem que, em um determinado período, alguns idiomas assumam um papel predominante. No início do mundo moderno o português e o espanhol assumiram esse papel, e espalharam vocábulos pelo mundo afora. Mais tarde foi a vez do francês, a língua da diplomacia, talvez a primeira – depois da eliminação do latim – a se tornar “língua franca” no chamado Ocidente. Finalmente o inglês, impulsionando primeiro pelo Império Britânico e depois pela preponderância econômica e militar dos Estados Unidos, assumiu esse papel.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa preponderância aparece de modo muito concreto no mundo editorial, evidenciando-se sob duas formas. Em primeiro lugar, o inglês é o idioma de origem da imensa maioria das traduções feitas para qualquer outro idioma. Em segundo lugar, o idioma inglês – e particularmente o que se expressa nos livros publicados nos Estados Unidos – é o que menos recebe traduções.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Chad Post, professor da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, mantém um site chamado “The Three Percent Problem”. O nome vem da avaliação feita por ele que ao norte apenas três por cento das publicações nos EUA são traduções, e que isso estreita a visão do mundo dos americanos. Chad Post é um batalhador pelo aumento das traduções nos Estados Unidos. Há alguns anos o secretário da Academia Sueca também “acusou” a literatura estadounidense de provinciana e limitada por não receber a influência da literatura universal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;À parte a ranhetice do sueco, o fato é que, não apenas na literatura, mas também nas ciências, o predomínio do inglês é avassalador. Tão grande que gera reações bem características em diferentes países, geralmente bradando por um apoio especial para suas literaturas e na promoção dos respectivos escritores. E os norte-americanos acabam se encerrando em sua autossuficiência.&lt;br /&gt;A UNESCO mantém um arquivo chamado “Index Translationum”, desde 1932. A partir de 1979 as informações foram colocadas online e servem de base para algumas observações interessantes. Recentemente estudei essas informações em função de um projeto em que trabalho no Itaú Cultural, o “Conexões - Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira”, que pretende montar um banco de dados com informações de pesquisadores, professores e tradutores da literatura brasileira no exterior. Já temos mais de 200 mapeados e continuamos crescendo, e vários quadros estatísticos que podem ser vistos no site.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A análise de alguns dados do Index revelou-se interessante. Dos 50 autores mais traduzidos no mundo, segundo o Index, nada menos que 22 são de língua inglesa, seis são alemães e franceses, quatro russos, um polonês (João Paulo II), um grego (Platão), uma sueca (Astrid Lindgren), um checo (Kafka), um dinamarquês (Andersen) e um “coletivo”. Ou seja, 44% do total são de língua inglesa. É muito para um só idioma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entretanto, dos 20 países que mais publicam traduções, os Estados Unidos estão em 11º lugar e a Inglaterra não está no grupo. E, considerando o tamanho da produção editorial e a população dos EUA, essa posição é sintomática da falta de interesse pelo que se escreve no resto do mundo. O país que mais traduz é a Alemanha, o Brasil está em 12º lugar, logo depois da China. Esses números dizem respeito a todos os tipos de tradução, das ciências humanas e sociais às ciências naturais e exatas, e à literatura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As informações confirmam a percepção de que os Estados Unidos são “exportadores idiomáticos” muito maiores que importadores. E a Alemanha absorve gulosamente em seu idioma uma boa parte do que se escreve pelo resto do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As recentes iniciativas da Biblioteca Nacional de melhorar o programa de bolsas para a tradução podem contribuir um pouco para aumentar a presença brasileira (e, por conseguinte, do português), no panorama. Mas certamente não vão alterar o quadro geral.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao manusear os questionários enviados pelos mapeados do Conexões percebemos também um problema ligado a esse intercâmbio idiomático: nosso mercado editorial é muito pobre em dicionários. Nos últimos vinte anos tivemos a publicação no Brasil de dois importantes dicionários do português, o Aurélio e o Houaiss, além do Dicionário da Academia de Ciências de Lisboa (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea). Todos referentes ao português contemporâneo, sem nenhum que tenha um alcance histórico e filológico que mesmo de longe possa ser comparado ao OED – Oxford English Dictionary (mas esse, epítome da lexicografia, dificilmente será algum dia emulado).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na área dos dicionários técnicos a situação é mais precária. Temos a Enciclopédia Agrícola Brasileira, projeto da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, que se destaca nesse panorama. Existem, é claro, vários dicionários especializados de direito, economia, ciências naturais, mas há uma queixa constante de tradutores a propósito da insuficiência de nossa produção lexicográfica. Os dicionários de gíria e expressões idiomáticas são quase todos folclóricos, além de limitados, produzidos mais a partir de uma perspectiva bairrista do que com rigor científico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O problema é particularmente sensível na área dos dicionários bilíngues, onde a presença daqueles produzidos em Portugal é muito maior que a dos brasileiros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A produção de dicionários é uma tarefa cara, exige investimentos consideráveis e de longo prazo. No mercado editorial, acrescente-se agora a necessidade premente de que sejam produzidas versões eletrônicas, e essas têm sido vítimas implacáveis da cópia não autorizada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A elaboração de dicionários nas diferentes áreas técnicas e também de dicionários bilíngues merece uma atenção específica de políticas governamentais, o que até hoje não existiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pior ainda, nos últimos anos – em particular entre 1994 e 2002 – houve um recuo do Itamaraty na manutenção dos Centros de Estudos Brasileiros, onde se dão cursos de português e se desenvolve – nos que sobraram – uma importante ação cultural. Foram também encerradas cátedras de português em algumas universidades europeias e norte-americanas onde existiam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tudo isso contrasta com a ação do Instituto Camões, de Portugal, e o Instituto Cervantes, da Espanha. Duas instituições que, apesar das recentes restrições orçamentárias, principalmente em Portugal, aplicam uma política proativa de promoção do idioma, de estímulo ao seu ensino e da tradução de seus autores. Com o devido respeito à lusofonia, não podemos ficar dependentes dos portugueses para a difusão do idioma, e urge tornar real a antiga promessa da criação do Instituto Machado de Assis para a promoção do português falado no Brasil e de nossos autores. Essa é uma tarefa à qual não podem se furtar o Itamaraty, o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;* Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da http://www.blogger.com/img/blank.gifCâmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Manthttp://www.blogger.com/img/blank.gifêm o blog &lt;a href="http://www.oxisdoproblema.com.br"&gt;www.oxisdoproblema.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=65307"&gt;Publishnews&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-136591113366934485?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/136591113366934485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/10/o-portugues-brasileiro-no-mundo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/136591113366934485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/136591113366934485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/10/o-portugues-brasileiro-no-mundo-e.html' title='O português brasileiro no mundo e a tradução'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2598534318605388850</id><published>2011-09-01T19:48:00.002-03:00</published><updated>2011-09-01T19:52:24.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><title type='text'>Dissertação prega videogame como ferramenta de ensino</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estudo mostra que jogos com conteúdo podem ser usados na sala de aula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Videogame em sala de aula não é apenas brincadeira para o educador Gustavo Nogueira de Paula. Ele acaba de apresentar dissertação de mestrado no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) em que defende a proposta da utilização crítica dos games populares na escola. Segundo Nogueira, é fato que os jogos para consoles de videogame ocupam um lugar de destaque quando o assunto é entretenimento de crianças e adultos. Entretanto, o pesquisador acredita que há saberes intrínsecos na concepção dos jogos, os quais merecem ser explorados nas disciplinas escolares. “Mas, os efeitos danosos mostrados nas propagandas negativas acabam prevalecendo. Videogame está sempre associado a cenas de violência ou algo pernicioso, mas existe uma variedade de jogos bem desenvolvidos com conhecimento útil para o aprendizado”, destaca Nogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o educador, o videogame tem potencial para ser uma ferramenta a mais para motivar os alunos na escola. Mas, o preconceito ainda é grande, uma vez que a questão central seria como incorporá-lo nas ações pedagógicas sem que parecesse uma mera atividade escolar. “Não é simplesmente incorporar a tecnologia nas aulas, mesmo porque os jogos educativos e a tecnologia cada vez mais ganham espaço. O desafio seria, justamente, incluir os jogos populares nas disciplinas de maneira consciente, relacionando-os com o conteúdo”, explica. Neste sentido, a pesquisa realizada durante dois anos pelo educador contribui para criar parâmetros e caracterizar a prática de jogar videogames como um letramento digital específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo teve como pano de fundo o episódio de 11 de setembro ocorrido em Nova York, nos Estados Unidos, durante o ataque terrorista ao World Trade Center. Gustavo Nogueira elaborou um texto explicativo sobre os atentados e passou para que dois garotos – de nove e dez anos – lessem antes de iniciarem uma partida dos jogos Call of Duty e 12 de setembro. Ele fez observações e análises individuais. O conteúdo dos jogos selecionados tem vínculo com o tema dos ataques terroristas. O Call of Duty Modern Warfare, por exemplo, é um dos jogos mundiais mais populares e traz em sua concepção um enaltecimento forte ao exército americano. Já o 12 de setembro, como o próprio nome define, diz respeito à reação pública após o episódio. Diferente do primeiro jogo que apresenta cenas de guerra, este último faz uma simulação de notícias e uma crítica forte à reação americana aos ataques ocorridos nas Torres Gêmeas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma condição para participar da pesquisa era que os garotos nunca tivessem tido contato com os jogos. “O mais incrível foi que as crianças tão logo tomaram consciência das tarefas já demonstraram capacidade e habilidade suficientes para jogá-los com segurança. Foram rápidos na solução dos problemas e no avanço das etapas”, destaca o educador. No entanto, os jogadores não conseguiram relacionar o assunto do texto com o conhecimento que os jogos apresentavam. “Trataram como mera brincadeira. Quando se perguntava, por exemplo, o significado de Al qaeda eles não souberam responder, assim como não perceberam a relação que existia entre o texto e os jogos”, analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados mostraram, portanto, que as crianças não se aperceberam do sentido semântico dos jogos, e não realizaram uma leitura minimamente crítica de conteúdos e argumentos veiculados. “Em vista desses resultados defende-se que http://www.blogger.com/img/blank.gifa escola se engaje mais diretamente com a educação para este tipo específico de letramento digital”, argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Publicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dissertação: &lt;/span&gt;“Caracterizando o ato de jogar videogame como um novo letramento”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Autor: &lt;/span&gt;Gustavo Nogueira de Paula&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Orientador:&lt;/span&gt; Marcelo Buzato&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Financiamento:&lt;/span&gt; Fapesp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2011/ju504_pag8.php#"&gt;Jornal da Unicamp&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2598534318605388850?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2598534318605388850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/09/dissertacao-prega-videogame-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2598534318605388850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2598534318605388850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/09/dissertacao-prega-videogame-como.html' title='Dissertação prega videogame como ferramenta de ensino'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6677484664212222573</id><published>2011-06-15T22:32:00.001-03:00</published><updated>2011-06-15T22:37:48.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revisão de textos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><title type='text'>Serviço de revisão de textos</title><content type='html'>Clique na imagem abaixo para obter mais informações sobre o serviço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bX-HsKwdQ38/TfleIVpKf9I/AAAAAAAAAIk/G4mouJMaqw8/s1600/Cartaz%2Brevis%25C3%25A3o.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bX-HsKwdQ38/TfleIVpKf9I/AAAAAAAAAIk/G4mouJMaqw8/s400/Cartaz%2Brevis%25C3%25A3o.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618625507463167954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6677484664212222573?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6677484664212222573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/06/servico-de-revisao-de-textos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6677484664212222573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6677484664212222573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/06/servico-de-revisao-de-textos.html' title='Serviço de revisão de textos'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bX-HsKwdQ38/TfleIVpKf9I/AAAAAAAAAIk/G4mouJMaqw8/s72-c/Cartaz%2Brevis%25C3%25A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5047932422616209036</id><published>2011-05-15T20:56:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T21:02:59.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância</title><content type='html'>Um livro didático para jovens e adultos distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país reacendeu a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material e portal do MEC têm erros de ortografia&lt;br /&gt;Professor americano defende uma nova sociologia da infância&lt;br /&gt;Conselho quer informação sobre obra de Lobato para rever parecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um capítulo do livro "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, uma das mais respeitadas na área, diz que, na variedade linguística popular, pode-se dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua página 15, o texto afirma, conforme revelou o site IG: "Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos", continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que "cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando 'nós vai' porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar", continua Bechara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, alerta para o rhttp://www.blogger.com/img/blank.gifisco de exageros. "Uma coisa é manifestar preconceito contra quem quer que seja por causa da expressão que ela usa. Mas isso não quer dizer que qualquer variedade da língua é adequada a qualquer situação." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/saber/915795-livro-distribuido-pelo-mec-defende-errar-concordancia.shtml"&gt;Folha.com&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5047932422616209036?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5047932422616209036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/livro-distribuido-pelo-mec-defende.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5047932422616209036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5047932422616209036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/livro-distribuido-pelo-mec-defende.html' title='Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3840654428392729018</id><published>2011-05-02T16:02:00.002-03:00</published><updated>2011-05-02T16:05:17.310-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revisão de textos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><title type='text'>O revisor e o texto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-fFoLq9LWxnk/Tb8AWYW_ygI/AAAAAAAAAIY/G4hSaH0HIN8/s1600/aula%2Brevis%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 174px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fFoLq9LWxnk/Tb8AWYW_ygI/AAAAAAAAAIY/G4hSaH0HIN8/s400/aula%2Brevis%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602196845968214530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A atividade de revisão de textos surge com as gramáticas, “fortemente vinculadas à prescrição de bem falar” (BRITTO, ''A sombra do caos'', 1997) e prescritivas em sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascendo a partir da norma, e só existindo por causa dela, a revisão de textos restringiu-se por muito tempo à correção ortográfica e gramatical e foi incorporada como parte intrínseca do processo editorial. É nesse espaço social que o profissional que realiza o trabalho de revisão encontra boa parte do mercado de trabalho. A produção de textos acadêmicos e científicos também compõe uma porcentagem expressiva do trabalho disponível ao revisor de textos, mas, ao contrário do que ocorre na relação estabelecida com o mercado editorial formal, a revisão de textos de áreas especializadas tende a eximir-se de qualquer responsabilidade de ordem trabalhista, o que reflete a falta de respaldo social da atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se tem debatido sobre teorias literárias, teorias da tradução e teorias linguísticas com ênfase na autoria e no texto final, tomando o texto já pronto (ou seja, publicado) como ponto de partida ou, no caso dos estudos de tradução, dois textos cujas características são comparadas à luz de teorias da tradução. O que poucas vezes se leva em conta é a existência de políticas editorias que interferem no produto final. Um exemplo disso é a mudança de títulos, como a publicação em português de Blind Man with a Pistol, de Chester Himes, pela editora L&amp;PM (2007), sob o título O Harlem é Escuro (tradução de Celina Falk Cavalcante). Tive a oportunidade de realizar a revisão da tradução, e o título sugerido pela tradutora era outro. Por decisão da editora o título foi alterado. Sem ter conhecimento desse fato, não é improvável que um pesquisador de literatura comparada venha a pesquisar a tradução de Blind Man with a Pistol e tecer teorias sobre a escolha do título, quando, na verdade, o título não foi escolha nem do tradutor, nem do revisor, mas da editora. Em outras palavras, o perigo de isolar a obra e considerá-la fruto somente do trabalho do autor e do eventual tradutor é desperdiçar esforços teóricos ao se desconsiderar os outros agentes envolvidos no processo de publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digressões à parte, o revisor não só é um leitor, ele é um leitor com experiência de leitura e representa todos os potenciais leitores do texto que revisa. De certa forma, o revisor traz o leitor para o processo de produção do texto, pois, estabelecida a comunidade interpretativa (conforme denominação de Fish, 1976), o revisor passa a representá-la e a sugerir alterações no texto que sejam mais adequadas aos leitores a quem o texto se dirige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob essa perspectiva, reduzir a atividade de revisão à simples correção gramatical é ignorar o papel do revisor como um especialista textual e um especialista em leitura. No que diz respeito ao texto, são aspectos linguísticos que entram em jogo: padrões lexicais e terminológicos, padrões de coesão (específicos de gêneros textuais, por exemplo) e elementos sintáticos; no que diz respeito à leitura, são acessados aspectos extratextuais, de crítica literária, de teoria literária e de experiência de leitura (KOCH, ''Ler e compreender'', 2007). Estes são os pilares da boa revisão. Dominar regras gramaticais sem dúvida é um pré-requisito para a prática da revisão, mas não é a única nem a mais importante.&lt;br /&gt;http://www.blogger.com/img/blank.gif&lt;br /&gt;BRITTO, Luiz. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A sombra do caos&lt;/span&gt;. São Paulo: Mercado de Letras, 1997.&lt;br /&gt;FISH, Stanley. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Interpreting the Variorum&lt;/span&gt;. Critical Inquiry, v. 2, n. 3, 1976. pp. 465-485.&lt;br /&gt;HIMES, Chester. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Harlem é escuro&lt;/span&gt;. Tradução de Celina Falk Cavalcante. Porto Alegre, L&amp;PM, 2007.&lt;br /&gt;KOCH, Ingedore Villaça; VANDA, Maria Elias. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ler e compreender&lt;/span&gt;: os sentidos do texto. 2ª. ed. São Paulo: Contexto, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.keimelion.com.br/2010/08/o-revisor-e-o-texto.html"&gt;Editora Keimelion&lt;/a&gt;, por Bianca Pasqualini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3840654428392729018?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3840654428392729018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/o-revisor-e-o-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3840654428392729018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3840654428392729018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/o-revisor-e-o-texto.html' title='O revisor e o texto'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fFoLq9LWxnk/Tb8AWYW_ygI/AAAAAAAAAIY/G4hSaH0HIN8/s72-c/aula%2Brevis%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4080466399222156005</id><published>2011-05-01T18:46:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T18:49:12.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua Portuguesa'/><title type='text'>Quem não sabe, faz o quê? Pergunta</title><content type='html'>Há poucas redações com jornalistas aos quais se pode perguntar, em caso de dúvida, o clássico "como se escreve a palavra tal?". E, mais do que isso, qual a regência de um verbo, a conjugação de formas irregulares, a aplicação precisa de uma forma depoente ou mediopassiva, se tal frase ou expressão leva crase ou não, se determinado parágrafo soa bem etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, como aqueles que tocam músicas inteiras de ouvido, sem pauta, há outros que escrevem de modo análogo, sem consultar a gramática. Depois de redigirem certo trecho, leem, às vezes em voz alta, e, desconfiando da qualidade do que acabaram de obrar, temem ter que dar uma passadinha no sítio do escritor e jornalista Moacir Japiassu para dar um jeito nas ferraduras. Então, reescrevem de outro modo o que queriam dizer. Escrever é sobretudo reescrever, cortar, resumir, dizer a mesma coisa de outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Livro póstumo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em todas as redações – na mídia ou em outros ambientes, pois praticamente todas as médias e grandes empresas têm serviços onde empregam jornalistas – ao menos um desses profissionais é indispensável. Pelos crimes de lesa-língua que comprovamos todos os dias na mídia e nas empresas, a língua portuguesa está sem guardiães, chamem-se eles até mesmo cães de guarda, para depreciá-los, pois vivemos um tempo em que são muitas as ocasiões em que aquele que sabe deve quase pedir desculpas ao que não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arrogância é mais frequente entre os que não sabem do que entre os que sabem, pois o verdadeiro sábio é humilde e sabe que nada sabe e que errare humanum est, sed perseverare in erro diabolicum est. O problema é que a maioria os que erram são reincidentes, de modo que para eles vale a segunda parte do provérbio: perseveram no erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que os transgressores encontram quinta-colunas até mesmo nas universidades? É raro um professor vir a público para reforçar a norma culta. É mais frequente que venha para espinafrar quem defenda os bons costumes na língua e para justificar que cada um deve escrever como lhe apraz, seja canela ou sassafrás. Mas não praticaram as transgressões gramaticais que tanto defendem para obter seus títulos e serem aprovados em provas e entrevistas que os qualificaram para ensinar em escolas e universidades, do contrário teriam sido reprovados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Martins (1939-2008) foi um desses baluartes da arte de escrever. Sim, escrever não é só técnica, é arte, e as referências solares de uma língua são literárias. Não quero dizer que não haja outras, quero dizer apenas que as solares são de poetas, romancistas, contistas, cronistas e, mais raramente, de ensaístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inglês é o idioma de William Shakespeare, o espanhol é o de Miguel de Cervantes, o português é o de Luis de Camões, do padre Antonio Vieira ou do nosso nunca assaz turiferado Machado de Assis. Este teve que vencer diversos preconceitos – da cor, da pobreza, da falta de escola, da gagueira, da epilepsia, de não ter tido filhos, de ter casado com solteirona etc. – antes de se tornar referência dominante em seu tempo e mais ainda na posteridade. Mas quem o lê e, mais do que isso, quem o entende, hoje? Temo que, a julgar pelos tropeços nas citações de mestres, ele é pouco lido até mesmo nas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Eduardo Martins está com uma preciosidade na praça. É um livrinho póstumo, mas quem morreu foi o autor, não seus livros. Em coedição da Editora Clio e da Barros, Fischer &amp; Associados, a herdeira do autor cedeu à La Selva os direitos para Os 300 erros mais comuns da língua portuguesa (livro de bolso, 128 páginas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sintoma grave&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Logo às primeiras páginas, em "Concordância", ele lembra que o verbo fazer, quando exprime tempo, é impessoal, não varia. É errado "fazem dez dias", o certo é "faz dez dias, fez dois meses", e que haver, no sentido de existir, também é invariável. E que, por isso, é errado "houveram muitos problemas", o certo é "houve muitos problemas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros de concordância abundam em correspondências internas ou externas. "Segue os documentos" é marca registrada de que quem mal pensa, escreve pior. Pois o erro não é apenas de norma culta, é de lógica. Se o sujeito está no plural, o verbo não pode ir para o singular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 62, ele vitupera o conhecido "junto ao", dando exemplos: "O recurso deu entrada junto ao STF"? Não! Deu entrada no STF. E, duas páginas depois, explica as armadilhas das falsas gêmeas. Você pode caçar perdizes, mas a Justiça cassa liminares. Gato, cachorro, piano e avião têm caudas, não caldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Eduardo Martins às vezes exagera, mas isso não invalida seu trabalho. Errare humanum est... Por exemplo: na página 84, ele, contrariando dicionários e gramáticas, dá apenas um gênero à palavra "atenuante". Mas, seja substantivo, seja adjetivo, "agravante" tem dois gêneros. Neste caso, os lexicógrafos acolheram a máxima romana: os costumes são os melhores intérpretes das leis. E consolidaram há tempos essas variantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proverbial o cuidado com os extremos. In medio virtus (a virtude está no meio), mas, ainda assim, parece recomendação mais sábia a de Confúcio: "Eu sei por que motivo o meio-termo não é seguido: o homem inteligente ultrapassa-o, o imbecil fica aquém". Esta última está no livro Não espere pelo epitáfio (Editora Vozes, 158 páginas), de Mario Sergio Cortella, professor de filosofia na PUC-SP, em que reúne artigos publicados antes na imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma sede do público por aprender língua portuguesa. Nãohttp://www.blogger.com/img/blank.gif é por acaso que grandes jornais e grandes empresas procuram ter em seus quadros referências solares da técnica e da arte de escrever. Profissionais como Sérgio Nogueira no sistema Globo; Pasquale Cipro Neto, na Folha de S.Paulo; Cláudio Moreno, no jornal Zero Hora; Dad Squarisi, no Correio Braziliense. Português é difícil? Dad Squarisi nasceu no Líbano e hoje ensina os brasileiros a escrever: sua coluna "Dicas de Português" é publicada em 15 jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim se há quem se esmere tanto em cuidar, isso é sintoma de que escolas e universidades estão falhando em outra técnica e em outra arte: a de ensinar. Como é que deram diplomas a profissionais que tratam desse modo a língua portuguesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=639AZL002"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;, por Deonísio da Silva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4080466399222156005?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4080466399222156005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/quem-nao-sabe-faz-o-que-pergunta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4080466399222156005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4080466399222156005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/05/quem-nao-sabe-faz-o-que-pergunta.html' title='Quem não sabe, faz o quê? Pergunta'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-9121028444727943163</id><published>2011-04-21T10:09:00.000-03:00</published><updated>2011-04-21T10:11:09.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><title type='text'>Meio e Linguagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Hélio Schwartsman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há um ramo fervilhante na ciência hoje, é o da linguística. É incrível como essa disciplina, até alguns anos atrás um bastião das humanidades, estrategicamente encravada nos departamentos de letras das universidades, se tornou uma ciência dura, capaz de, no melhor estilo popperiano, produzir previsões falseáveis e que comporta sofisticadas análises estatísticas. Beneficiária direta de avanços em dois dos mais dinâmicos ramos do saber --a neurociência e a computação--, a linguística se tornou frequentadora contumaz das principais revistas científicas. Na semana passada, ela marcava presença tanto na "Nature", com um artigo de Michael Dunn sobre a ordem das palavras em várias famílias de idiomas, e na "Science", com um trabalho de Quentin Atkinson sugestivo de que a linguagem humana surgiu na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde volto a esses trabalhos. Antes, acho importante mencionar que um dos principais responsáveis pela conversão da linguística em ciência dura foi Noam Chomsky (1928 -), com sua teoria da Gramática Universal, segundo a qual seres humanos já nascem equipados com um "hardware" linguístico em seus cérebros, isto é, geneticamente dotados de alguns princípios gramaticais comuns a todos os idiomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de fato boas evidências em favor da tese. A mais forte delas é o fato de que a linguagem é um universal humano. Não há povo sobre a terra que não tenha desenvolvido uma, diferentemente da escrita, que foi "criada" de forma independente não mais do que meia dúzia de vezes em toda a história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também diferentemente da escrita, que precisa ser ensinada, basta colocar uma criança em contato com um idioma para que ela o aprenda quase sozinha. Mais até, o fenômeno das línguas crioulas mostra que pessoas expostas a pídgins (jargões comerciais normalmente falados em portos e que misturam vários idiomas) acabam desenvolvendo, no espaço de uma geração, uma gramática para essa nova linguagem, como mostram os trabalhos de Derek Bickerton. Outra prova curiosa é a constatação de que bebês surdos-mudos "balbuciam" com as mãos exatamente como o fazem com a voz as crianças falantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento lógico usado por Chomsky em favor do inatismo linguístico é o chamado Pots, sigla inglesa para "pobreza do estímulo" (poverty of the stimulus). Em grandes linhas, ele reza que as línguas naturais apresentam padrões que não poderiam ser aprendidos apenas por exemplos positivos, isto é, pelas sentenças "corretas" às quais as crianças são expostas. Para adquirir o domínio sobre o idioma elas teriam também de ser apresentadas a contraexemplos, ou seja, a frases sem sentido gramatical, o que raramente ocorre. Como é fato que os pequeninos desenvolvem a fala praticamente sozinhos, Chomsky conclui que já nascem com uma capacidade inata para o aprendizado linguístico, um instinto da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora essa teoria jamais tenha tido aceitação incondicional, ela se tornou o "mainstream" na linguística norte-americana. Mesmo os que discordam do modelo ou colocam ênfase em outros pontos acabam tendo de dialogar nos termos colocados pelos gerativistas, como são conhecidos os linguistas que embarcaram nos programas de pesquisa levantados pela Gramática Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois trabalhos publicados na semana passada, como muitos outros, lançam desafios ao modelo chomskyano. Comecemos pelo mais simples --e menos problemático--, que é o de Atkinson. Esse pesquisador da Universidade de Auckland trabalha com a ideia de que línguas se comportam como seres vivos. Partindo da hipótese de que, a exemplo do que ocorre com populações animais, que têm seu "pool" genético reduzido pelo isolamento, idiomas têm seu repertório de fonemas empobrecido à medida que se afastam de seu local (e população) de origem. Testou 504 línguas e concluiu que a origem mais provável para todas elas era algum ponto da África meridional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha-dura chomskyana, notadamente o linguista Mark Lieberman, questiona não só as premissas como também os resultados de Atkinson. O ponto central da discórdia é a forma de computar a diversidade fonêmica. A questão não é trivial, em especial quando se considera que a estrutura de sons de um idioma pode ser fruto tanto de uma herança quanto de uma inovação da própria língua. A analogia entre idioma e ser vivo só funciona até certo ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda maneira, mesmo que chegássemos à extraordinária conclusão de que a língua humana surgiu uma única vez na África e daí foi exportada para todas as regiões do planeta, isso não constituiria um golpe fatal na Gramática Universal. É verdade que seria mais elegante para a teoria se idiomas tivessem múltiplas origens independentes umas das outras, mas os pressupostos do modelo não dependem disso. A universalidade da linguagem e o Pots continuariam vivos --e bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo de Dunn, pesquisador do Instituto Max Planck de Psicolinguística, da Holanda, é mais complicado. Um dos pontos centrais do programa chomskyano tem sido o de que a sintaxe em qualquer idioma obedece a alguns parâmetros inatos, isto é, a restrições impostas pela Gramática Universal, que se materializam na ordem em que as palavras aparecem. Um exemplo: se o idioma é do tipo SVO (em que que sujeito costuma aparecer antes do verbo, o qual, por sua vez, antecede o objeto), então nele ocorrem preposições (termos como "para", "em", "sobre" são colocadas antes do substantivo que modificam). Se ele é SOV (sujeito, objeto, verbo), então temos posposições (os equivalentes de "para", "em", "sobre" vêm depois do substantivo). Versões mais "light" do modelo, como a proposta por Joseph Greenberg, trocam as restrições absolutas por tendências estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Dunn fez foi estudar as correlações possíveis entre oito generalizações desse tipo em vários idiomas e descobriu que elas são significativas dentro de cada uma das quatro famílias linguísticas estudadas, mas não entre as linhagens, isto é, de forma universal. É um belo golpe contra o modelo chomskyano, em suas versões fortes ou fracas. O fato de o vínculo ser observado apenas dentro de cada família sugere que a estrutura profunda das línguas não é determinada por parâmetros universais, mas pela evolução cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gerativistas estão certamente preparando sua artilharia. Sempre irônico, Lieberman já disse que achou o estudo muito interessante, mas duvida de seus resultados. As próximas semanas deverão ser agitadas nos blogs de linguística. Pelo que pude antever, a discussão terá altos teores de estatística, o que a tornará meio metafísica para nós, mortais comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esses são apenas os mais recentes numa série de ataques que o modelo vem recebendo. Em 2005, Daniel Everett um ex-missionário e linguista que trabalha com a tribo dos pirahãs, na Amazônia, relatou uma série de peculiaridades no idioma que desafiam pontos-chave da Gramática Universal. Eles não têm, por exemplo, palavras para cores, nem tempos verbais e só contam até três. A língua pirahã também desconheceria a recursividade, isto é, a capacidade de formar um número potencialmente infinito de sentenças encaixando uma frase na outra. Chomsky chamou Everett, seu ex-protegido, de charlatão. Foi um bafafá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo mais equilibrado e baseados em novas e interessantíssimas pesquisas, linguistas como Lera Boroditsky e Guy Deutscher têm defendido que a linguagem é capaz de moldar o pensamento. Eles recolocam, ainda que de forma extremamente atenuada, quase razoável, a velha hipótese Sapir-Whorf, que era anátema nos meios chomskyanos. Se um dia faltar assunto, comento o delicioso livro de Deutscher.&lt;br /&gt;http://www.blogger.com/img/blank.gif&lt;br /&gt;O paradigma da Gramática Universal está em crise? A pergunta é boa, mas difícil de responder. Não podemos, é claro, descartar a hipótese de que o modelo sucumba ao peso de evidências devastadoras e venha a ser eventualmente substituído. Mas outra possibilidade, que me parece bem mais provável, é que a parte mais substancial da teoria sobreviva aos ataques e deles saia mais robusta, ainda que seja forçada a sacrificar algo do inatismo em favor de mais de espaço para características culturais. Seja como for, estamos diante da ciência em ação. É um contraste e tanto com o marasmo que vem notabilizando as ciências humanas nos últimos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Hélio Schwartsman é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/905240-meio-e-linguagem.shtml"&gt;Folha.com&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-9121028444727943163?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/9121028444727943163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/04/meio-e-linguagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9121028444727943163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9121028444727943163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/04/meio-e-linguagem.html' title='Meio e Linguagem'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3820514100208972532</id><published>2011-03-29T15:02:00.001-03:00</published><updated>2011-03-29T15:04:23.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>O Sermão  da Montanha (versão para educadores)</title><content type='html'>Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. &lt;br /&gt;Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando a palavra, disse-lhes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Em verdade, em verdade vos digo:&lt;br /&gt;Felizes os pobres de espírito, porque  deles é o reino dos céus.&lt;br /&gt;Felizes os que têm fome e sede de justiça,  porque  serão saciados.&lt;br /&gt;Felizes os misericordiosos, porque eles..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pedro o interrompeu:&lt;br /&gt;- Mestre, vamos ter que saber isso de cor? &lt;br /&gt; André perguntou:&lt;br /&gt;- É pra copiar?&lt;br /&gt;Filipe lamentou-se:&lt;br /&gt;- Esqueci meu papiro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartolomeu, quis saber:&lt;br /&gt;- Vai cair na prova?   &lt;br /&gt;João levantou a mão:&lt;br /&gt;- Posso ir ao banheiro?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Iscariotes resmungou:&lt;br /&gt;- O que é que a gente vai ganhar com isso? &lt;br /&gt; Judas Tadeu, defendeu-se:&lt;br /&gt;- Foi o outro Judas que perguntou!  &lt;br /&gt;Tomé questionou:&lt;br /&gt;- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Maior indagou:&lt;br /&gt;- Vai valer nota?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tiago Menor reclamou:&lt;br /&gt;- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente .  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Simão Zelote gritou, nervoso:&lt;br /&gt;- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus queixou-se:&lt;br /&gt;- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:&lt;br /&gt;- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para o levantamento dos conhecimentos prévios?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caifás emendou:&lt;br /&gt;- Fez uma programação que inclua os temas transversais  e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:&lt;br /&gt;- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. &lt;br /&gt;E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor  titular...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3820514100208972532?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3820514100208972532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/o-sermao-da-montanha-versao-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3820514100208972532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3820514100208972532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/o-sermao-da-montanha-versao-para.html' title='O Sermão  da Montanha (versão para educadores)'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7841728450893647543</id><published>2011-03-20T10:58:00.000-03:00</published><updated>2011-03-20T11:04:39.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><title type='text'>Internetês, a linguagem da web</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Francisco de Assis Moura Sobreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem humana é um mecanismo vivo e, como tal, não se mantém alheia às evoluções culturais de uma sociedade. Assim, ela acompanha o estado dinâmico da cultura das comunidades em que são empregadas. O mundo moderno é, por excelência, marcado pela vertiginosidade da vida, proporcionada pelos avanços da tecnologia, que atingem, sem restrição, as várias atividades do homem como ser social. Isso inclui a comunicação pela  internet , que, em certos momentos, se caracteriza, primordialmente, por uma forma de linguagem capaz de atender à urgência do processo comunicativo, principalmente entre os jovens, tão permeáveis às novidades que os mantêm na “crista da onda” e os distinguem na escala social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão das exigências do dinamismo, a linguagem da  internet  – o chamado  intenetês  – desenvolveu características peculiares, marcadas por reduções de expressões e abreviações de palavras que viabilizam a velocidade na comunicação. Palavras como  você ,  cadê ,  também  etc são naturalmente substituídas por abreviaturas funcionais como  vc ,  kd  e  tb , respectivamente; frases como “ Hoje estou muito feliz ” apresentam formas cifradas, como “ hj tô mt feliz ”, sem falar no uso de neologismos, como “ twittar ” e “ facebookar ”, que resolvem o problema de traduções nem sempre aceitáveis pelo espírito da língua transformada em discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso ocorre sem qualquer prejuízo de clareza ou qualquer desabono para os iniciados nesse tipo de processo comunicativo. O problema se verifica quando o tal  internetês  transpõe seus limites de atuação, gerando inadequações da linguagem ao contrato de comunicação. Ora, o  internetês  é um jargão empregado em certa escala do meio cibernético e se restringe a um uso específico de comunicação imediata. Isso significa que seu uso fora da esfera de sua atuação nem sempre tem proficuidade garantida. Empregá-lo indiscriminadamente é correr um risco que não é aconselhável. É bem verdade que, em escala bastante reduzida, seu emprego ocorre de forma inconsciente pela força do uso, o que não minora o prejuízo causado pela sua inadequação ao tipo de texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe certa correlação dialética entre um gênero textual – modelos de textos marcados por características peculiares – e seu domínio discursivo (jornalístico, publicitário, científico, religioso etc), seu suporte físico e, em especial, sua linguagem. Se o lugar do  futebolês  e do  economês  (perdoem-me os neologismos) é na esfera do futebol e da economia, o lugar do  internetês  é na comunicação via  internet . O problema se agrava quando este jargão é empregado no gênero das redações escolares, em que o aluno precisa desenvolver sua capacidade de lidar com um modelo de linguagem mais discursivo, dentro das normas previstas para um registro linguístico exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada gênero textual é marcado por um tipo de linguagem que o legitima e lhe confere credibilidade. Além disso, a todo gênero textual subjaz um contrato de comunicação, que regula os limites do processo comunicativo – o que pode ser dito e, mais ainda, como dever ser dito. Assim, o que é qualidade em um texto pode ser defeito em outro, o que caracteriza desvio de boa linguagem em um texto pode ser adequação a outro, o que é metáfora em um contexto pode não sê-lo em outro. Portanto, há que se preservar a natureza linguística e estrutural de cada modalidade textual, com suas peculiaridades, que incluem aspectos semióticos relacionados a registro de linguagem, diagramação, codificações etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, o emprego inadequado de uma modalidade linguística a um gênero textual que lhe é estranho é uma temeridade cujas consequências podem ser desastrosas. Não se levaria a sério uma receita médica escrita a lápis, ou uma publicação oficial na lúdica linguagem do “P”. Com o  internetês  não seria diferente, já que é uma modalidade de linguagem limitada a um tipo específico de texto e a uma certa camada social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode prever se o  internetês  veio para ficar e muito menos se ele ficará restrito a certas comunidades. Mas é de se perguntar se ele é usado em todas as comunidades lusófonas. O fato é que os povos têm comportamentos distintos frente ao espírito do idioma. O português do Brasil não tem o mesmo espírito do português de Portugal, pois, a despeito de a língua ser a mesma, significa de maneira diferente nas duas comunidades. Sendo o português uma língua de reconhecimento oficial nas comunidades que a usam, como prever as consequências da intervenção do  internetês  em tais comunidades? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é fruto de sua cultura, e a juventude em cada comunidade não tem os mesmos hábitos linguísticos. Então aceitemos o fato de que essa linguagem cifrada não deve proliferar para além da esfera em que ela está inscrita.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não se vai a uma praia de terno, não se vai a um casamento em trajes de banho. Fique o internetês  em seu lugar. A César o que é de César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Francisco de Assis Moura Sobreira é mestre e doutorando em língua portuguesa, é professor e coordenador do Sistema Elite de Ensino e professor substituto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/03/17/internetes-a-linguagem-da-web/"&gt;Jornal do Brasil&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7841728450893647543?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7841728450893647543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/internetes-linguagem-da-web.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7841728450893647543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7841728450893647543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/internetes-linguagem-da-web.html' title='Internetês, a linguagem da web'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-8650103520661604138</id><published>2011-03-12T18:43:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T18:45:11.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><title type='text'>Linguística, cultura e sociedade.</title><content type='html'>A cultura é a principal causa da existência do estudo da linguística. Foi a partir dessa que se formou a linguagem, isto é, a comunicação, surgindo assim a língua, objeto de estudo da linguística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento da humanidade, houve divisões de comunidades, gerando assim diferentes culturas, inclusive línguas. A cultura nada mais é que a forma de pensar de uma comunidade social, ou seja, um comum acordo entre seus membros. Assim aconteceu com a língua, mudanças que pudessem facilitar a comunicação. E isso foi tomando força, e assim ainda é. Cada país, apesar de falar um mesmo idioma, possui diferentes dialetos, isto porque as comunidades regionais são donas de sua própria cultura, envolvendo assim a fala. É então que a linguística entra em ação, para estudar o porquê dessas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o principal exemplo da importância da cultura para o estudo da linguística. Há aqui uma pequena cidade do interior que tem uma cultura um tanto diferente: as crianças são alfabetizadas de modo convencional, mas também aprendendo as palavras com as sílabas de trás para frente, criando assim um novo dialeto. O estudo da linguista entra em ação e pesquisa essas ocorrências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir etimologia da palavra cultura que vem do latim “cultura”, que significa cultivar o solo, cuidar, podemos definir cultura como o cuidado de uma comunidade em manter vivos seus costumes e crenças, cultivando diversos saberes plantados com esforço e enraizados pela paciência. Essa conquista de anos trouxe e ainda traz a cada diferente comunidade a força de cumprir um grande papel dentro da sociedade global: de compartilhar saberes e conhecimentos que se tornam infinitos, como crenças, costumes, línguas, etc. Isso contribui de forma significativa paras os estudos de ciências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da comunicação verbal se deu pela necessidade que o homem tinha de interagir com sua espécie de forma mais promissora e eficaz. Assim, surgiu a língua, isto é o idioma. Todavia, este processo não foi fácil assim. Para que uma nova língua se forme, são levados em conta diversos fatores que se tornam decisivos e indispensáveis para que ela se desenvolva e se fortaleça, criando sua própria identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudarmos sobre a história de uma língua do ponto de vista diacrônico, conhecemos esses fatores que levaram esta língua a se formar. O principal deles é a necessidade de comunicação, seguido pelo meio social, que envolve cultura, política, entre outros. Contudo, a formação de uma língua não depende incontestavelmente apenas da necessidade de comunicação. Na época das colonizações, os países colonizadores tentavam implantar a qualquer custo o sua língua nesta nova colônia, mesmo que lá já houvesse habitantes falantes nativos de outra língua. Formava-se assim uma nova sociedade, onde a política criada deveria ser obedecida de qualquer forma. Nascia então uma nova cultura social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o fortalecimento de uma língua, outras tiveram de ser “enfraquecidas”, isto é, a prática do glotocídio. Tentavam criar uma homogeneidade linguística que não deu certo, tornando-se uma irrisória utopia. Por mais que um mesmo idioma seja falado em um país, ali há diversas sociedades que criam seus próprios meios de comunicação verbal através desta língua, sendo ainda mais incisivas no fato de que não haverá jamais uma homogeneidade linguística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura tem relação total com o idioma. Os defensores da heterogeneidade linguística afirmam que a língua é o que há de maior valia na cultura de um povo, pois aquele idioma tornou-se forte naquele meio pela política que essa sociedade criou, seguida e transmitida por seus membros por gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.webartigos.com/articles/60931/1/Linguistica-cultura-e-sociedade/pagina1.html#ixzz1GQM8XbSM"&gt;WebArtigos.com&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-8650103520661604138?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/8650103520661604138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/linguistica-cultura-e-sociedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8650103520661604138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8650103520661604138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/03/linguistica-cultura-e-sociedade.html' title='Linguística, cultura e sociedade.'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-9209975930947161842</id><published>2011-02-28T15:46:00.001-03:00</published><updated>2011-02-28T15:48:31.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística Textual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Produção de Textos'/><title type='text'>Como escrever um bom texto?</title><content type='html'>Essa pergunta é recorrente em nossas salas de aula e, em busca de respostas, não faltam listas de instruções. Indubitavelmente, qualificar a expressão escrita é uma atividade desafiadora, complexa e que requer trabalho; também é prazerosa e significativa, pois o autor produz sentidos através da expressão de sentimentos, concepções e saberes, exercendo sua cidadania. Para isso, interessa conhecer elementos que possibilitam o bom uso da língua em diferentes práticas sociais do cotidiano, inclusive para fazer uma boa dissertação em um processo seletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escrever, é importante que o autor tenha clareza da finalidade de seu texto e da interação que pretende estabelecer com o possível leitor, tendo em vista o contexto comunicativo em que ambos estão inseridos.  Na transmissão de uma informação, redigir uma notícia ou uma carta comercial, por exemplo, implicam o domínio de habilidades verbais e o conhecimento de suportes de texto que não são, necessariamente, exigidos para a escrita de uma carta pessoal, de um bilhete ou de um recado virtual. Assim, quem escreve faz escolhas linguísticas, de sequência tipológica e de gênero, que possibilitam atender aos propósitos de determinada comunicação escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos em que é preciso atender a uma proposta de redação, importa conhecer a estrutura textual solicitada, ou seja, produzir uma dissertação, de cunho argumentativo, exige uma posição discursiva com base em argumentos consistentes, além do uso culto da língua em parágrafos coerentes e coesos que constituem a produção. Quanto à expressão linguística, ao dissertar, é essencial observar a ortografia, a pontuação, a acentuação e a estruturação dos períodos, bem como a utilização de recursos coesivos, como as conjunções, os advérbios e os pronomes, que favorecem a clareza e a articulação de ideias. O bom texto também se caracteriza pela originalidade, isto é, um bom domínio vocabular, evitando modismos ou expressões pobres de significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem deseja escrever bem em uma avaliação, outro aspecto importante está relacionado à capacidade de interpretar e de desenvolver um texto conforme o tema sugerido. Mesmo diante de alguns excertos mobilizadores, geralmente disponibilizados nas provas, a leitura atenta e a retomada da proposta durante o processo de escrita, o destaque para palavras-chave e a esquematização de um plano de escrita são estratégias que podem auxiliar os redatores. Afinal, eles dispõem de um tempo limitado para a produção do rascunho, da escrita legível do texto e de sua revisão, bem como devem estar atentos a outras instruções da prova, como, por exemplo, o preenchimento de um cabeçalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para produzir um bom texto, é imprescindível ter informações acerca do assunto em questão, transcendendo o senso comum. A leitura de jornais, revistas e livros, o acesso a noticiários, bem como a participação em cursos, palestras e debates em aula, quando associados à capacidade de reflexão, possibilitam a construção de argumentos convincentes em defesa de um ponto de vista. Se não bastasse isso, alguns concursos, como o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), consideram, através de seus critérios de avaliação, a importância de o redator apresentar uma proposta de solução para o problema em discussão. Nesse caso, a partir de uma visão crítica, quem escreve é desafiado a utilizar o raciocínio e o conhecimento de mundo para superar o plano das opiniões, a fim de desenvolver alternativas viáveis para a resolução de problemas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral, a conquista das condições necessárias para se atingir um bom nível de escrita se dá essencialmente através da vivência da língua, isto é, pela leitura, pela prática da produção textual e pelo conhecimento de mecanismos linguísticos. Por isso, é função da Escola, principalmente nas aulas de Português, desenvolver propostas que possibilitem qualificar o uso da nossa língua. Além disso, essencial é o que emana – ou pelo menos deveria – de qualquer aprendiz: o desejo de conhecer e de aperfeiçoar sua competência comunicativa, além do exercício constante do pensamento reflexivo, da criticidade e da troca de saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/265765-como_escrever_um_bom_texto.html"&gt;Gazeta do Sul&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-9209975930947161842?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/9209975930947161842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/02/como-escrever-um-bom-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9209975930947161842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9209975930947161842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/02/como-escrever-um-bom-texto.html' title='Como escrever um bom texto?'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-1236279367595895818</id><published>2011-02-17T14:41:00.000-02:00</published><updated>2011-02-17T14:43:06.508-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freelancer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O maravilhoso mundo do freelancer</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Cassius Medauar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me perguntam o que faço e ouvem que sou tradutor e trabalho em casa, as pessoas se dividem entre as que acham muito bacana e adorariam fazer o mesmo e as que dizem que jamais conseguiriam trabalhar em casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este é o primeiro ponto na vida de um freelancer: trabalhar em casa. Bom, pra começar, você pode muito bem alugar um escritório ou ir a um de algum amigo, pois é preciso bastante disciplina para se trabalhar em casa. As tentações estão todas ali: sua cama, o sofá, a TV, a geladeira, livros e revistas e o principal, nenhum chefe a vista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E tudo isso nem é o pior. Se você tiver família, todos sempre acharão que você está à disposição deles, afinal, está em casa. “Vai lá fazer compras.” “Pode pagar essas contas lá no banco?” “Me leva até o metrô?” e por aí vai. É preciso controlar tudo isso bem, senão a coisa não vai funcionar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sempre leio reportagens falando que é preciso ter o seu espaço para trabalhar em casa, montar um escritório onde possa fechar a porta e esquecer as tentações citadas acima. Bom, isso é válido, claro, mas não acho que seja a regra principal. Acho que você tem que trabalhar no lugar onde se sinta melhor. Você prefere o sofá da sala com a TV ligada? OK, se você rende mais assim, faça assim. As pessoas são diferentes e por isso não dá pra dizer que o que funciona com uma será igual com a outra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, dito tudo isso, tem apenas uma regra que vale para todos e é essencial: O PRAZO É SAGRADO. Quando estava do outro lado, trabalhando como editor, ficava impressionado com o tanto que as pessoas não respeitavam prazos. E sempre acabei me cercando dos colaboradores que cumpriam os prazos e que eu sabia que poderia contar, por isso, nunca se esqueça de ou cumprir bem os prazos ou então avisar que não conseguirá e discutir um novo prazo, nada de sumir ou ficar enrolando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não se esqueça, não tem nenhum chefe à vista simplesmente porque agora você é o seu próprio chefe. E não precisa ser mega rigoroso consigo mesmo, apenas cobrar disciplina e estabelecer metas diárias para que os prazos sejam cumpridos.&lt;br /&gt;Voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Cassius Medauar é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há mais de dez anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, passou a trabalhar apenas como tradutor e jornalista freelancer há dois anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O Vendedor de Armas, Dexter: No Escuro, Um Otimista Incorrigível (Biografia de Michael Fox), Cicatrizes (HQ), entre outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A coluna Vida de Freela contará como é trabalhar como freelancer, os prós e contras, o contato com as editoras, os macetes e tudo o que você sempre quis saber sobre isso mas tinha medo de perguntar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=62143"&gt;Publishnews&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-1236279367595895818?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/1236279367595895818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/02/o-maravilhoso-mundo-do-freelancer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1236279367595895818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1236279367595895818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/02/o-maravilhoso-mundo-do-freelancer.html' title='O maravilhoso mundo do freelancer'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7399094884921294448</id><published>2011-01-11T22:47:00.006-02:00</published><updated>2011-01-11T22:55:45.481-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrita'/><title type='text'>Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pesquisa mapeou, por meio de ressonância magnética, atividade cerebral de analfabetos e de alfabetizados na infância e na idade adulta e descobriu que área dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhora na qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal, França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TSz66LFuukI/AAAAAAAAAH8/zEIQ7kf09xk/s1600/NO_TEXTp.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 292px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TSz66LFuukI/AAAAAAAAAH8/zEIQ7kf09xk/s320/NO_TEXTp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561095517211900482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem", afirma Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizado da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TSz7Y_zKUJI/AAAAAAAAAIM/DD_1shWaBIE/s1600/entenda-pesquisa-vida.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TSz7Y_zKUJI/AAAAAAAAAIM/DD_1shWaBIE/s400/entenda-pesquisa-vida.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561096046757171346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizados percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados no reconhecimento de faces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferido para outra região cerebral", disse Lúcia Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estímulos. A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver palavras, rostos e outras imagens. Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler e escrever ainda na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, pesquisadores notaram que houve também um aumento das respostas do cérebro relacionadas à identificação de fonemas. "Isso de certa forma explica por que analfabetos não conseguem fazer a supressão do som de uma palavra: como anana de banana", contou Lúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças nas redes neurais foram identificadas nas pessoas escolarizadas desde a infância e naquelas que aprenderam a ler na fase adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os ganhos foram evidenciados nos dois grupos", explicou a coordenadora da pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa "adaptação" do cérebro é explicada por Lúcia. "A escrita é algo relativamente novo na história da humanidade para ter influenciado uma mudança genética", disse. A saída encontrada pelo cérebro foi reciclar áreas anteriormente reservadas a outras funções para atender às novas demandas. "Quanto mais estudamos, mais conexões cerebrais nós temos", completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lúcia, os resultados do trabalho reforçam a importância da leitura, uma espécie de "musculação", para o cérebro. "Vemos isso diariamente no trabalho de reabilitação feito no Sarah. Os resultados do trabalho são muito mais rápidos em pessoas que têm cérebro exercitado do que as que não têm."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é especializada em tratamento e pesquisa sobre paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, doenças neuromusculares e problemas ortopédicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, nove unidades integram a rede - um hospital e um Centro Internacional de Neurociências e Reabilitação, em Brasília, e unidades hospitalares em mais sete capitais.&lt;br /&gt;﻿&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110111/not_imp664555,0.php"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/a&gt;, 11/01/2011, por Lígia Formenti e Alexandre Gonçalves.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7399094884921294448?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7399094884921294448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/01/aprender-ler-e-escrever-altera-forma-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7399094884921294448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7399094884921294448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2011/01/aprender-ler-e-escrever-altera-forma-de.html' title='Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TSz66LFuukI/AAAAAAAAAH8/zEIQ7kf09xk/s72-c/NO_TEXTp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6174483534207685666</id><published>2010-11-09T18:36:00.003-02:00</published><updated>2010-11-09T18:41:15.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>A literatura da crítica</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lançamentos do crítico brasileiro Antonio Candido e de seu mestre, o francês Roger Bastide, mostram como o Brasil partiu na frente no encontro da sociologia com a literatura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociologia é, por natureza, uma disciplina um tanto despudorada. Paralisada por um objeto original demasiado amplo e complexo, ela soube logo redimensionar seu desafio. Se aproximou da questão e, para isso, teve que descer do gabinete no alto da torre de marfim da especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orgânica, imersa no mundo empírico humano, a disciplina produziu estudos sobre aquilo que fazia tal mundo ser o que era, como a política, a religião, o comercio, as relações de trabalho; e, também, temas incômodos para a mentalidade cristã do Ocidente: o suicídio, a prostituição, o consumo de drogas, o incesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociologia logo exigiu especializações que definissem a posição do pesquisador, que localizassem o lugar preciso de sua imersão no social. Daí vieram a sociologia da religião, sociologia da cultura, sociologia da educação, etc. Uma sociologia da literatura relutou em se estabelecer (se é que se estabeleceu, apesar da obra de autores marxistas como Lucien Goldmann, Theodor W. Adorno, György Lukács e Terry Eagleton). E, dentro dela, uma sociologia da poesia mostrou-se ainda de forma mais tímida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, contudo, conheceu um desenvolvimento raro nestas duas áreas, que em muito superam o tradicional modelo de adoção e desenvolvimento de teorias estrangeiras. Talvez o principal nome na área seja o mineiro Antonio Candido, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e mestre da crítica literária uspiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decifrar Antonio Candido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três lançamentos oferecem a oportunidade de conhecer a teoria de Candido por mais de uma perspectiva e, até mesmo, sua formação. Do autor, são relançados dois livros: o clássico "Os Parceiros do Rio Bonito" (1948), trabalho antropológico sobre a cultura do caipira paulista; e "O Albatroz e o Chinês", coletânea de ensaios publicada em 2004, que ganha uma segunda edição ampliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra obra que diz muito de Antonio Candido, mas que não foi escrita por ele, é "Navette Literária Brasil-França", caixa com dois tomos, que reúne a crítica literária produzida pelo sociólogo francês Roger Bastide, um integrantes da missão fundadora da USP e um dos mestres de Candido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência é marcante. Em "Os Parceiros do Rio Bonito", vemos Candido se aventurando e se perdendo em campo. Se Bastide buscou o universo das religião afrobrasileiras (é dele o clássico "O Candomblé da Bahia"), seu discípulo olhou para suas´ próprias raízes - o universo rural brasileiro. Perdeu-se a ideia original de fazer um estudo de caso balizado nos conceitos de Literatura e Sociedade. O efeito colateral positivo é a aparição de um Antonio Candido sociólogo em "estado bruto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível reconhecer o mesmo autor na coleção de ensaios escritos nas décadas de 1990 e 2000. Exemplar é o caso do ensaio que dá título a obra - em que o autor fala de signos recorrentes na poesia (a distância e a imersão no mundo), sem que perda a dimensão social deste discurso em obras como a de Goethe e Baudelaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre esquecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão poética é uma forma de exatidão científica. A afirmação é algo aforismática, pela coragem de ser dita e pelo conteúdo algo paradoxal. Ao contrário do que se poderia esperar, que seu autor fosse o poeta, foi o sociólogo francês Roger Bastide (1898 - 1974) o protagonista da ousadia. A frase é exemplar, incrustada de significados nas entrelinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois são particularmente importantes para essa resenha: a) que Bastide foi um pensador disposto a confrontar o comodismo - e o autoritarismo - da academia; e b) a importância que a poesia e a literatura tiveram para sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Roger Bastide (1898 - 1974) anda um tanto eclipsada no Brasil. Injustamente. A obra organizada pela pesquisadora Glória Carneiro do Amaral (que assina o tomo I, um ensaio introdutório ao Bastide crítico literário) reúne mais de 200 textos de Bastide, publicados no Brasil e na França - quase todos, inéditos em livro. Nele, vemos seu olhar sobre escritores consagrados como Jorge Amado e Guimarães Rosa. Destaque para a resenha do livro "O Romance Cearense", do crítico Abelardo Montenegro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Box&lt;br /&gt;Navette Literária França-Brasil Glória Carneiro do Amaral (org.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUSP&lt;br /&gt;2010&lt;br /&gt;1.348 páginas&lt;br /&gt;R$ 172&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociologia&lt;br /&gt;Os parceiros do Rio Bonito Antonio Candido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURO SOBRE AZUL&lt;br /&gt;2010&lt;br /&gt;336 páginas&lt;br /&gt;R$ 53&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaios&lt;br /&gt;O albatroz e o Chinês Antonio Candido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURO SOBRE AZUL&lt;br /&gt;2010&lt;br /&gt;200 páginas&lt;br /&gt;R$ 34,50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=881580"&gt;Diário do Nordeste&lt;/a&gt;, 09/11/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6174483534207685666?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6174483534207685666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/11/literatura-da-critica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6174483534207685666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6174483534207685666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/11/literatura-da-critica.html' title='A literatura da crítica'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-484699356556857261</id><published>2010-10-21T11:34:00.002-02:00</published><updated>2010-10-21T11:36:40.317-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'>Falta análise nas reportagens</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TMBB3AUJzsI/AAAAAAAAAHg/M9A76o10wqA/s1600/82388.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TMBB3AUJzsI/AAAAAAAAAHg/M9A76o10wqA/s400/82388.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530492755644108482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, um dos desafios postos hoje para jornais e revistas, a "velha" mídia, é oferecer não apenas a simples descrição dos fatos, tal como apurados pelos repórteres, mas também mais análises. A descrição é indispensável, mas cada vez menos suficiente porque o fato chega ao conhecimento do leitor, de uma maneira ou de outra, com uma instantaneidade que os periódicos convencionais nem sonham em alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise credenciada se tornou tanto mais importante na medida em que a internet, em seus 15 anos de existência no Brasil, foi deixando de ser basicamente uma plataforma de diálogo solidário, colaborativo, atributo que felizmente não perdeu, e se tornou também canal de facciosismo e de espírito de manada. Para não falar em agressividade, calúnia, injúria e difamação; o que a internet revela sobre a alma e a mentalidade de alguns internautas é constrangedor, quando não dá calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os repórteres foram treinados, até aqui, para sobretudo se aterem aos fatos (o que já não é pouca coisa). Será necessária, possivelmente, uma revisão cultural nas redações, para que uma dose maior de análise seja incorporada à própria descrição factual. Não apenas a análise ao lado da matéria, num box, mas a análise integrada à reportagem. O treinamento dos jornalistas precisa ser modulado para fazer face a essa necessidade. Com cuidado, porque o risco de se cair no opinionismo é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro terreno que precisa ser revisto é o da exagerada dependência de numerologia. As redações continuam viciadas. Precisam se desintoxicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores neuróticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas reportagens recentes da Folha de S.Paulo ‒ que poderiam ter saído em qualquer outro grande jornal e são avaliadas aqui apenas em caráter exemplificativo ‒ mostram isso. São matérias que partem de números e não vão muito além deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira, de 11 de outubro, foi publicada no caderno "Cotidiano" sob o título "SP dá 92 licenças por dia para docente com problema emocional". Subtítulo, ou, como se diz no jargão, linha fina: "De janeiro a julho, estado teve 19.500 afastamentos de professores com depressão e estresse". E há ainda um "olho" que antecede o início da reportagem: "Número corresponde a 70% do que foi dado em todo o ano passado; problema leva docentes a ‘explodirem’ em sala".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto trabalha com cases de São Paulo e do Rio e vem ilustrado com foto de uma professora que não pretende pisar nunca mais numa sala de aula. O que não se fica sabendo, entretanto, é algo a respeito do mundo de problemas que estão por trás dos colapsos nervosos de professores. A única pista vem minguada, rala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Relatos de professores à Folha mostram que a bagunça da sala, somada às vezes a problemas pessoais, leva a reações como batidas de apagadores, gritos, xingamentos e até violência física. Atos que acabam afastando muitos docentes das aulas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças "endiabradas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos: bagunça na sala de aula é pouco para fazer um professor perder as estribeiras. É um fenômeno mais velho do que a Sé de Braga. Só não há em colégios onde vigora disciplina militar, se é que eles ainda existem. Não justifica o que a matéria, curiosamente, descreve como "sintomas de um distúrbio chamado histeria". O nervo da questão não é mencionado: o formato da escola não convence mais os estudantes, não responde mais às necessidades deles. Entre outras razões, pela facilidade com que têm acesso a informações, de boa ou duvidosa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irreverência cresce em proporção ao sentimento de inutilidade da faina escolar. Muitos professores não têm treinamento em didática porque isso não é objeto de atenção na universidade. Há escolas em áreas altamente problemáticas, onde é arriscado entrar, ficar e sair. Muitos diretores não se empenham em manter padrões mínimos de qualidade do ensino, aprendizagem, convivência, urbanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação dos "problemas pessoais" não leva a lugar nenhum. Quem não os tem? Quem pode dizer que eles nunca interferiram em sua atividade profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nota pitoresca. A reportagem diz que "Daniela [nome fictício], 40, também não quer mais voltar. Ela tirou uma licença de 90 dias depois de ‘explodir’ na sala de aula e gritar com os alunos. Foi socorrida por colegas. Docente do 3º ano fundamental (alunos com oito anos), diz ter sido ameaçada e agredida pelo estudantes". Ora, como é que alunos com oito anos de idade podem "ameaçar e agredir" uma professora? Parece filme de terror, com crianças "endiabradas". Será que os ex-aluninhos de Daniela estão com essa bola toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia seria o contrário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra reportagem também mergulha na numerologia e, quando sai do outro lado, constata-se que não disse rigorosamente nada. É do dia 14 de outubro, caderno "Poder", e tem os seguintes título e complemento: "Tiririca é o mais votado nos presídios de SP. Ele foi notificado por ação que o acusa de ter falsificado documento entregue ao STF".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, para começar, temos um caso típico em que o autor do título forçou a barra porque uma informação não tem qualquer relação com a outra. São duas matérias diferentes que alguém resolveu unificar. Ou será que o nobre redator quis dar a entender que Tiririca, por ter sido acusado de falsificação, deveria estar preso à espera de julgamento? Ou então, em outra vertente, que o fato de ter sido o "mais votado" (com 122 votos num universo de 1.464 eleitores, diga-se de passagem) é explicado pela acusação de falsificação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de se perguntar: Tiririca foi o mais votado; e daí? Por que os presos provisórios habilitados a votar teriam comportamento diferente de seus concidadãos paulistas em liberdade que deram 1,3 milhão de votos ao candidato puxador de votos? Notícia mesmo, segundo os manuais de redação, seria exatamente o contrário: "Tiririca não foi o mais votado nos presídios", o que faria suspeitar de um nível de consciência diferenciado entre os que andam vendo o sol nascer quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança cultural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato interessante aparece quase no pé da matéria: "O candidato a deputado federal Ney Santos (PSC), que foi acusado pela polícia de ligação com a facção criminosa PCC, conseguiu apenas dois votos nos presídios (e 40.319 votos fora deles; o Partido Social Cristão de São Paulo elegeu Marco Antônio Feliciano, com 211.855 votos, e Marcelo Theodoro de Aguiar, com 98.842 votos)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria sobre a votação de Tiririca nos presídios também esteve em destaque no serviço "Eleições 2010" do portal UOL. Ela contém toda a numerologia dos resultados produzidos por esses 1.464 votantes: presidente, governador, senador, alguns candidatos a deputado federal e outros a deputado estadual. Não chega a conclusão alguma, não contém nenhuma análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer desmerecer o trabalho que deu fazer essa matéria, o retrato superficial só reforça a tese de que a mudança cultural que vai garantir a saúde futura dos jornais e revistas mal começou – e precisa avançar com velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=82388&amp;edt="&gt;Envolverde&lt;/a&gt;, por Mauro Malin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-484699356556857261?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/484699356556857261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/10/falta-analise-nas-reportagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/484699356556857261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/484699356556857261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/10/falta-analise-nas-reportagens.html' title='Falta análise nas reportagens'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TMBB3AUJzsI/AAAAAAAAAHg/M9A76o10wqA/s72-c/82388.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6030325588789909965</id><published>2010-10-14T11:08:00.000-03:00</published><updated>2010-10-14T11:09:47.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>A literatura brasileira clássica “traumatiza” os jovens leitores?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Luis Eduardo Matta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, creio, uma espécie de consenso entre boa parte da sociedade brasileira acerca da importância da educação e do conhecimento como pilares fundamentais para o pleno desenvolvimento de uma nação. Trata-se de uma discussão antiga. Quem não se lembra de Monteiro Lobato, declarando que um país se faz com homens e livros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar de toda a conscientização, até hoje não conseguimos resolver essa questão no Brasil – enquanto diversos países na Europa, Ásia e América do Norte já encontraram soluções há décadas. É inegável que tivemos avanços consideráveis ao longo dos anos, sobretudo se levarmos em conta a universalização do acesso ao ensino fundamental. Hoje, a população alfabetizada é muito superior à de, por exemplo, quarenta anos atrás; as escolas se espalharam por localidades remotas do interior, onde antes inexistiam. Mas é preciso mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista Veja – em matéria assinada por Marcelo Sakate na edição de 29 de setembro de 2010 –, dedica seis páginas à crescente e maciça afluência de estrangeiros para o mercado de trabalho no Brasil, apontando como uma das causas a carência de mão de obra qualificada entre a nossa população. E entendamos por mão de obra qualificada não apenas pessoas diplomadas, mas profissionais com real conhecimento nas suas áreas de atuação. Esse é um drama brasileiro, que tende a se agravar nos próximos anos com o esperado crescimento econômico do país e sua presença cada vez maior no cenário internacional. Hoje, o Brasil é vítima da incompetência histórica do Estado em não oferecer à população um sistema educacional público universal e de excelência; em não tratar a educação e a cultura com a atenção e o cuidado merecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências desse descalabro se refletem nos ainda tímidos índices de leitura entre o povo. A habilidade de assimilar e interpretar textos está diretamente ligada à educação recebida. Uma pessoa com dificuldades de ler – especialmente em um mundo no qual a informação constitui o principal capital – não apenas é um profissional com limitações. Acima de tudo, trata-se de um cidadão pela metade à medida que dificilmente conseguirá de outra forma conhecer a fundo seus direitos e obrigações; terá dificuldades de dialogar plenamente com a sociedade e as esferas do poder; estará sob o risco permanente de se ver manipulado de acordo com interesses alheios ao bem-estar coletivo. Visito escolas com regularidade – ocasião em que tenho a chance de trocar ideias com alunos e professores – e nessas oportunidades procuro sempre sublinhar que a fluência da leitura é essencial, inclusive para que todos possam compreender textos importantes para o exercício da cidadania como a Constituição Federal e o Código de Defesa do Consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que nascer em uma família de leitores, na qual os pais leem com os filhos e dão o exemplo na relação prazerosa com os livros, constitui um grande incentivo para despertar na criança e no adolescente o gosto pela leitura. Não podemos, entretanto, contar com isso em um país onde uma considerável parcela da população descende de famílias que mal frequentaram as salas de aula. A construção de um Brasil leitor e, portanto, mais culto, se dará na escola – em particular no Ensino Fundamental, ainda bastante negligenciado. Falta ao Brasil uma política educacional de Estado que paire acima dos interesses partidários e que seja executada com rigor, consistência e estratégia, independentemente do grupo político que estiver no poder. Do contrário, não sairemos do lugar. Como esperar, por exemplo, que o sistema de cotas para as universidades tenha real eficácia se a maioria dos que seriam beneficiados por ele sequer chega ao Ensino Médio? Do mesmo modo, de que maneira o sistema educacional poderá funcionar plenamente se não há uma devida valorização do profissional do ensino, que além da remuneração acanhada, ainda precisa lidar com alunos a cada ano mais indisciplinados, desinteressados e, em alguns casos, até violentos? São circunstâncias sérias que merecem por parte do Estado e da sociedade um esforço maior a fim de serem equacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas que a difusão da leitura entre a população – em especial as novas gerações – é imprescindível para dar solidez ao desenvolvimento do Brasil, tornando-o mais digno e menos injusto. Não é, contudo, tarefa simples em um mundo cada vez mais tomado pelos apelos sedutores da tecnologia e do audiovisual. Para se impregnar no cotidiano de uma pessoa, o ato de ler precisa ser atraente. Só o gosto genuíno pela leitura a faz regular e forma o leitor na prática. Sou uma pessoa observadora e atenta ao mundo à minha volta. Costumo conversar com pessoas a fim de me inteirar de suas experiências de vida e, como escritor, interessa-me conhecer a relação que cada qual tem com os livros – ainda que ela inexista. O que mais percebo, mesmo entre os leitores contumazes, é, infelizmente, uma espécie de “trauma” com a literatura brasileira adotada a partir de um determinado momento que, em geral, varia entre o final do Ensino Fundamental e o início do Médio. Eles se referem quase sempre às obras clássicas, muitas de inegável valor cultural, assinadas por renomados escritores brasileiros. A leitura de clássicos, brasileiros ou não, é importante e bem-vinda. Mas, no que se relaciona especificamente à formação de leitores na adolescência a indicação pode ser contraproducente. Não creio que seja o caso de erradicá-los das salas de aula, mas, talvez, de dosá-los à leitura de obras contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa opção, a meu ver, é a chamada literatura de entretenimento. Historicamente escassa no Brasil, essa literatura vem ganhando, nos últimos anos, inúmeros adeptos entre os autores nacionais, muitos dos quais com obras de qualidade em vários gêneros, escritas num português correto e com tramas bem estruturadas, capazes de fisgar um leitor relutante com mais facilidade. Coisa que, aliás, começa a acontecer. Alguns desses escritores já contam com um público fiel, boa parte composta por jovens que, graças ao seu trabalho, estão descobrindo a paixão pela leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma revolução silenciosa em curso na literatura brasileira, tanto na constituição quanto na relação entre ela e os leitores. As perspectivas são animadoras e é preciso aproveitá-las. A ficção de entretenimento pode ser uma preciosa aliada dos professores em sala de aula para unir definitivamente alunos e livros. Pois, malgrado a baixa reputação em alguns círculos cultos, ela desempenha como nenhuma outra a tarefa de treinar a leitura, habilitando o estudante a imergir, mais tarde, em um texto mais profundo e a extrair dele o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Luis Eduardo Matta: Considerado uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Luis Eduardo Matta iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon). A decisão de assumir por ofício a escrita pelo viés ficcional resultou na publicação das obras “Ira implacável: indícios de uma conspiração” (Razão cultural Editora); “120 horas” (Editora Planeta); “Morte no colégio” (Editora Ática); “Roubo no Paço Imperial” (Editora Ática); “O rubi do Planalto Central” (Editora Ática) e O véu (Primavera Editorial).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; SEGS, 13/10/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6030325588789909965?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6030325588789909965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/10/literatura-brasileira-classica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6030325588789909965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6030325588789909965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/10/literatura-brasileira-classica.html' title='A literatura brasileira clássica “traumatiza” os jovens leitores?'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4740406994911542929</id><published>2010-09-28T11:19:00.001-03:00</published><updated>2010-09-28T11:22:12.570-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Seis estados pagam menos que piso a professor</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valor de R$ 1.024 para docente da educação básica não é respeitado em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Roraima e Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis Estados não pagam o piso nacional estabelecido para os professores da rede pública da educação básica. O valor para 2010 é de R$ 1.024,67 para até 40 horas semanais de aula. Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Roraima pagam abaixo dessa quantia. O piso foi aprovado no Congresso e sancionado em 2008 e serve de referência para docentes com formação de nível médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento foi realizado em agosto pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). De acordo com os dados, no Amapá o salário é de R$ 1.023,18; no Espírito Santo, de R$ 994; em Goiás, de R$ 965,61; em Roraima, de R$ 950; em Alagoas, de R$ 946,45; e no Rio Grande do Sul, de R$ 862,80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piso salarial dos professores da rede pública do país aumentou de R$ 950 para R$ 1.024,67 no fim do ano passado. O reajuste de 7,86% foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) depois de uma consulta à Advocacia-Geral da União (AGU) sobre como atualizar o valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei do piso foi aprovada no Congresso em 2008, a partir de projeto de lei enviado pelo governo. O texto determina que o valor deve acompanhar o reajuste do custo-aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário do Espírito Santo, Haroldo Corrêa Rocha, alega que o valor apresentado pelo Consed corresponde ao calculado pela secretaria para o piso da categoria, segundo as regras nacionais, mas não corresponde ao que os professores efetivamente recebem. Rocha aponta que o Estado só tem carreiras de 25 horas semanais e que só contrata professores com faculdade, com salário base de R$ 1.654,65.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, o valor do piso é atribuído ao impasse criado pelo sindicato da categoria. Segundo a pasta, só seria possível reajustar o piso com mudanças no plano de carreira ou não haveria dinheiro suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Alagoas e Goiás, as secretarias afirmam que o contingente de professores que recebe o piso é pequeno se comparado ao total de docentes dos Estados. A secretária de Goiás, Milca Pereira, afirma que menos de 2 mil profissionais - dos 55 mil da rede - receberam o piso salarial. "São pessoas que só tem o ensino médio. Não contratamos mais pessoas com este perfil", afirma Milca. Em Alagoas, são 700 professores nessa situação - de um total de 2 mil. A reportagem não conseguiu contato com as secretarias do Amapá e de Roraima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dúvida em relação ao piso é muito debatida: se o que é considerado salário incorpora ou não gratificações. Uma liminar no Supremo Tribunal Federal permite, atualmente, somar o salário-base a vários tipos de gratificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polêmica persiste entre os educadores e o governo. Enquanto a AGU entende que haveria reajuste somente em 2010, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reivindica reajustes em 2009 e em 2010, o que totalizaria R$ 1.312,85 de piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, a lei do piso não é clara e oferece várias interpretações. "Essa diversidade de entendimentos precisa ser solucionada. Nenhum Estado cumpre a lei como foi aprovada. Cada um faz de um jeito e todos dizem que estão pagando", afirma Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a interpretação de que a carga horária do piso é de no máximo 40 horas precisa ser reajustada. "Se a jornada do Estado é de 20 ou 30 horas, ele deve pagar o piso", afirma Leão. "Esse valor não é para 40 horas, é para no máximo 40 horas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Consed afirma que a lei é clara e defende a autonomia dos Estados. "A posição do governo federal é de apresentar uma luz para conduzir as unidades da Federação, sem vetá-las. Não entendo a questão do piso como algo tão problemático. As divergências são naturais e devem ser enfrentadas", afirma a presidente do conselho e secretária de Estado da Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, afirma que quase metade do municípios tem dificuldades orçamentárias para cumprir a lei. "E 2009 foi um ano atípico na arrecadação, por causa da crise financeira. Isso reduziu ainda mais os recursos para educação", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O representante do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, defende a realização de um debate sobre o tema. "Sem uma mesa de negociação, não se encontrará uma solução para esse problema, que é crucial para melhorar a qualidade da educação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; O Estado de SP, 25/09/2010, por Mariana Mandelli.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4740406994911542929?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4740406994911542929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/seis-estados-pagam-menos-que-piso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4740406994911542929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4740406994911542929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/seis-estados-pagam-menos-que-piso.html' title='Seis estados pagam menos que piso a professor'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4309403688200696383</id><published>2010-09-10T13:41:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T13:43:31.918-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revisão de textos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><title type='text'>Revisão de textos</title><content type='html'>Clique na imagem abaixo para saber sobre o serviço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpgEgO_iaI/AAAAAAAAAHY/fOsDFUNftHs/s1600/Cartaz+revis%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpgEgO_iaI/AAAAAAAAAHY/fOsDFUNftHs/s400/Cartaz+revis%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515326324157155746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4309403688200696383?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4309403688200696383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/revisao-de-textos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4309403688200696383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4309403688200696383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/revisao-de-textos.html' title='Revisão de textos'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpgEgO_iaI/AAAAAAAAAHY/fOsDFUNftHs/s72-c/Cartaz+revis%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6799907594868307557</id><published>2010-09-10T13:27:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T13:31:55.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Sessentona e desregulada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpdaXjuQcI/AAAAAAAAAHI/fMYiYTm8vdA/s1600/80560.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpdaXjuQcI/AAAAAAAAAHI/fMYiYTm8vdA/s400/80560.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515323401250423234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Setembro é o mês de aniversário da televisão no Brasil e 2010 marca os seus 60 anos. Uma idade respeitável, sem dúvida. Ao lado das celebrações, devemos aproveitar o calendário e fazer alguns rápidos registros sobre essa instituição formidável que alcançou importância única em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que de relevante tem acontecido com a televisão brasileira nos últimos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, ela já viveu melhores dias. Aos 60 anos, há uma significativa queda na sua audiência média – conseqüência, dentre outras causas, das profundas mudanças provocadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Esse, por óbvio, não é um problema exclusivamente brasileiro. Entre nós, permanece, há décadas, a liderança da mesma rede, embora seus principais programas e gêneros não alcancem mais as incríveis audiências que tiveram no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, merece destaque no setor a passagem do sistema analógico para o digital. A decisão sobre qual o modelo de TV digital seria adotado no país sofreu uma guinada de 180 graus entre 2003 e 2006 e a opção pelo modelo japonês, que privilegia a mobilidade e a qualidade da imagem em detrimento da abertura para novos concessionários, acabou prevalecendo. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que contestava a constitucionalidade da decisão foi recentemente julgada improcedente pelo STF (ver, neste Observatório, "STF confirma ‘erro histórico’").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Atraso de décadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um importante avanço, sem dúvida, foi a criação da primeira experiência de TV pública no país – a TV Brasil da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007. Embora previsto no artigo 223 da Constituição de 1988 para ser complementar aos sistemas privado e estatal de radiodifusão, não havia, até então, sequer uma positivação legal do que seria um sistema público de televisão. Apesar de enfrentar a sistemática e impiedosa hostilidade do sistema privado comercial dominante e de seus aliados na mídia impressa, a TV pública vai aos poucos se consolidando e, espera-se, possa, no médio prazo, se transformar em referência de qualidade para a televisão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no entanto, uma área em que continuamos onde sempre estivemos: a regulação do exercício da atividade televisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procuradora Vera Nusdeo, em belo capítulo intitulado "A lei da selva", no livro organizado pelo jornalista e professor Eugênio Bucci [A TV aos 50, Criticando a Televisão Brasileira no seu Cinqüentenário, Editora da Fundação Perseu Abramo], escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre nós, a legislação não contribui para formar uma mentalidade, tanto do público como dos concessionários de televisão, baseada no direito à informação do primeiro e na obrigação dos segundos de prestar um serviço de qualidade, respeitando os valores éticos e sociais e não apenas atendendo aos interesses dos anunciantes. Comparada à legislação de outros países, a brasileira é de um laconismo que reflete com perfeição a falta de consciência da relevância do meio televisivo no mundo contemporâneo e, consequentemente, a responsabilidade social subjacente ao exercício dessa atividade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, a mesma avaliação pode ser feita, agora com uma agravante: apesar da sua óbvia necessidade, das propostas da 1ª Confecom e de seu atraso de seis décadas (o Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962!), não há sinais convincentes de que algum tipo de regulação do exercício da atividade televisiva esteja a caminho, pelo menos no médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sem regulação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há poucas semanas comentei neste Observatório que o presidente Lula havia assinado decreto criando uma comissão interministerial para "elaborar estudos e apresentar propostas de revisão do marco regulatório da organização e exploração dos serviços de telecomunicações e de radiofusão" (ver "Dezesseis anos, três decretos e nada muda").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), haver declarado, à época, que "a idéia é deixar para o próximo governo propostas que permitam avançar numa área crucial e enfrentar os desafios e oportunidades abertos pela era digital na comunicação e pela convergência de mídias", circulou a informação de que o próprio presidente Lula queria enviar ao Congresso Nacional, ainda em seu governo, a proposta de marco regulatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a serem verdadeiras as últimas notícias divulgadas na grande mídia sobre o assunto, "o governo desistiu de encaminhar ao Congresso Nacional, logo após as eleições, projeto de nova regulamentação das comunicações no país (...) isso, será uma tarefa do próximo governo". (cf. Luiz Carlos Azedo, "Brasília DF", Correio Braziliense, 5/9/2010, pág. 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem disse a procuradora Vera Nusdeo, dez anos atrás, no capítulo já citado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No Brasil, o Estado se limita ao seu papel de conceder canais. Fora isso, o que impera, desde sempre, é a total falta de regulamentação [da atividade televisiva], talvez por medo de que qualquer discussão sobre o assunto possa dar a impressão de censura e obscurantismo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão brasileira chega, portanto, aos seus 60 anos, da mesma forma que tem estado em praticamente toda a sua história: sem um marco regulatório que discipline sua atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, essa não é uma condição a ser celebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=80560&amp;edt="&gt;Envolverde&lt;/a&gt;, 09/09/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6799907594868307557?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6799907594868307557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/sessentona-e-desregulada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6799907594868307557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6799907594868307557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/sessentona-e-desregulada.html' title='Sessentona e desregulada'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIpdaXjuQcI/AAAAAAAAAHI/fMYiYTm8vdA/s72-c/80560.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7718958125268293405</id><published>2010-09-08T12:11:00.003-03:00</published><updated>2010-09-08T12:13:50.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Os diários de Jack Kerouac</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIenzy_D9KI/AAAAAAAAAHA/2qnlEwDEl1U/s1600/3146.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIenzy_D9KI/AAAAAAAAAHA/2qnlEwDEl1U/s400/3146.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514560777039901858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os mais cínicos costumam afirmar que uma mentira contada diversas vezes se transforma em verdade. Na literatura isso costuma acontecer com mais frequência do que se imagina. Em geral alimentados por uma ignorância quase inofensiva, os boatos aos poucos vão ganhando corpo e se transformam em verdades absolutas. Foi isso que aconteceu com um aspecto importante da literatura de Jack Kerouac, o mais famoso dos escritores beat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Kerouac levou a sério o aforismo de Maiakovski que diz não haver arte revolucionária sem forma revolucionária. Décadas depois a máxima foi revista por alguém que não lembro o nome, que a mudou dizendo que não há obra experimental sem vida experimental. Acho que foi o Leminski, mas realmente não estou certo disso, o que também não faz a mínima diferença aqui. Mas o fato é que Kerouac viveu como seus personagens; seus amigos eram como os amigos de seus protagonistas; e as aventuras de seus livros eram as suas aventuras. Enfim, um indício perigoso, que faz qualquer acadêmico corar, de que vida e obra andam, em muitos casos, coladinhas. A diferença entre os bons e maus escritores é que uns sabem, outros não, como colocar isso no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais do que ter seu nome associado a um tipo de escritor que se alimenta de sua biografia, Kerouac tornou-se símbolo de um tipo de escrita que ele, talvez, nunca tenha praticado e que faz a literatura parecer fruto de uma epifania. É que à Kerouac é atribuído um tipo de escrita alucinada, em que o autor, como se incorporasse um preto velho, derrama seu texto, de forma pronta, no papel e dali floresce uma prosa vigorosa e assustadoramente singular. Não é isso que se conclui depois da leitura dos Diários de Jack Kerouac ― 1947-1954 (L&amp;PM, 2006, 360 pág.), livro em que o escritor descreve seu modo de trabalho durante a confecção de seus romances The town and city e On the Road.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenda é mais ou menos esta, conforme conta Douglas Brinkley no prefácio da obra: "O mito mais persistente sobre Kerouac é algo que ele escreveu On the Road em abril de 1951 em um frenesi de três semanas movido a café. Segundo a lenda, um dia, Kerouac, inspirado por suas cortantes viagens com Cassady nos três anos anteriores, enfiou uma bobina de delicado papel de arroz japonês na máquina de escrever em seu quarto no Chelsea, na West 20 Street ― para não distrair sua atenção ao trocar a folha ―, sintonizou em uma rádio de jazz do Harlem que ficava no ar a noite inteira e produziu uma obra-prima moderna".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente essa é a versão da história que muitos dos leitores de Kerouac gostariam de acreditar ― e a qual muitos deles repetem incessantemente. Mas o que se lê nos "cadernos secretos", como o escritor chamava seus diários, é bem diferente. Os diários trazem anotações de um escritor disciplinado e preocupado com o andamento de seu livro. Mais do que isso, mostram um Kerouac extremante organizado, que escrevia previamente sinopses de personagens e preparava diálogos prévios antes de começar realmente sua maratona de escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, na literatura, definitivamente, não há espaço para milagres. É o que nos diz o próprio beat. Havia trabalho, muito trabalho. Era comum Kerouac escrever mais de um livro ao mesmo tempo. Tinha muitas ideias para livros e as colocava no papel. Algumas vingavam, outras, não. Mas nunca por falta de tentativa. Kerouac era meticuloso, um escritor que se prendia aos mínimos detalhes de seus livros, contrariando a ideia de um escritor desleixado, que seguia apenas seu gênio para compor obras de fôlego e trabalhosas. No parágrafo que segue, Kerouac descreve as diferenças entre The town and city, seu primeiro romance, e On the Road, o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto sigo em frente, acho que quero uma estrutura diferente assim como um estilo diferente neste trabalho, em contraste com T&amp;C... Cada capítulo um verso que compõe o poema épico, em vez de cada capítulo como uma declaração ampla e influente em prosa no conjunto do romance épico. É por isso que quero usar capítulos curtos, todos com um cabeçalho em verso, e muitos capítulos assim; desenrolando lenta, profunda e animadamente a história melancólica e sua viagem longa para dentro de um espaço estranho. E criar ritmos para esses capítulos até que fiquem como um colar de pérolas", escreve Kerouac em 30 de outubro de 1949.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se há algo crível na lenda de Road, é que seu autor trabalha de forma alucinada, ficando horas e horas imerso, na escrita e revisão, de seu mais importante livro. O que os diários mostram é que Kerouac era adepto de um modo de trabalho que muitos romancistas chamam de "empreitada". Ou seja, ficam-se dias e dias sem escrever, mas quando o trabalho começa, estende-se por longas jornadas. Jack Kerouac era um beberrão, e suas saídas para escutar jazz poderiam se alongar por várias e várias noites. Sempre conservou muitas amizades, e o que não lhe faltavam eram convites para drinques, jantares e recepções. Principalmente quando The town and city começou a receber elogiosas críticas nos principais jornais americanos. "Kerouac é o melhor e mais promissor dos romancistas cujos primeiros trabalhos foram lançados recentemente", escreveu a Newsweek, quando do lançamento de T&amp;C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica claro é que Kerouac alimentava seus escritos a partir de suas experiências nas ruas e nas viagens constantes que fazia. "Escrevi umas cem palavras e resolvi descansar um pouco; fui para N.Y. escutar bop. Em uma cafeteria na esquina da 50ª com 8ª Avenue fiz anotações sobre a geração hipster".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As referências à sua produção diária aparecem com bastante frequência, assim como também suas leituras. "Acho que a grandeza de Dostoiévski está em seu reconhecimento do amor humano", diz Jack, em uma referência a um dos autores mais citados nos cadernos. Por essa e outras referências, pode-se perceber que Kerouac também não era nenhum leitor mediano que surgiu na literatura sem passar pelos grandes mestres do passado. Kerouac confirma, assim, a teoria de que todo grande escritor é, antes de tudo, um grande leitor. Suas observações sobre a literatura de gente como Shakespeare, D. H. Lawrence, Fitzgerald e Tolstói podem não soar como uma sentença definitiva, mas o certo é que Kerouac ruminava os autores que lia. Ficava, por vezes, noites e noites intrigado com certos trechos ou mesmo frases soltas dos livros que gostava. "O romancista nunca deve dar os fatos crus, mas transformá-los com uma razão que é inseparável do estado de ânimo do trabalho como um todo. Do contrário, é jornalismo", escreve Jack sobre o trabalho do romancista, em dezembro de 1949.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerouac fazia de suas experiências de vida algo vital para sua escrita. Não ficava quieto por muito tempo em um mesmo lugar, se deslocava de um lado para outro, sempre atrás de novas experiências que lhe dessem munição para sua literatura. Nesse sentido, ele foi um escritor bastante singular. Não que seja o precursor dos escritores viajantes, mas Kerouac exercitou esse tipo de literatura como poucos. Apesar de o acaso rondar sua literatura, já que era essencialmente um viajante, seus passos eram planejados e a fonte de sua inspiração previamente calculada e escolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fechei a casa em Denver, fui para Frisco em um Ford 1940 por 11 dólares. Essa viagem memorável será descrita em algum lugar (no livro Chuvas e Rios). Agora moro em Richmond Hill. Prossigo o trabalho esfarrapado em On the Road. Vou a Paris no início de 1950 e vou terminar Road e aproveitar as garotas francesas e as ruas de Paris. Também vou começar Mito da noite chuvosa, que será meu terceiro romance".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral da história é que realmente Kerouac foi um escritor prolífico, que tinha várias ideias e não titubeava em colocá-las no papel, prova disso é sua extensa bibliografia, eclipsada pelo sucesso de On the Road. Apesar de ter a capacidade de se concentrar em vários textos ao mesmo tempo, o escritor dedicou muitos anos à escrita de Road.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem, Jack fez algo que ele jamais admitiria mais tarde. Ele fez muita revisão, e foi uma revisão muito boa. Ah, ele nunca, nunca admitiria isso, porque ele sentia que aquilo devia sair como pasta de dentes do tubo e não ser alterado, e que toda palavra que tinha passado por sua máquina de escrever era sagrada. Mas, ao contrário, ele revisava, e revisava bem", diz Malcolm Cowley, editor que trabalhou na edição de Road. Jack começou a rascunhar seu grande livro em 1948. Até 1957, quando finalmente foi publicado, o escritor não deixou Road em paz, fazendo diversas modificações. Quase uma década. Período em que a "prosa espontânea" foi sugada pela autodisciplina criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3146&amp;titulo=Os_diarios_de_Jack_Kerouac"&gt;Digestivo Cultural&lt;/a&gt;, 08/09/2010, por Luiz Rebinski Junior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7718958125268293405?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7718958125268293405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/os-diarios-de-jack-kerouac.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7718958125268293405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7718958125268293405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/os-diarios-de-jack-kerouac.html' title='Os diários de Jack Kerouac'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TIenzy_D9KI/AAAAAAAAAHA/2qnlEwDEl1U/s72-c/3146.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4851633679599476945</id><published>2010-09-04T10:18:00.001-03:00</published><updated>2010-09-04T10:25:12.644-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Literatura revela diálogo desigual na mesma língua</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Incentivos portugueses apresentaram gerações de autores lusos e africanos ao País, sem reciprocidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Angola, Portugal e Brasil, o escritor Ondjaki escolheu há dois anos a terceira opção como moradia. Nasceu em Luanda, passou os primeiros anos da juventude em Lisboa e foi no Rio que recebeu, nesta semana, a notícia de que está pela terceira vez entre os finalistas de uma das maiores honrarias para livros em língua portuguesa editados no Brasil, o Prêmio Portugal Telecom. Concorre com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético (Companhia das Letras), também recém-anunciado entre os dez candidatos à categoria juvenil do Prêmio Jabuti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um país tem influência no reconhecimento do angolano de 32 anos em terras nacionais, esse país é Portugal. AvóDezanove, assim como três outros títulos de Ondjaki aqui publicados, contou com o programa de apoio à edição de obras de lusitanos e africanos promovido pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), com sede em Lisboa. Foi o caso também dos recentes A Máquina de Joseph Walser, do angolano Gonçalo M. Tavares, A Trança Feiticeira, do macaense Henrique de Senna Fernandes, e de outros cerca de 220 títulos lançados no Brasil desde 2002, quando o Ministério da Cultura de Portugal adaptou para o maior território de mesmo idioma um incentivo que desde os anos 80 ajudava autores a ganharem traduções mundo afora. Em vez de apoiar editoras daqui com os custos de tradução, já que esta, naturalmente, não é necessária, a entidade passou a arcar com algo entre 30% e 60% do valor que casas brasileiras gastariam na produção dos livros. Também pagou viagens desses escritores a feiras literárias como a Flip.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desse trabalho - e também da atuação do Instituto Camões, mantido pelo governo lusitano - foi que ao longo desta década o Brasil conheceu mais de uma geração de autores lusófonos, como o moçambicano Mia Couto, o angolano José Eduardo Agualusa, os portugueses Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares e José Luís Peixoto, e o próprio Gonçalo - ganhador em 2007 da primeira edição do Portugal Telecom, que incluiu autores de outros territórios lusófonos. "O livro impresso em Portugal e exportado ao Brasil chegava a preços incomportáveis para os leitores devido aos custos de importação", diz Fabíola Afonso, diretora-geral da DGLB. "O apoio permitiu a atualização do conhecimento sobre a produção literária portuguesa contemporânea. Antes, eram conhecidos dos brasileiros sobretudo autores clássicos mais emblemáticos, como Eça de Queiroz e Fernando Pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a literatura brasileira experimenta efeito inverso no além-mar. Ondjaki conta que já tentou indicar escritores que conheceu no Brasil a editores portugueses. "Eles dizem que é difícil, que não vende. Isso vem se tornando mais perceptível nos últimos cinco, dez anos. Os brasileiros são respeitados do ponto de vista intelectual, mas não vendem perto do que já venderam. Não sei a razão." Não chega a ser mistério, na verdade. Ao contrário do governo português, o do Brasil não tem nenhum incentivo estabelecido para levar sua literatura aos outros países da comunidade lusófona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Precisamos conhecer melhor o que vem sendo feito em Portugal. Eles têm feito um bom trabalho. Não é um dos fortes do Brasil", admite Marcelo Dantas, diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura brasileiro. O fato é que o País está um passo atrás - enquanto em Portugal foram feitos grandes investimentos na rede de bibliotecas nos últimos 30 anos, esse é um cenário que só agora começa a se desenvolver por aqui. "Antes de estabelecer o diálogo desejado, falta superar deficiências internas. Bibliotecas, políticas de fomento, número de leitores", diz Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agualusa, um dos donos da editora Língua Geral, especializada em livros no idioma português, afirma que é perceptível a diferença entre o leitor português e o brasileiro, resultado dessas diferenças nas políticas culturais. "O público leitor em Portugal é mais sofisticado, lê mais e melhor. As tiragens de obras literárias são similares, sendo que há uma diferença de dez para 200 milhões de habitantes. Assim, é incompreensível que um grande autor como Rubem Fonseca não venda mais tanto em Portugal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre foi dessa maneira, como lembra Benjamin Abdala Júnior, professor de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa na USP. "África e Portugal olhavam muito para o Brasil, para o modernismo, o regionalismo. (O angolano) Luandino Vieira deve muito a Guimarães Rosa. Na época do salazarismo, intelectuais portugueses recorriam a escritores mais críticos no Brasil. Graciliano Ramos foi importantíssimo. O fato de nossa literatura ter perdido o impacto mostra que falta coordenar edições brasileiras no exterior."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parcerias. Um dos curadores desta edição do Portugal Telecom, Abdala vê nas premiações que reúnem países de língua portuguesa o efeito de voltar a aproximar esses cenários. É o caso ainda do Prêmio Camões, que o poeta maranhense Ferreira Gullar recebe no dia 16, na Fundação Biblioteca Nacional - o valor de 100 mil é pago meio a meio pelos governos de Brasil e Portugal. Outras parcerias entre os dois principais países da comunidade lusófona são eventuais, como na atual exposição sobre Fernando Pessoa em cartaz no Museu da Língua Portuguesa - em pouco mais de quatro anos da instituição, esta é a primeira mostra dedicada a um autor português. A organização incluiu uma parceria - os ministérios da Cultura de ambos os países indicaram os curadores -, e a intenção é, depois da passagem pelo Rio, levar a exposição a Lisboa, no segundo semestre de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, entretanto, tem noção da importância de fortalecer o idioma, o terceiro mais falado no mundo ocidental. Prova disso é 1.º Congresso de Cultura de Língua Portuguesa, previsto para ocorrer de 1.º a 7 de novembro no Rio. Arcado pelo governo brasileiro e dividido em uma série de módulos, como teatro e música, terá um ciclo de mesas sobre língua e literatura. "Vamos trazer escritores de outros países, só a gente pagando. Ainda estamos orçando. Não sairá barato. Mas é importantíssimo manter esse diálogo. A literatura e o mercado do livro no Brasil precisam ser ampliados, e a comunidade lusófona é nossa área natural de expansão", diz Marcelo Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internacional. Muito se discute sobre a criação de um instituto para assumir as ações de apoio à língua e à literatura em português. O problema é que ele já existe. Idealizado durante encontro promovido pelo governo Sarney, em 1989, e instalado em Cabo Verde apenas dez anos depois, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa acabou se tornando um entrave para qualquer política nesse sentido ao virar o centro de uma desavença relacionada ao Acordo Ortográfico, que não prevê especificidades da realidade linguística dos países africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a diretora, a angolana Amélia Mingas, deixou a instituição reconhecendo que o IILP não tinha nenhum fundo para trabalhar, e foi substituída pelo brasileiro Gilvan Müller de Oliveira. No último dia 25, um comunicado no site do Instituto Camões anunciava a intenção de escolher por concurso um novo diretor e dotar a instituição de "estrutura de apoio". Enquanto isso não acontece, foi destinado ao local um "orçamento de funcionamento" de 209 mil. "É uma salinha com três pessoas", informa Dantas. "Ninguém sabe onde está, ninguém sabe o que faz. É um fantasma", afirma Ondjaki. A página da instituição criada para fortalecer o idioma faz jus à fama de assombração. Não tem e-mail nem telefone para contato, e em nenhum lugar aparece um endereço para correspondência. A atualização mais recente trata de um importante simpósio de língua portuguesa. Em 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,literatura-revela-dialogo-desigual-na-mesma-lingua,604910,0.htm"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/a&gt;, 04/09/2010, por Raquel Cozer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4851633679599476945?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4851633679599476945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/literatura-revela-dialogo-desigual-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4851633679599476945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4851633679599476945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/09/literatura-revela-dialogo-desigual-na.html' title='Literatura revela diálogo desigual na mesma língua'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5960656363591741888</id><published>2010-08-09T10:24:00.000-03:00</published><updated>2010-08-09T10:28:16.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Literatura brasileira como (fraco) produto de exportação</title><content type='html'>O alemão Berthold Zilly, tradutor de Euclides da Cunha e Machado de Assis, e o americano Benjamin Moser, de recente sucesso com sua biografia de Clarice Lispector, chamada “Clarice,”, discutiram por que a literatura brasileira tem presença relativamente discreta no cenário internacional. O penúltimo encontro da Flip, numa Tenda dos Autores esvaziada pela debandada de domingo, foi simpática, com os dois falando um português mais que decente. E levou a uma conclusão de ululante obviedade: o Brasil investe muito pouco, em termos institucionais, na divulgação de sua literatura no exterior. Até se chegar a esse lugar comum, entretanto, a conversa trilhou caminhos interessantes, que incluíram uma “defesa” de Paulo Coelho feita por Moser (o que lhe valeu um incompreensível princípio de vaia) e a informação, dada por Zilly, de que foi convidado – mas ainda não aceitou – a fazer uma nova tradução de “Grande sertão: veredas”. Abaixo, alguns trechos do debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BERTHOLD ZILLY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Uma importante editora de Munique me pediu para fazer uma nova tradução do ‘Grande sertão: veredas’, mas ainda estou pensando se quero me enfurnar por dois ou três anos. É um tempo em que eu não poderia aceitar um convite como este da Flip, por exemplo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A literatura brasileira está presente desde o século 19 na Alemanha, principalmente com José de Alencar, Gonçalvez Dias, mas isso foi traduzido sob a ótica do exótico e se esqueceu. Depois, a partir dos anos 1950, começou outra recepção, principalmene com Machado, aí já sob uma ótica mais moderna. “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muitos países têm institutos culturais fortes, o Brasil não. A Catalunha, que é uma província da Espanha, gasta dez vezes ou mais do que o Brasil na difusão de sua cultura na Alemanha, e nem é um país. A Argentina tem três vezes mais autores traduzidos para o alemão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há muitos estereótipos na imagem que se tem do Brasil, como um país exótico, erótico, de cultura popular forte e natureza exuberante, que são um pouco a imagem projetada pelo Brasil em sua propaganda turística. Foi Machado quem ajudou a ensinar aos alemães que o Brasil é também um país profundamente urbano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BENJAMIN MOSER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Os brasileiros têm vergonha do Paulo Coelho, e não deveriam ter. Se os Estados Unidos fossem ficar com vergonha de toda m… cultural que a gente exporta… O mundo é grande, os interesses são variados, nem todo mundo precisa gostar da mesma coisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não fiz esse livro [“Clarice,”] com a ideia de divulgar o Brasil, não sou tão ambicioso, mas o Brasil é muito fácll de vender, tem muita coisa atraente. Eu tenho uma ideia muito simples para promoção do Brasil: trazer as pessoas. Lá fora existe uma ideia muito limitada do país, e não estou falando de pessoas mal preparadas ou idiotas. Ficam com medo, acham longe, caro, que vai ter pivete na rua. Já trouxe umas cinquenta pessoas aqui, amigos e gente de mídia, e todos saem encantados. Acabam virando embaixadores do Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Existe a ideia da literatura brasileira como uma coisa só. Não é assim. Clarice pode ser vendida como brasileira, mas também como literatura feminina, para dar um exemplo. A ideia brasileira é uma classificação possível, mas não é a única. Não é assim que o leitor lá fora percebe as coisas. Na Holanda, onde moro, ninguém vai procurar uma obra de literatura brasileira, vai procurar a obra de fulano de tal. É bom ir pela qualidade dos autores e não pelo passaporte.”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/literatura-brasileira-como-fraco-produto-de-exportacao/"&gt;VEJA.com&lt;/a&gt;, 08/08/2010, por Sérgio Rodrigues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5960656363591741888?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5960656363591741888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/08/literatura-brasileira-como-fraco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5960656363591741888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5960656363591741888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/08/literatura-brasileira-como-fraco.html' title='Literatura brasileira como (fraco) produto de exportação'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6324068776563400814</id><published>2010-08-08T14:17:00.004-03:00</published><updated>2010-08-08T14:23:22.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>A graça que o genial Graciliano Ramos tem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TF7nmh7TwiI/AAAAAAAAAGo/VSEG245GoC0/s1600/alm03080810.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TF7nmh7TwiI/AAAAAAAAAGo/VSEG245GoC0/s400/alm03080810.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503090443821498914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Edilson Pereira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A literatura brasileira tem graça. Duas vezes. No primeiro caso, bons escritores embora como em toda literatura os maus sejam em maior número. Este não é o principal, o principal é que não há nada que estimule a leitura de bons escritores brasileiros - e de bons livros nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola não ajuda. A obrigatoriedade em decorar autores, escolas literárias e trechos na marra só ajuda a criar certa repulsa, repulsa que todo hábito compulsório provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse, ainda há o hábito tupiniquim de reverenciar o que é estrangeiro, mesmo que o produto não seja grande coisa. No segundo caso, temos Graça. Graciliano Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores da safra modernista e que ascendeu ao panteão de grande escritor brasileiro não de hoje. Se isto é óbvio e notório, porque se fala dele aqui? Por uma razão: por que na realidade se fala pouco dele por aí. Fala-se pouco e lê-se menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior quinhão de leitores de Graciliano hoje em dia deve estar entre pessoas engajadas na chamada causa popular - personagens do escritor são emblemáticos no que se refere a sofrimento e no segmento que Luís Buñuel denominou de olvidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é inegável que Graciliano é talhado para ser clássico em qualquer país ou literatura. Já foi. E se hoje não é, amanhã voltará a ser. É um Juan Rulfo denso porque a obra do mexicano é escassa: publicou dois livros em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o México honra Rulfo de forma solene. Graciliano encontra parentesco com Manuel Scorza, embora o peruano tenha como ninguém temperado doses razoáveis de humor com o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofrimento no caso de Graciliano não é para brincar. É para trocar pelo não-sofrimento - troca que os personagens do escritor quase sempre não conseguem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciliano, como Rulfo e Scorza, se interessa pelo sujeito inculto, aquele cuja vida se confunde com a terra em que nasce, vive e morre. E, como os dois, Graciliano escapa das armadilhas que espreitam quem deseja falar de pobres e miseráveis em tom solidário, descambando para o discurso político e para a má literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Rulfo o interesse decorre do fato de sua família ser de proprietários de terras, arruinados pela revolução. Ele era do meio. O mesmo ocorre com Scorza, mestiço de índios e brancos. No caso de Graciliano, por perambular por vários lugares do Nordeste, incluindo Palmeira dos Índios, em Alagoas, onde foi prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, os relatórios que escreveu sobre a situação do município foram tão pujantes que impressionaram o editor Augusto Schmidt, que o animou a publicar Caetés (1933). Graciliano virou escritor afamado no Sul.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TF7ntxhIOjI/AAAAAAAAAGw/7NKgBvyaPl8/s1600/alm04080810.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TF7ntxhIOjI/AAAAAAAAAGw/7NKgBvyaPl8/s400/alm04080810.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503090568265742898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicou São Bernardo (1934) e quando se preparava para publicar Angústia, foi preso acusado de envolvimento na intentona comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, como José Lins do Rego, ajudaram a publicar o livro em 1936. Em 1938, saiu Vidas Secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciliano saiu da prisão em janeiro de 1937 com outro livro na alma: Memórias do Cárcere, que só viria a ser publicado em 1953, depois da morte do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim faltando o último capítulo. Graciliano publicou mais livros. Mas o miolo da obra estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia morrer tranqüilo se fosse levar em conta a obra. E ele morreu até relativamente novo, em 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sessenta anos. De câncer. Graça fumava feito chaminé e fumo cobra caro. Mas ele deixou legado de admiradores, entre eles o crítico Otto Maria Carpeaux, para quem a maestria singular do escritor residia em seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciliano seria capaz de ‘eliminar páginas inteiras, capítulos inteiros, eliminar o próprio mundo: para guardar apenas aquilo que é essencial'. Não deixa de ser um baita elogio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje em dia o universo do velho Graça parece sem graça. O escritor não é lido como deveria, por quem gosta de boa literatura ou por quem tenha o menor interesse de conhecer o vasto território diversificado, que é o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lido por estes tipos que procuram defender teses de mestrado e doutorado, com o mesmo entusiasmo de médicos legistas - ou por engajados. E leitura de estudante não vale. É obrigatória e tão atraente como estupro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem o calor do conluio provocado pela paixão, mas pelo desespero de se livrar de mais uma matéria com uma nota boa. Análises estudantis feitas sobre a obra de Graciliano - como de resto de qualquer outro autor -são como movimentos de açougueiro. Não valem. Vale a leitura espontânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciliano é escritor de texto refinado, limpo e exemplar, como observou Carpeaux. Não se meteu a reformar a linguagem como Guimarães Rosa, embora o universo de ambos seja, quase sempre, os grotões do amplo e inóspito território do nordeste brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus tipos são homens rudes do sertão, cidades pequenas, tipos que em alguns não despertam tanta simpatia. Paulo Francis, por exemplo, torcia o nariz para Graciliano por esta razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francis não se interessava por gente na retaguarda do progresso - justamente por isso. O diacho é que não se pode classificar de boa ou má literatura por razões tão frágeis. Caso contrário, muitos clássicos universais iam para o lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em clássico, Graciliano produziu clássicos para uma literatura que se consolidava. Não há em língua portuguesa livro que narre a atmosfera prisional como Memórias do Cárcere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há parentesco na literatura universal em Recordações da Casa dos Mortos, de Fedor Dostoievski ou em Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, de Alexander Solzjenitsin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos, como Graciliano Ramos, provaram o amargo sabor do cárcere. E só quem passa por uma experiência desta consegue reproduzir nas páginas algo que se aproxime da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parentesco com Dostoievski pode ainda ser encontrado no pujante Angústia, considerado por alguns seu melhor livro - outros acreditam que seja Vidas Secas. Em Angústia, o personagem diz: ‘Há criaturas que não suporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vagabundos, por exemplo. Parece-me que eles cresceram muito, e, aproximando-se de mim, não vão gemer peditórios: vão gritar, exigir, tomar-me qualquer coisa'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tipo de declaração que parece sair da boca do narrador de Vozes do Subterrâneo, livro tido como o primeiro e insuperável manifesto existencialista. No entanto, Graciliano tinha sobre o ser humano, também, um olhar solidário, como em Vidas Secas, livro que se chamaria inicialmente de O Mundo Coberto de Penas e narra o drama de uma família retirante em busca de vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto da narrativa de Vidas Secas pode ser conferido na tela do cinema com Nelson Pereira dos Santos. O drama da cadela Baleia fez marmanjos verterem lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadela adquire dimensão quase humana, parece ter alma e que ao morrer encontraria redenção, ‘acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia a mão de Fabiano'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo filme do ciclo do cinema novo. A obra de Graciliano Ramos, aliás, rendeu outros bons filmes. Assim como a de Jorge Amado. O livro São Bernardo foi levado às telas num bom trabalho de Leon Hirszman, com Othon Bastos, no papel de Paulo Honório, o mascate filho de camponeses que é possuído pela obsessão de arrancar a fazenda São Bernardo das mãos de seu endividado e inepto dono, Luiz Padilha. Sem contar o já citado Memórias do Cárcere também filmado sob a direção de Nelson Pereira dos Santos. Tudo são evidências de que estamos diante de um clássico. O diacho é que os clássicos são muito citados, muito filmados e, às vezes, pouco lidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/467099/?noticia=A+GRACA+QUE+O+GENIAL+GRACILIANO+RAMOS+TEM"&gt;Paraná Online&lt;/a&gt;, 08/08/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6324068776563400814?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6324068776563400814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/08/graca-que-o-genial-graciliano-ramos-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6324068776563400814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6324068776563400814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/08/graca-que-o-genial-graciliano-ramos-tem.html' title='A graça que o genial Graciliano Ramos tem'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TF7nmh7TwiI/AAAAAAAAAGo/VSEG245GoC0/s72-c/alm03080810.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3836601482275961654</id><published>2010-07-27T10:35:00.002-03:00</published><updated>2010-07-27T10:38:56.518-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mendes e Lima'/><title type='text'>Mendes e Lima oferece cursos para o segundo semestre de 2010</title><content type='html'>A Mendes &amp; Lima - Cursos e Idiomas recebe matrículas para os cursos de Inglês, Espanhol, Francês, Português e Redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações, clique no folder abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TE7hR1VwMMI/AAAAAAAAAGQ/JYTCos1XsV4/s1600/Renato+Mendes_07_2010%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TE7hR1VwMMI/AAAAAAAAAGQ/JYTCos1XsV4/s400/Renato+Mendes_07_2010%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498579891558297794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3836601482275961654?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3836601482275961654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/07/mendes-e-lima-oferece-cursos-para-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3836601482275961654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3836601482275961654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/07/mendes-e-lima-oferece-cursos-para-o.html' title='Mendes e Lima oferece cursos para o segundo semestre de 2010'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TE7hR1VwMMI/AAAAAAAAAGQ/JYTCos1XsV4/s72-c/Renato+Mendes_07_2010%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4140644520330028714</id><published>2010-07-25T10:54:00.003-03:00</published><updated>2010-07-25T10:57:51.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>A literatura brasileira, antes e depois de Paulo Coelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TExCPN9FoEI/AAAAAAAAAGI/eV2QfgA8s-M/s1600/20100725fotoavulsa_24072010173226.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TExCPN9FoEI/AAAAAAAAAGI/eV2QfgA8s-M/s400/20100725fotoavulsa_24072010173226.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497842074323886146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se antes o escritor era o burro que puxava a carroça, agora é a carroça que puxa os burros dos escritores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Sebastião Nunes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu famoso ensaio "O Mito de Sísifo", Albert Camus cita em rodapé o caso de um escritor que, depois de terminar o primeiro livro, suicidou-se, com o objetivo de atrair atenção para a sua obra. E resume: "A atenção realmente foi atraída, mas o livro foi considerado ruim", de modo que o autor morreu, e a obra também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a coisa mudou radicalmente. A obra deixou de ter importância. Nenhum autor seria tão absurdo a ponto de suicidar-se para atrair atenção. Ao contrário, estar vivo é o que importa, e tornar-se um centro permanente de atenção é a maneira mais prática de garantir o sucesso da obra. Houve um tempo, já esquecido, em que o tema central das discussões entre escritores era se valia a pena ser famoso depois de morto, ou se, ao contrário, o importante era ser famoso enquanto vivo, já que o morto não estaria aqui para degustar o próprio triunfo e a posteridade não valia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-me portanto, amável, anônimo e talvez inexistente leitor, afirmar em seguida a essa curta introdução que a literatura brasileira se divide em duas etapas claramente distintas: antes e depois de Paulo Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimos exemplos da pré-história de nossa literatura (ou da era a.P.C.) são Roberto Drummond e Ignácio de Loyola Brandão. Da pós, bom, da pós são os que vieram depois, dando certo ou não. A única certeza é que, depois de Paulo Coelho (d.P.C.), a obra deixou de ser o centro das atenções. O romance "Zero", de Loyola, foi publicado originalmente na Itália, em italiano, é lógico. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, sendo liberado em 1979, tempo mais do que suficiente para que o autor fizesse a cama e se deitasse, confortavelmente, à espera do sucesso, que não tardou. Já Roberto Drummond, dizem as más-línguas, construiu sua fama através do telefone (que também foi muito usado por seu parente torto, Carlos Drummond, este um legítimo representante da era a.P.C.), despejando notícias falsas e verdadeiras sobre a própria obra para todas as redações e, nelas, para todos os amigos, que eram muitos e prontos a satisfazer-lhe o desejo de glória. Que, parece, não sobreviveu ao escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O EFEITO EDGAR ALLAN POE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O autor deste título não sou eu, mas meu amigo Braulio Tavares, do qual descaradamente me aproprio, e não sem razão. Como refere Braulio, além de precursor de três gêneros populares de literatura (terror, policial e ficção científica), o inesgotável, alcoólatra e talentosíssimo Poe também criou o "leitor de gênero", fórmula totalmente apropriada pela indústria cultural. Aplicada a princípio no cinema, dando ao espectador o conforto e a segurança de estar pisando em terreno conhecido (com um pouquinho de novidade para compensar o esforço de pagar o ingresso), a tática se deslocou para a literatura na era pós Paulo Coelho, quer dizer, na era d.P.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz Braulio, com a delicadeza de um elefante pisando num jardim, "A receita foi integralmente adotada pela indústria do cinema e, a cada década que passa, se projeta também sobre um mercado literário cada vez mais voltado para o best-seller: a literatura customizada, planejada por pesquisas de mercado, cuidadosamente escrita para produzir os efeitos X ou Y no onipresente e impotente leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O EFEITO PAULO COELHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não, amável, anônimo e talvez inexistente leitor, nunca li uma linha sequer - por incrível que pareça - do mais famoso autor brasileiro de todos os tempos, o único a transpor por conta própria nossas fronteiras e a se tornar personalidade internacional. Tivemos, há algum tempo, outro notável, Jorge Amado, mas este se notabilizou mais à custa do PCB que da própria obra, como também foi o caso de Saramago, de saudosa memória, e que também nunca li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como? - se espantará o amável, etc. leitor. - Então você escreve sobre tantos fulanos sem ter lido nada deles? Como podemos te levar a sério, cara? Está pensando que somos burros? Ou você é que é burro e faz de conta que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, amável etc. leitor. Nada mais estou fazendo do que provar a tese que defendo através destas linhas: o que importa é o autor, não a obra. Além disso, cultivo faz muitos anos uma regra geral, que repasso graciosamente, embora saiba da inutilidade de minha oferta: só leio bestcéleres pelo menos cinco anos depois da explosão e, caso a explosão seja associada a sucesso em carreira paralela (cinema, televisão, música, vida social etc.), jamais leio. É o caso de Jô Soares, Chico Buarque, Bruna Surfistinha, Abílio Diniz - e tantos outros que não li, que fazem da carreira anterior de sucesso um baita trampolim do qual saltar, não para baixo, mas para cima, em busca de mais sucesso, em outra área, ou seara, ou seja lá o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O EFEITO NORMAN MAILER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tomo agora como guia Fabrício Marques, poeta, crítico, jornalista e professor, para que me ajude a percorrer mais um trecho espinhoso desse dantesco pós-modernismo. Me lembro (fato também citado por Fabrício, mas ocorrido já em meus tempos de aprendiz de feiticeiro) de quando Mailer esfaqueou a mulher, com dois objetivos: saber como se sentiria matando alguém e, de lambujem, atraindo a atenção da mídia. Foi ele, aliás, quem afirmou, profeticamente, que "o melhor jeito de salvar sua obra e atingir mais leitores é fazer propaganda de si mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu outra. Famoso, rico e - não serei ciumento - bom escritor -, Mailer ainda tentou ser prefeito de Nova York, além de todas as performances que pôde cumprir para se vender bem. Mas é preciso não esquecer de que ainda estamos na pré-história, na fase anterior à ascensão de Paulo Coelho e dos gurus iluminados da autopromoção acima de tudo. A era d.P.C. é de uma riqueza estonteante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrício lembra ainda Neal Gabler, autor de "Vida, o Filme - Como o Entretenimento Conquistou a Realidade", em que cita o já esfumaçado Lord Byron (1788-1824), "que foi esperto o suficiente para cultivar uma imagem como poeta romântico e depois explorá-la ativamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, meu irmãozinho de letras e de tretas. Não dá pra ficar por aqui. Ainda tenho muita maledicência pela frente, que retomarei semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Sebastião Nunes é escritor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=12367"&gt;O Tempo&lt;/a&gt;, 25/07/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4140644520330028714?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4140644520330028714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/07/literatura-brasileira-antes-e-depois-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4140644520330028714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4140644520330028714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/07/literatura-brasileira-antes-e-depois-de.html' title='A literatura brasileira, antes e depois de Paulo Coelho'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TExCPN9FoEI/AAAAAAAAAGI/eV2QfgA8s-M/s72-c/20100725fotoavulsa_24072010173226.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4436549905185816774</id><published>2010-06-30T10:40:00.000-03:00</published><updated>2010-06-30T10:44:38.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Passeio socrático II</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que  o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se  não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os  valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de  abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.  Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada  semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu,  que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão.  Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele  não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si  mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento  globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita  uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história  daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping  centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;  neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar,  certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4436549905185816774?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4436549905185816774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/06/passeio-socratico-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4436549905185816774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4436549905185816774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/06/passeio-socratico-ii.html' title='Passeio socrático II'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3600869505963695188</id><published>2010-06-03T16:50:00.001-03:00</published><updated>2010-06-03T16:53:23.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A internet tem nos deixado mais superficiais?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TAgHvQ7aLFI/AAAAAAAAAGA/ZiKknY8xY7s/s1600/20090603154003.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TAgHvQ7aLFI/AAAAAAAAAGA/ZiKknY8xY7s/s400/20090603154003.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478637455275600978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você navega por mil sites ao mesmo tempo enquanto ouve aquela música no MySpace e assiste a um vídeo no YouTube? Há quem diga que conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma vantagem da geração 2.O.  Mas será que o excesso de informação, ao invés de nos deixar mais espertos, não está arruinando nossas mentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o escritor Nicholas Carr começou suas pesquisas para responder a essa questão, ele desligou-se do Twitter e Facebook e diminuiu o número de acessos à sua caixa de emails. Carr começou a notar que estava com grandes dificuldades de concentração a ponto de não conseguir trabalhar se estivesse conectado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro “The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains"” (Superficiais: O que a internet tem feito com o nosso cérebro) ele defende que a web tem nos tornado menos capazes de uma reflexão profunda.  Explorando como a sociedade passou de uma tradição oral para a impressa e posteriormente para a da internet, ele detalha como o cérebro reestruturou-se para se adaptar às novas fontes de informação.  Diante de uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas, links para outras páginas, com interrupções incessantes de e-mails, atualizações no Facebook, Twitter, blogs e feeds, nossas mentes se acostumaram a uma exploração superficial da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carr acredita que isso prejudica a nossa memória de longo prazo. “O que nós estamos perdendo é todo um conjunto de habilidades mentais, não as que exigem a mudança do nosso foco, mas a manutenção dele”, diz o escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que se sentem prejudicados com tanta informação, ele sugere atividades de contemplação e reflexão, como a leitura de livros e artigos. "É muito claro, a partir da ciência do cérebro, que se você não faz exercícios de habilidades cognitivas, você as perde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se, por um lado, os recursos da web estão nos deixando realmente superficiais, Carr defende que, por outro, eles nos ajudam a desenvolver nossa capacidade de tomar decisões mais rápidas. Ao analisar a relação dos e-readers, como o Kindle e o iPad, com a produção de livros, ele diz  que novas formas de leitura exigem novas formas de escrita e completa: “ Se os escritores atenderem a uma sociedade que é cronicamente distraída, inevitavelmente evitarão escrever argumentos complexos que requerem atenção sustentada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=12141&amp;/A+INTERNET+TEM+NOS+DEIXADO+MAIS+SUPERFICIAIS"&gt;Olhar Digital&lt;/a&gt;, 03/06/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3600869505963695188?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3600869505963695188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/06/internet-tem-nos-deixado-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3600869505963695188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3600869505963695188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/06/internet-tem-nos-deixado-mais.html' title='A internet tem nos deixado mais superficiais?'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/TAgHvQ7aLFI/AAAAAAAAAGA/ZiKknY8xY7s/s72-c/20090603154003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7159531737698617313</id><published>2010-05-23T18:29:00.001-03:00</published><updated>2010-05-23T18:31:34.195-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Amor e ceticismo perante a escrita</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Marcos Natali&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em texto sobre como a relação com os livros é atravessada pelo desejo, Roland Barthes defende o direito a não ler, contra as injunções que fazem da leitura um dever. Assim, tão importante quanto garantir o acesso à leitura seria resguardar a liberdade de não ler certos livros, de abandonar alguns pela metade, de reagir com repulsa a outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certos círculos, talvez o nome de Roberto Bolaño represente, hoje, algo próximo dessa obrigação que descrevia Barthes. Diante desse quadro surgem reações compreensíveis, referências à "supervalorização" do escritor e acusações de que ele seria apenas uma moda - pior, uma moda norte-americana. (A complicação é que o fato do interesse por Bolaño crescer no Brasil após sua trajetória bem-sucedida nos Estados Unidos nos diz mais sobre o Brasil do que sobre sua obra, o surto Bolaño tendo tomado a Espanha e países hispano-americanos antes de atingir aos Estados Unidos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como costuma acontecer nesses casos, aparecem também explicações um tanto culpadas e declarações de pioneirismo: eu lia Bolaño antes dele se tornar febre mundial, etc. Mas se a inclusão de relatos pessoais sobre o momento do descobrimento de Bolaño é comum em resenhas de suas obras, talvez a explicação se deva também ao fato de que o deslumbramento diante de um livro novo é justamente um dos temas preferidos do autor, a descoberta de um autor funcionando até como o dispositivo que dispara algumas tramas, como se vê na primeira linha do romance 2666: "A primeira vez que Jean-Claude Pelletier leu Benno von Archimboldi foi no Natal de 1980, em Paris, onde fazia estudos universitários de literatura alemã, aos dezenove anos de idade." A narração explicará em seguida que Pelletier "a partir desse dia (ou das altas horas noturnas em que deu por encerrada aquela leitura inaugural) se converteu num archimboldiano entusiasta e deu início à peregrinação em busca de mais obras desse autor." Se em Os Detetives Selvagens, romance de 1998, buscava-se uma escritora vanguardista mexicana, em 2666 Archimboldi, misterioso escritor alemão, será o objeto de desejo, desta vez de um quarteto de críticos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as leituras inaugurais relatadas pelo romance estarão as do próprio Archimboldi, e a relação tensa de Bolaño com o campo literário pode ser entrevista no fato de que, neste caso, o surgimento da paixão pela leitura coincide com o primeiro roubo de um livro. Livros roubados são frequentes na obra de Bolaño, os furtos invariavelmente narrados com orgulho, e chega agora de Portugal a notícia de que lá o próprio 2666 é o livro mais roubado do ano, sugerindo uma nova categoria para a classificação de livros. (No caso de 2666, a avaliação do feito deve levar em consideração a dificuldade especial de fazer desaparecer de uma livraria um volume de cerca de mil páginas. Já a decisão de roubar ou não o livro deverá avaliar ainda o fato de que Bolaño, pouco antes de sua morte - precoce, como todas as mortes -, preocupava-se com a melhor forma de garantir o bem-estar de sua família com a venda desse livro que, ele já sabia, seria póstumo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra de Bolaño, o deslumbramento inicial diante de um texto será temperado por duas ponderações. Primeiro, o reconhecimento daquilo que pode resultar do arrebatamento, inexistindo garantia de que a história posterior estará à altura do evento original, ou que não será inclusive sua anulação. Além disso, há a insistente capacidade demonstrada pelo horror de sobreviver ao maravilhamento causado pela literatura. Assim, quando os estudiosos europeus viajam ao norte do México em busca de Archimboldi, o que encontram, na cidade de Santa Teresa, é uma série de assassinatos de mulheres, referência ficcional às centenas de mortes ocorridas em Ciudad Juárez desde 1993. A impotência das personagens diante do horror se depara com a impotência da própria literatura, distante dos tempos em que podia declarar sua exterioridade ao mal. Se no femicídio de Santa Teresa está "o segredo do mundo", como assegura o romance, será necessário voltar, após os relatos das mortes, a episódios aparentemente banais do livro, como a extensa sequência de piadas misóginas contadas pelos policiais mexicanos responsáveis pela investigação dos crimes. Efetivamente, após a quarta parte do romance, a que registra os assassinatos, não haverá como retornar ao livro com os mesmos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso seja confirmada a profecia do escritor mexicano Jorge Volpi - o destino do monumental 2666 é transformar seus leitores em devotos de uma espécie de nova religião do livro -, em sua doutrina deve constar o reconhecimento dessa relativa fraqueza da literatura diante dos horrores que rasgam o romance (a 2.ª Guerra Mundial, os campos da União Soviética, os exílios provocados pelas ditaduras latino-americanas). O romance será, afinal, "sobre" tudo isso, mas também sobre o processo criativo que faz que essa matéria responda a exigências da própria literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, ler Bolaño como continuação da tradição latino-americana não é impossível, embora, para o autor, a exigência de fidelidade à tradição nacional ou regional seja precisamente o que se deve evitar. É claro que o desprezo por Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes - os "machos anciões" da literatura latino-americana - é também um modo, do qual não está ausente o afeto, de dialogar com a tradição, transformando-a em outra coisa, ao mesmo tempo em que se constrói uma genealogia alternativa. Mas é justamente nessa geração conhecida como o boom da literatura latino-americana que se cristaliza a fórmula da literatura como compensação das misérias da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimental. São, como se vê, apaixonadas e excessivas as cobranças que a obra de Bolaño faz à literatura, questionamentos de um crente que testa o divino com suas invectivas, mas desde uma fé inamovível. Certamente haverá nesses momentos algo de sentimental - como se anuncia no conto La Muerte de Ulises: "lo que sigue es caótico y sentimental..." Mas o segredo de Bolaño, se existir um, talvez seja este: uma representação da literatura ao mesmo tempo ferozmente cética e profundamente amorosa. Como se dirá em 2666, em alusão a outro escritor errante que surge na trama do romance: "Só o vagabundear de Ansky não é aparência, pensou, só os catorze anos de Ansky não são aparência. Ansky viveu toda a sua vida numa imaturidade raivosa porque a revolução, a verdadeira e única, também é imatura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Marcos Natali é professor de Teoria Literária na Universidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100522/not_imp555061,0.php"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/a&gt;, 22/05/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7159531737698617313?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7159531737698617313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/05/amor-e-ceticismo-perante-escrita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7159531737698617313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7159531737698617313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/05/amor-e-ceticismo-perante-escrita.html' title='Amor e ceticismo perante a escrita'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5790266119899191574</id><published>2010-04-22T10:02:00.001-03:00</published><updated>2010-04-22T10:10:10.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imprensa'/><title type='text'>A decadência da imprensa brasileira</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(*) Emir Sader&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa brasileira teve momentos da historia do país em que desempenhou papel determinante. Basta recordar o peso que teve nas mobilizações de desestabilização que levaram ao golpe de 1964, em que jornais como O Estado de Sao Paulo, a Tribuna da Imprensa, o Correio da Manhã, entre outros, tiveram o papel, pela primeira vez, de condutores ideológicos e políticos das forcas opositoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores da imprensa tiveram também um papel positivo, na campanha das diretas, quando outros tentavam esconder a amplitude do movimento e seu verdadeiro significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos hoje à decadência generalizada dessa mesma imprensa, que martela, cotidianamente, praticamente de forma total e monótona, ataques contra o governo Lula, logrando, no entanto, que apenas 5% da população rejeite o governo, enquanto mais de 80% o apóie. Nunca a imprensa brasileira esteve tão distante e contraposta à opinião do povo brasileiro. Daí seu isolamento e decadência, pelo menos sob sua forma atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações Globo, que só possuiam um jornal, sem nenhuma importância, no Rio, antes do golpe, tiveram na ditadura sua grande alavanca, mas, ao mesmo tempo, o golpe insuperável de falta de credibilidade. Ficaram com a marca da ditadura, por mais que tentassem se reciclar, importando colunistas, usando a audiência da televisão para tentar conseguir mais público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente dispõe de um trio que atenta contra qualquer credibilidade, que dá a tônica do jornal: Merval Pereira, Ali Kamel e Miriam Leitão. Todos os três se caracterizam por serem as vozes do dono, por sua postura propagandística, sem nenhum interesse no que dizem, nem brilho ou criatividade no que escrevem. São funcionários burocráticos da empresa, que exercem, da maneira que conseguem, seu burocrático papel de opositres, buscando catar supostas fraquezas do governo, que é seu único objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum tipo de análise, nenhuma nuance, nenhuma idéia. Para um jornal que precisaría desesperadamente de credibilidade, eles são um tiro no pé, uma confirmação da falta de credibilidade do jornal. O resto do jornal – das manchetes de primeira página às colunas de notícias – padece desse freio da rígida linha editorial, fazendo um jornal sem graça, sem interesse, sem repercussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, o conjunto dos órgãos da empresa, mesmo atuando fortemente a favor de algum candidato, perdem sempre. Lula ganhou nas duas últimas eleições no Rio; os Garotinhos, Sergio Cabral, Paes, mesmo Cesar Maia, se elegeram sem o apoio do jornal, que os atacava. Hoje, contra a vontade majoritária da grande maioria dos brasileiros, ficam de novo, acintosamente, na contramão da opinião do povo e do país, incluído claramente o povo do Rio de Janeiro, que sabe separar programas de diversão que lhe gosta ver, das inverdades que diz o jornal e os noticiários de rádio e televisão da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diminuem sua tiragem, perdem público abertamente para a internet, para os jornais gratuitos, para os jornais populares vendidos. Melancolicamente, se arrasta o jornal, na fúria antilulista, sem repercussão política alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estadão sempre foi o jornal conservador por excelência, com certa discrição, boa cobertura internacional, posições claramente direitistas. Conforme foi perdendo público para a FSP, que aparecia mais atraente para os jovens, mais ligada à oposicao à ditadura, tratou de rejuvenescer. Como jornal mais organicamente ligado às entidades empresariais, tem uma avaliação mais equilibrada da política econômica, valorizando seus avanços, no marco das críticas tradicionais do liberalismo dos “gastos excessivos do Estado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do papel do Estado na economia, suas maiores preocupações e críticas ao governo são na política internacional. Sua predileção, em tudo e por tudo, com os EUA, fica ferida com as alianças com os países do Sul do mundo e com os da América Latina em particular. A política externa soberana do Brasil os incomoda profundamente, transformando-se num dos temas mais usuais e violentos dos editorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro são os movimentos sociais, em particular o MST, que causa ojeriza ao Estadão, pela defesa intransigente do direito à propriedade privada, pilar do sistema capitalista. (O jornal foi praticamente o órgão oficial das passeatas de preparação do golpe de 64, na defesa da “liberdade, da família e da propriedade”, valores aos quais continua fiel.) A liberdade, que inclui centralmente a de “imprensa” (privada, diga-se), protagonizada pela SIP – Sociedade Interamericana de Prensa -, órgão da Guerra Fria, cenário a que o jornal, rançoso, ainda se sente apegado. Os editoriais, sempre, e atualmente Dora Kramer, são os momentos mais patéticos do jornal, saudoso da Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FSP é o jornal que mais teve oscilações de imagem. Era um jornal sem nenhum peso até o golpe e mesmo durante boa parte da ditadura militar. O Estadão era o grande jornal de São Paulo. A FSP apoiou ativamente a preparação do golpe militar, sua realização e a instauração da ditadura, cumpriu tudo o que a ditadura determinava, com noticiários que escondiam os sequestros, desaparecimentos, execuções, publicando as versões oficiais, emprestando carros da empresa para a Oban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao longo dos anos 80, quando levou Claudio Abramo do Estadão, que a FSP, pela primeira vez, ganhou prestígio, buscando espaço próprio na oposição liberal à ditadura. Pretendeu ser o órgão da “sociedade civil” contra o “Estado autoritário”, conforme a ideología hegemônica na oposição, advinda da teoria do autoritarismo de FHC. (A FSP tirava, todo ano, uma foto no teto do seu prédio na Barão de Limeira, com os que ela consderava os representantes da “sociedade civil”, de empresários a líderes sindicais, como que para expresar físicamente esse vínculo organizado com os setores que se opunham, em graus distintos, à ditadura.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consolidou essa imagen emprestando suas páginas para uma certo pluralismo, com um cronista semanal – Florestan Fernandes, Marilena Chaui, entre os mais conhecidos – do PT, e distintos políticos, intelectuais e líderes sociais escrevendo na sua página de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a eleição de FHC, entrou em decadência, perdendo totalmente a credibilidade que o diferenciava. Colunistas com vínculos pessoais com os tucanos, como Clovis Rossi, Eliane Catanhede, outros, decadentes, como Jânio de Freitas, se arrastam melancolicamente na decadência geral do jornal, o que mais despencou na tiragem e o que mais se transformou nas duas últimas décadas. O filho do Frias pai conduz o jornal pelo abismo da intranscendência e do rancor, se parecendo cada vez mais com a Tribuna da Imprensa da época de Carlos Lacerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Veja se assume, grotescamente, como o Diario Oficial da extrema direita, com paquidermes como colunistas, sensacionlismo de capa, projetando-se como má espécie de bushismo brasileiro. Com dificuldade para conciliar sua imagem de revista de generalidades com esse papel de brucutu da imprensa nacional, foi perdendo aceleradamente tiragem, o que aumenta a crise financeira que levou a empresa a pendurar-se em capitais externos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser menos afetada pela crise generalizada da imprensa, por ser uma revista semanal. Mas a brutalidade da sua orientação política a fez incorporar-se de cheio nessa queda. Terá papel ainda mais truculento na campanha eleitoral, jogando tudo para tentar barra a vitória do governo, esperando-se os golpes mais sujos da campanha da empresa dos Civita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto, o cenário da imprensa brasileira – com a única exceção da Carta Capital, entre as publicações diárias e semanais – é deprimente e decadente. Uma vitória de Dilma – que os apavora, seria ficar mais quatro ou oito anos nessa posição de dirigentes opositores -, trará dilemas difíceis para essas empresas. É possível que uma ou outra busque reciclar-se para adaptar-se a novos tempos, em que inclusive tem que contar com o fim de toda uma geração de políticos estreitamente associados a ela, como FHC, Serra, Jereissatti, etc. Isso, associado a uma intensificação da crise econômica das empresas, deve colocar dilemas cruciais para órgãos que assumiram atitudes suicidas, contra a vontade expressa da maioria do povo brasileiro e pagam preço caro por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(*) Emir Sader é cientista político.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/"&gt;Agência Carta Maior&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5790266119899191574?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5790266119899191574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/decadencia-da-imprensa-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5790266119899191574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5790266119899191574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/decadencia-da-imprensa-brasileira.html' title='A decadência da imprensa brasileira'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6663274394122188403</id><published>2010-04-20T12:38:00.003-03:00</published><updated>2010-04-20T12:52:19.978-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua Portuguesa'/><title type='text'>Vírgula depois de sujeito oracional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta: Existe algum caso na língua portuguesa em que se separa o sujeito do predicado por vírgula? Vejo esse erro com freqüência, até mesmo em veículos da grande imprensa; sempre achei que se tratava de um equívoco, mas fiquei em dúvida quando li a seguinte frase no seu artigo  os nomes do peru: “Só sei que naquela época esta era a regra do jogo - quem domina e coloniza, dá o nome”. “Quem domina e coloniza” e “dá o nome” não são, respectivamente, sujeito e predicado da frase?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Netto  - Paris, França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Guilherme, está correta sua análise da frase que escrevi, assim como também é verdade que não se deve colocar, na pontuação moderna, uma vírgula entre o sujeito e o predicado. No entanto, como já frisei várias vezes, esta regra de pontuação é mais um conselho do que uma regra propriamente dita. Ela não tem, como as regras de acentuação, aquela obrigatoriedade que não admite divergências, e haverá casos, como este, em que é necessário (ou aconselhável) contrariá-la deliberadamente, a fim de tornar a leitura mais fluente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio geral é muito simples: como devemos reservar a vírgula para assinalar tudo aquilo que foge à normalidade sintática, é evidente que não há razão para separar o sujeito do verbo, nem o verbo de seu complemento, já que esta é a ordem canônica da frase no Português. Todavia, quando o sujeito for oracional (representado por uma oração subordinada substantiva), os bons escritores empregam, muitas vezes, uma vírgula para assinalar com maior clareza o fim do bloco do sujeito. Em Machado encontramos tanto exemplos sem vírgula (”Quem não viu aquilo não viu nada”; “Quem for mãe que lhe atire a primeira pedra”) quanto com vírgula (”Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência”; “Quem viesse pelo lado do mar, veria as costas do palácio, os jardins e os lagos…”; “Quem morreu, morreu”). Um excelente exemplo pode ser encontrado em Vieira: “…ninguém se atreva a negar que tudo quanto houve, passou, e tudo quanto é, passa”. Não podemos negar que a vírgula que foi empregada nos exemplos acima apenas veio facilitar o trabalho de processamento da frase; se ela fosse inadequada, ocorreria o efeito oposto. Foi certamente por isso que os nossos literatos sempre consideraram facultativa a vírgula nesta posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num breve passeio pelo mundo dos provérbios portugueses, há muitos exemplos em que esta vírgula, embora possível, pode ser dispensada: “Quem avisa amigo é”; “Quem bate no cão bate no dono”; “Quem dá o mal dá o remédio”; “Quem quer o fim quer os meios”, “Quem não deve não teme”. Ela passa a ser muito útil, no entanto, nos casos de construção paralela, em que o verbo da oração substantiva é seguido imediatamente pelo verbo da oração principal: “Quem quer, faz; quem não quer, manda”. “Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina”. “Quem procura, acha; quem guarda, sempre tem”. “Quem não faz, leva”. Agora, se o verbo for idêntico nas duas orações, esta vírgula passa a ser indispensável: “Quem deu, dará; quem pediu, pedirá”. “Quem vai, vai; quem fica, fica”. “Quem sabe, sabe”. “Quem pode, pode” — isso sem falar naqueles casos em que a forma verbal pode se confundir com um substantivo homógrafo, criando-se uma ambigüidade que a vírgula desmancha imediatamente: “Quem quiser, peça“; “Quem ama, cobra“; “Quem teme, ameaça“; “Quem deseja, casa” (não se trata de alguém que quer peça, ou ama cobra, ou teme ameaça, ou deseja casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que protestam contra essa flexibilidade demonstram que não compreenderam que a razão de ser da pontuação é o leitor. Não se trata, aqui, de voltar àquela antiga visão de pontuação subjetiva, submetida ao simples capricho de quem escreve; bem pelo contrário: a finalidade exclusiva dos sinais de pontuação é orientar o leitor no trabalho de decodificar as frases que escrevemos. Tudo que contribuir para isso será bem-vindo (e vice-versa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Acordo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;freqüência &gt; frequência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ambigüidade &gt; ambiguidade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/08/02/virgula-depois-de-sujeito-oracional/"&gt;Sua Língua&lt;/a&gt;, por Cláudio Moreno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6663274394122188403?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6663274394122188403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/virgula-depois-de-sujeito-oracional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6663274394122188403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6663274394122188403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/virgula-depois-de-sujeito-oracional.html' title='Vírgula depois de sujeito oracional'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3866997806108244241</id><published>2010-04-14T16:11:00.001-03:00</published><updated>2010-04-14T16:14:51.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><title type='text'>Um dos que sofrem ou sofre?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) M. T. Piacentini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "...é um dos lugares que mais sofreram com as chuvas. ou ...é um dos lugares que mais sofreu com as chuvas. Construções como estas ouve-se com freqüência em jornais de TV; ontem, por exemplo, a Sra. Prefeita mencionou a primeira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "É uma das obras que o lançou. Pergunto se aqui também pode ser aceito o plural? Quando tiver a expressão uma das e também quando tiver o sentido de obra literária. É o mesmo critério de um dos que?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São comuns na língua portuguesa as duas construções. A escolha pelo verbo no plural  (que é tida como a sintaxe mais recomendável) ou no singular reside primordialmente na ênfase que se quer dar ou ao conjunto ou a um só elemento, mais do que na ação feita por um só indivíduo ou por muitos/alguns/poucos, como se observa nos exemplos abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sanga do Leste é um dos lugares que mais sofreram com as chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Recomendo a leitura de Intimidades”, uma das obras que a lançaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pita foi um dos que mais falaram na reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O linho é um dos tecidos que estão em alta nesta estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sanga do Leste é um dos lugares que mais sofreu com as chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Recomendo a leitura de Intimidades”, uma das obras que a lançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O linho é um dos tecidos que está em alta nesta estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Desativada uma das maiores quadrilhas que atuava em Divinópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lingüista e gramático Celso Luft explica o uso do singular como uma regra elementar de sintaxe que manda suprimir termos repetidos (persistem na mente, mas podam-se na frase)”. Isso significa que, por exemplo, em vez de dizer o linho é um tecido que está em alta entre os tecidos que estão em alta nesta estação”, dizemos simplesmente o linho é um dos tecidos que está em alta nesta estação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, contudo, uns poucos gramáticos e professores que receitam o uso do plural apenas, desqualificando uma prática secular de emprego do predicado no singular. Rui Barbosa, entre outros estudiosos da língua, defendeu a construção com verbo no singular pois ele exprime o fenômeno da atração do verbo de uma sentença pelo sujeito da outra” (Réplica, nota 192), e apresenta inúmeros exemplos clássicos, dos quais extraio três:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele foi um dos que muito contradisse a el-rei.” (Fern. Lopes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma das cousas que dava o principal ser àqueles capitães do reino...” (Barros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na Ásia foi um dos governadores que mais impulsionou a queda do império índico.” (Camilo Castelo Branco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aponta ainda Rui Barbosa que em quase todos os trechos transcritos por ele a ação é exercida por muitas entidades, e, não obstante, o verbo está no singular”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Said Ali fez ver que esse fenômeno se observa em grego, latim, francês, espanhol, inglês e alemão. Ao que Celso Luft aproveitou para ironizar: Os clássicos e todas essas línguas deviam ter esperado pelos dois filólogos portugueses [Epifânio Dias e Vasco do Amaral, que só aceitam o plural] para acertarem a sintaxe?”  Como o nosso caso não é novidade nem ilógico, deixemos pois  de ataduras gramaticais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sobre a autora:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Maria Tereza de Queiroz Piacentini é catarinense, professora de Inglês e Português, revisora de textos e redatora de correspondência oficial há mais de vinte anos. Em 1989 foi responsável pela revisão gramatical da Constituição do Estado de Santa Catarina e no ano seguinte publicou artigos sobre questões vernáculas em diversos jornais. Retoma agora a publicação de colunas semanais com temas atualizados, em vista da experiência adquirida e das inúmeras consultas que lhe têm feito pessoas de todo o País depois que lançou o livro Só Vírgula Método fácil em 20 lições (UFSCar, 1996, 164p.). Também teve publicados, em 1986, dez módulos da Instituição Técnica Programada ITP, Português para Redação, edição esgotada.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homepage:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.linguabrasil.com.br"&gt;www.linguabrasil.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.kplus.com.br/materia.asp?co=151&amp;rv=Gramatica"&gt;Kplus&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3866997806108244241?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3866997806108244241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/um-dos-que-sofrem-ou-sofre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3866997806108244241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3866997806108244241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/um-dos-que-sofrem-ou-sofre.html' title='Um dos que sofrem ou sofre?'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3381766147475240743</id><published>2010-04-14T14:18:00.001-03:00</published><updated>2010-04-14T14:22:35.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Literatura entre espelho e sombra</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Roberto Gill Camargo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto entre a tradição mítica e o mundo racional da polis grega não chegaria até nós se não fosse através das palavras-e spelho e palavras-sombra que compõem a “Odisséia”, de Homero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conceito tradicional de literatura, a palavra explica o mundo, assim como o mundo explica a palavra. Há um movimento de vaivém, uma coisa remetendo à outra, como se ambas não se explicassem senão por uma relação de reciprocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, as palavras existiriam para explicar algo que se distingue delas, mas que permite ser explicado através delas. Essa explicação ocorreria de duas formas: denotativa, representando as coisas por denominações, atribuições, descrições e relatos, como se as palavras fossem um espelho capaz de refletir o mundo, através de sons da fala ou da escrita; e conotativa, representando as coisas sob a forma de sombras, isto é, de palavras com sentido figurado, menos imediato, como se fosse uma representação daquilo que já é representação, ou seja, a sombra de uma imagem ou de um reflexo. Substituições, analogias, sugestões, comparações, e associações, por exemplo, seriam recursos de sombreamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois extremos, estaríamos atribuindo às palavras o poder de representar o mundo e, assim, explicá-lo por meio da fala ou da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto entre a tradição mítica e o mundo racional da polis grega não chegaria até nós se não fosse através das palavras-espelho e palavras-sombra que compõem a “Odisséia”, de Homero. As primeiras impressões sobre o Brasil teriam se perdido se não restassem os relatos espelhados de viajantes do século XVI. Por sua vez, os livros sagrados e os textos extremamente herméticos, comunicam o mundo, sobretudo com palavras-sombra, que precisariam ser iluminadas, decifradas, para se transformarem em espelhos, de alto poder de refletância, para serem compreendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, é o mundo que explica as palavras. Elas não teriam significado se não se baseassem nas coisas do mundo que conhecemos e não fariam sentido se não se encaixassem direitinho em situações e circunstâncias determinadas. O que faltaria entender das palavras não estaria senão fora delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura, porém, já deu vôos mais altos. Libertou-se dessa conexão intrínseca entre palavra e mundo, nas duas direções do vaivém. Criou para si uma estética própria, na qual a palavra não representa o mundo, nem vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns autores, mundo é mundo, assim como palavra é palavra, duas realidades distintas, sem terem necessariamente conexão entre si. Cada uma remete a si mesma, sem a necessidade de entender que literatura é a tradução de uma para a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, a literatura criaria para si um mundo próprio, alcançável apenas através das palavras em seu “automundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia mais clara a respeito disso, há alguns textos literários que servem de exemplo. Um deles é o conto “Casa tomada”, de Júlio Cortázar, que embora trabalhe com palavras-espelho, submete tudo a uma noção sombreada de espaço e tempo. Os poemas de João Cabral de Melo Neto, sobretudo os que citam Mondrian e o belíssimo “Cão sem plumas”, transitam entre o espelho e a sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O jardim dos caminhos que se bifurcam”, conto de Jorge Luis Borges, é quase um tratado sobre o tempo, apresentado como sombra que perpassa a narrativa, produzindo no leitor uma vertigem entre passado e presente. Nada é espelhado como queríamos. Os tempos se embaralham e se explicam reciprocamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fluxo psíquico no monólogo de Molly, no final de “Ulisses”, de James Joyce, é um espelho da sombra. Entendemos tudo o que se diz, mas tudo o que se diz não conseguimos entender. Cada palavra remete a alguma coisa, mas todas as palavras juntas não passam de uma sombra do inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No monólogo de Lucky, em “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, espelho e sombra se misturam. Sabemos que todas as palavras ditas têm um significado em si mesmas, mas quando se juntam não fazem sentido. É também o espelho da própria sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, o “Panteão”, de César Valejo [“e se vi, que me escutem pois; em bloco / se toquei esta mecânica, que vejam lentamente / aos poucos, vorazmente, minhas trevas”] , as “Galáxias”, de Haroldo de Campos e a dramaturgia de Heiner Müller (“Hamletmachine”, “Quartet”, “A Missão”) transitam no intervalo entre espelhos e sombras, em busca de uma síntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literatura não é só espelho ou sombra. Pode ser os dois, ou entre os dois, ou a partir dos dois. Melhor seria dizer que são três, pois nós, leitores, também contribuímos com nossas imagens e sombras. É uma complexidade sem dono.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;(*) Roberto Gill Camargo é doutor em Comunicação e Semiótica e coordenador do curso de Letras da Universidade de Sorocaba (Uniso).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=44&amp;id=283403"&gt;Jornal Cruzeiro do Sul&lt;/a&gt;, 13/04/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3381766147475240743?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3381766147475240743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/literatura-entre-espelho-e-sombra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3381766147475240743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3381766147475240743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/literatura-entre-espelho-e-sombra.html' title='Literatura entre espelho e sombra'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-8172083111456130252</id><published>2010-04-14T14:15:00.002-03:00</published><updated>2010-04-14T14:18:52.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letras'/><title type='text'>Letras: um curso fascinante</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Maria Rosilane Romero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas acham que ler romances e poesias é coisa para quem não tem o que fazer, perda de tempo. Imagine o que pensam de quem resolve fazer um curso de graduação em Letras, estudar literatura, línguas, ficar horas e horas lendo, ser professor, isso é coisa para gente doida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maioria dos estudantes, ao ingressar no curso de Letras, eu ainda estava indecisa. Mas, ao longo do curso, comecei a perceber novos horizontes. Estudar Letras não é estudar apenas gramática, é estudar a língua, enquanto ciência e arte. Fiquei fascinada pelo potencial da linguagem. A criatividade e profundidade humanística existente na literatura. As grandes perguntas da linguística e da psicolinguística. Quanto mais lia, mais queria ler. Você já parou para pensar na relação entre pensamento e linguagem? Será que um existe sem o outro? Você já pensou sobre como as crianças aprendem a falar sem que ninguém ensine a elas? Você já se perguntou sobre como o cérebro, um órgão tão orgânico quanto qualquer outro, é capaz de produzir pensamentos e emoções a partir de um texto? A neuropsicolinguística tem revelado coisas fascinantes sobre o cérebro e a linguagem. Um bom exemplo foi a descoberta de Manuel Carreiras e seus colegas pesquisadores. Eles comprovaram que aprender a ler aumenta a massa cinzenta e a massa branca em algumas regiões do cérebro. Imaginem então quais não são os benefícios do hábito da leitura ou do aprendizado de uma nova língua para o cérebro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas questões e muitas outras perpassam as cabeças de pessoas como eu, meus colegas e professores. Recentemente, escrevi um artigo para a disciplina de Leitura e Poesia do Mestrado em Letras sobre razão e emoção. Existe na sociedade uma supervalorização de certas áreas do conhecimento, as ditas áreas da “razão”. Entretanto, por ironia do destino, cientistas como Antônio Damásio comprovaram que, no cérebro, as emoções fazem parte do sistema de regulação biológica de todo o corpo e desempenham um papel fundamental para a produção racional. Uma pessoa sem emoção, insensível, tomaria decisões completamente irracionais, como as descritas nos casos clínicos de Damásio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos no ser humano e na educação, não podemos pensar em razão e emoção separadas. Não podemos pensar que a matemática ou a biologia sejam superiores à literatura ou às artes. São diferentes conhecimentos que compõem uma educação integral, que percebe o homem como um ser complexo. Perguntas como “o que é mais útil, ler um romance ou aprender sobre eletricidade?”, revelam que o senso de utilidade e razão que temos hoje é distorcido. As artes, entre elas a literatura, desenvolvem o conhecimento inter e intrapessoal, justamente o que mais está faltando hoje na vida de muitas pessoas e levando a humanidade a atitudes irracionais pela falta de autoconhecimento e sensibilidade. Sabemos tanto sobre tantas coisas e tão pouco sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra função da mente humana que as pessoas subvalorizam é a imaginação. Será a imaginação inócua e dispensável para a educação de nossas crianças? Ou exclusiva das crianças e inútil para os adultos? Pois é ela, a imaginação, que produz a arte e a ciência, o poema e a nave espacial, a pintura e o computador. A capacidade de inovar, de criar, de brincar com os elementos, de associá-los, sejam esses elementos químicos, palavras, cores ou materiais, não pode ser desenvolvida a partir da mera repetição. Emoção, razão e imaginação são todos processos cognitivos integrados que participam da linguagem e do pensamento. Ser professora e pesquisadora da área de Letras demanda pensar sobre todas essas questões. Por fim, convido, vocês, leitores deste texto, a fazerem o mesmo; refletir sobre o papel da língua e da leitura nas suas vidas, na educação e na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;(*) Maria Rosilane Romero é mestranda do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jornal &lt;a href="http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&amp;intIdConteudo=130518&amp;intIdEdicao=2063"&gt;Gazeta do Sul&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-8172083111456130252?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/8172083111456130252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/letras-um-curso-fascinante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8172083111456130252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8172083111456130252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/letras-um-curso-fascinante.html' title='Letras: um curso fascinante'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4247200971701544751</id><published>2010-04-11T13:47:00.002-03:00</published><updated>2010-04-11T13:51:15.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Literatura brasileira de pobre ou o pobre na literatura brasileira?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Cristiano Mello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A temática atingiu uma infinidade de exemplos que perpetuaram o enredo de diversas obras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vários escritores da nossa literatura buscaram recriar a trajetória do indivíduo pobre nos seus romances. A temática atingiu uma infinidade de exemplos que perpetuaram o enredo de diversas obras. Tomamos alguns exemplos: o pobre Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato; o pobre Leonardo, de Vidas Secas, personagem de Graciliano Ramos; o pobre Bentinho, do clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis. A meu ver, o pobre é representado enquanto personagem, pois causa polêmica e uma espécie de denúncia social, contrastando com as desigualdades sociais, já explicitas pela nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável dizer que quando falamos da representação do pobre na literatura brasileira, precisamos relatar que até o último quartel do século XIX, a figura do pobre era considerada a do escravo, o negro e, secundariamente, o índio. Ou seja, a questão social misturava-se com a questão racial. Exemplos na prática? A figura do personagem malandro e pobre Leonardo Pataca, do romance Memórias de um Sargento de Milícias, que ao ser abandonado pela família acaba sendo criado pelo padrasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação do personagem pobre na nossa literatura, na realidade externa social, associava-se à doença, à imundície, à degeneração moral e ao enfraquecimento da raça. Tais características eram, em síntese, um dos alicerces teóricos do pensamento erudito da elite brasileira, até os primeiros anos do século XX. Isto é, a representação imaginária do pobre estruturava-se em função da patologia, sendo caracterizado como feio, fedido, animalesco, ignorante, rude, cheio de mitos e superstições, uma vez que idolatra o outro da burguesia bastarda na projeção de tudo o quanto ela rejeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemporaneamente falando, o favelado, outra categoria do marginalizado pobre e urbano, conseguiu achar expressão direta na obra Cidade de Deus, do escritor Paulo Lins. O escritor carioca, sobretudo, enriqueceu seu romance através de jargões específicos, as gírias tribais do contexto carioca, o falar à moda dos traficantes de drogas, dos usuários, dos moleques de rua, dos vagabundos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para uma breve digressão sobre a origem do termo favela. Sua etimologia remonta ao contexto histórico da Guerra de Canudos, que ocorrera no Sertão Nordestino. Existia uma planta de nome favela na mesma região. Naquela época, os soldados que foram enviados a essa região retornaram ao Rio de Janeiro e deixaram de receber seus soldos, e logo foram se instalando em moradias provisórias no Morro da Providência, daí surgem as primeiras favelas. Enfim, o pobre na literatura ou a literatura de pobre sempre terão vez no manancial cultural brasileiro. Até a próxima coluna!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Cristiano Mello é professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.jornaldecolombo.com.br/novo/ver.php?id=2148&amp;grupo=4"&gt;Jornal de Colombo&lt;/a&gt;, 10/04/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4247200971701544751?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4247200971701544751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/literatura-brasileira-de-pobre-ou-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4247200971701544751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4247200971701544751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/literatura-brasileira-de-pobre-ou-o.html' title='Literatura brasileira de pobre ou o pobre na literatura brasileira?'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7704135107641284445</id><published>2010-04-05T15:26:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T15:29:39.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>Acordo ortográfico: como evoluir</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Ernani Pimentel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia confirmamos as inúmeras falhas contidas no Acordo Ortográfico. Aliás, podemos constatar o quanto este é desconcertante, sendo questionado por jornalistas, professores e escritores que, cada vez mais, levantam perguntas interessantes, generalizando uma preocupação crescente com a solução dos problemas advindos dessa proposta ortográfica ilógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, confirma-se a necessidade de uma evolução do acordo porque que esse já nasceu obsoleto, ou seja, o que trouxe como inovação ficou muito aquém da real necessidade do mundo moderno, o que não é de ser espantar, pois foi pensado há mais de 30 anos. É preciso evoluir, afinal estamos no século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos questionamentos, dúvidas e falta de argumentos lógicos, vigoram incertezas que vão das mais básicas até outras que sequer foram priorizadas no novo Acordo. A começar pela sua implantação, pois ninguém tem conhecimento de como anda a introdução oficial do acordo nos países lusófonos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, o acordo foi assinado e aprovado por oito países. Mas, oficialmente, até o momento, nenhum dos outros sete signatários pôs em vigor suas regras, apenas o Brasil. Às vezes, alguém informa que este ou aquele país o implantou, vamos atrás de comprovações e não as encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porquê ninguém sabe precisar, porém não fica difícil imaginar, pois ainda há inúmeras dúvidas para todos os usuários do idioma e certo mesmo são os problemas que o acordo traz consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parâmetros comportamentais do século XXI evoluíram muito em relação ao século XX. A Internet permitiu a democratização do conhecimento e as populações tornaram-se mais lógicas e informadas. Nos séculos anteriores, a informação mantinha-se na mão de poucos e, devido mesmo a interesses políticos de dominação, a imprensa era praticamente inacessível a quem não estivesse no poder. Por isso as alterações ortográficas anteriores foram impostas e aceitas com muita tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora se fez o mesmo, impuseram-nos um acordo cujo primeiro erro foi a imposição e o segundo foi querer instalar, na era da Internet, em pleno século XXI, pensamentos atrasados, do século XX, XIX etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redação do acordo trouxe à luz o despreparo ou o descaso de quem o assinou, o que se demonstra também por outros motivos, entre os quais: sempre que fala de palavras aglutinadas, dá exemplos de justapostas; mantém exceções absurdas e cria outras, quando deveria tê-las eliminado; permite incoerentemente palavras com dupla grafia; elimina indevidamente o trema, que é ortofônico e, por isso, foge da finalidade apenas ortográfica do acordo; as muitas ilogicidades, exceções e duplas grafias escravizam ao dicionário todos os professores, todos os alunos e todos os que escrevem... contraria a didática atual decorar tais absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, o único ponto positivo foi o de terem oito países lusófonos, pela primeira vez, assinado um acordo. Mas o assinaram em 1990. Se naquela época tivesse sido adotado, hoje já o teríamos adaptado e evoluído em muitos detalhes. O que precisamos agora é rediscutir ampla e abertamente com a sociedade interessada os itens dessa nova ortografia, para torná-la mais atual, simples, fácil, econômica e integradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que está, o Decreto 6.583 pode ser comparado a uma lei que nos obrigue atualmente a andar em carros de 1975, a usar máquina de datilografia, a nos comunicar por telex, a nos limitarmos a vestir, pensar e agir como se estivéssemos no passado. A Internet contribui para fazer nosso mundo muito diferente do que havia quando da discussão e assinatura do acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só aos professores, mas a todo cidadão esclarecido, o acordo trouxe, num primeiro momento, decepção, pela confusão e superficialidade. Não existe um professor tranquilo para ensinar as novas regras, sustentadas pelo espírito arcaico da "decoreba" que nos fez analfabetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfabeto é o rol de letras. Analfabeto é quem não sabe usar esse rol de letras. Não existe um só lusófono, por mais experiente e letrado, que não se perceba, de vez em quando, consultando um dicionário para saber se usa j, g, s, z, c, ç, ss... Precisamos eliminar esse analfabetismo sistemático, o que só se conseguirá com regras lógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos professores e outros cidadãos esclarecidos... quando se aprofundam no acordo, trocam a decepção por revolta passiva e depois pela crítica aberta. Ao descobrirem o Acordar Melhor, informam-se e passam a atuar objetivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o Movimento Acordar Melhor, que agrupa milhares de professores, jornalistas, advogados, gramáticos, linguistas, escritores e cidadãos conscientes do poder de seus votos, já conseguiu que a Comissão de Educação, Cultura e Turismo do Senado Federal realizasse, em 4 de novembro passado, uma audiência pública sobre o acordo e se tenha decidido a trabalhar no sentido certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No I Congresso de Língua Portuguesa, realizado a seguir, em 20 de novembro, no Distrito Federal, por iniciativa da Academia Brasiliense de Letras e Universidade Católica, abriu-se sobre o acordo fala para a Academia das Ciências de Lisboa, para a Academia Brasileira de Letras e para o Movimento Acordar Melhor, tendo-se evidenciado o despreparo das duas academias e a validade de todos os nossos argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse dois passos exemplificam a importância do movimento popular. Dessa forma, convido a toda sociedade a acessar o www.acordarmelhor.com.br para conhecer o manifesto "Nova Ortografia e Escravidão". Assinando-o e divulgando-o, cada cidadão estará prezando não só pelo seu próprio benefício como também o do país e o das futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Ernani Pimentel é professor e líder do Movimento Acordar Melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=77068"&gt;Monitor Mercantil&lt;/a&gt;, 01/04/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7704135107641284445?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7704135107641284445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/acordo-ortografico-como-evoluir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7704135107641284445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7704135107641284445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/04/acordo-ortografico-como-evoluir.html' title='Acordo ortográfico: como evoluir'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4145601725938375219</id><published>2010-03-09T21:30:00.003-03:00</published><updated>2010-03-09T21:37:44.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mendes e Lima'/><title type='text'>Mendes e Lima oferece cursos</title><content type='html'>A Mendes &amp; Lima - Cursos e Idiomas recebe matrículas para os cursos de Inglês, Espanhol, Francês, Português e Redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações, clique no folder abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5bpKY0DF1I/AAAAAAAAAF4/pTuzJSQ-p6E/s1600-h/Mendes+%26+Lima+-+Cursos+e+Idiomas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5bpKY0DF1I/AAAAAAAAAF4/pTuzJSQ-p6E/s400/Mendes+%26+Lima+-+Cursos+e+Idiomas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446797164019914578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4145601725938375219?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4145601725938375219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/mendes-e-lima-oferece-cursos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4145601725938375219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4145601725938375219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/mendes-e-lima-oferece-cursos.html' title='Mendes e Lima oferece cursos'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5bpKY0DF1I/AAAAAAAAAF4/pTuzJSQ-p6E/s72-c/Mendes+%26+Lima+-+Cursos+e+Idiomas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4839509097236527687</id><published>2010-03-08T14:03:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T14:06:19.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Divina Comédia inspira jogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5UuaivO76I/AAAAAAAAAFw/t_zJIcCqtNE/s1600-h/5797776.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 293px; height: 175px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5UuaivO76I/AAAAAAAAAFw/t_zJIcCqtNE/s400/5797776.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446310357910876066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que literatura e jogos eletrônicos não conseguem se misturar? Prova disso é o recém-lançado Dante's Inferno, da Visceral Games (ligada à distribuidora norte-americana EA Games). O jogo de ação chega com versões para as principais plataformas da nova geração, além dos recentes consoles portáteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aventura é inspirada em A Divina Comédia, do escritor italiano Dante Alighieri (1265-1321). O conto é considerado um dos grandes clássicos da literatura mundial e já serviu como fonte para peças teatrais, filmes e músicas - e agora, para games.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do poema épico ser dividido nos capítulos Inferno, Purgatório e Paraíso, a aventura tem como base apenas a primeira parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo de Dante''s Inferno mostra a história de amor entre o guerreiro Dante e a bela Beatrice, que pretendem se casar. Durante uma de suas cruzadas na Idade Média, ele comete certas atrocidades que, entre diversas consequências, acabam por resultar na morte da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dante não aceita o destino da amada e decide descer até as profundezas do inferno para que a alma de Beatrice não sofra naquele lugar. Para isso, terá de enfrentar uma série de criaturas monstruosas que moram nos nove círculos que dividem o local. Suas armas são uma poderosa foice, que serve para ‘condenar'' os adversários, e uma cruz, presente da garota, com o poder de ‘perdoar'' os inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de computação gráfica são muito bonitas e a jogabilidade lembra a dos jogos da série God of War, da Sony. Como diz a frase promocional do jogo: "Vá para o Inferno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Diário do Grande ABC, 07/02/2010, por Luís Felipe Soares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4839509097236527687?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4839509097236527687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/divina-comedia-inspira-jogo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4839509097236527687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4839509097236527687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/divina-comedia-inspira-jogo.html' title='Divina Comédia inspira jogo'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S5UuaivO76I/AAAAAAAAAFw/t_zJIcCqtNE/s72-c/5797776.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2895345500802828083</id><published>2010-03-04T01:40:00.001-03:00</published><updated>2010-03-04T01:42:19.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fundação Conviver para Ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cursos'/><title type='text'>Projetos alternativos da Fundação Conviver para Ser</title><content type='html'>Estão abertas as inscrições para os cursos alternativos da Fundação Conviver para Ser.&lt;br /&gt;Para mais informações, clique no folder abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S486CmPVnmI/AAAAAAAAAFg/PKhX-eZ_RnQ/s1600-h/projetos_alternativos_panfleto.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S486CmPVnmI/AAAAAAAAAFg/PKhX-eZ_RnQ/s400/projetos_alternativos_panfleto.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444634290813247074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2895345500802828083?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2895345500802828083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/projetos-alternativos-da-fundacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2895345500802828083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2895345500802828083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/03/projetos-alternativos-da-fundacao.html' title='Projetos alternativos da Fundação Conviver para Ser'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S486CmPVnmI/AAAAAAAAAFg/PKhX-eZ_RnQ/s72-c/projetos_alternativos_panfleto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-8856965475277297529</id><published>2010-02-21T11:47:00.001-03:00</published><updated>2010-02-21T11:52:09.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentário'/><title type='text'>Um comentário sobre Dom Casmurro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4FIbbeM5pI/AAAAAAAAAFU/N2VTbpMBF1g/s1600-h/machado_de_assis2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 245px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4FIbbeM5pI/AAAAAAAAAFU/N2VTbpMBF1g/s320/machado_de_assis2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440709460908369554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante as férias universitárias, tive o prazer de ler a obra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dom Casmurro&lt;/span&gt;, do carioca Machado de Assis. Sempre quis ler tal livro, pelo fato de, além de ser um clássico da literatura brasileira, querer responder àquela velha pergunta: “Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?”. Pois bem, serei breve na resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho, desde criança, desconfiava de Capitu, principalmente quando teve que ir ao seminário, vontade de sua mãe em querer torná-lo padre. Sempre achava que a menina que tinha os olhos de ressaca, de cigana oblíqua e dissimulada, teria algum caso com alguma peralta da vizinhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi com a ida ao seminário que Bentinho conheceu Escobar. Tornaram-se amigos, é verdade; tanto é que Bentinho contava a ele sobre todos seus encontros que tinha com sua vizinha quando voltava a casa dele nos finais de semana. Mas essa amizade, que continuou até a fase adulta, mostrava-se que não iria acabar jamais e, para selar esse compromisso, Capitu casou-se com Bentinho, e Escobar, com Sancha, amiga de Capitu. Como todo casal, Capitu e seu marido sonhavam em ter um filho; tinham até inveja de seus amigos, os quais tiveram uma filha antes deles. Foi então que, na expectativa pela tão sonhada criança, que veio a surpresa: nasce Ezequiel, “fruto” da união entre Bentinho e sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, as desconfianças de Bentinho só aumentaram: a criança tinha a mania de imitar tudo o que os outros faziam, e, com extrema competência, copiava, com maestria, os gestos de Escobar. Bentinho, que depois se tornaria Dom Casmurro, de fato, passou a atentar a essa curiosa maneira de expressão de seu filho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são flores, como diria o velho ditado. Bentinho é também culpado nessa história. Um pouco antes da morte do marido, Sancha propôs a Bentinho, com um afeto que nunca antes fora realizado, que os casais viajassem à Europa. O advogado, então, percebe a malícia da mulher de Escobar, e começa a pensar sobre tal possibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então uma tragédia acontece: Escobar morre afogado no mar. E foi com a morte dele que tudo foi ficando mais claro para Bentinho: Capitu, durante o velório, olhava para o defunto com grande piedade, aumentado as suspeitas de traição. Com a morte de seu amigo, não era mais possível tirar as dúvidas acerca de tal acontecimento.... Era o começo do fim para Bentinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida da família de Bentinho foi ficando cada vez pior: os ciúmes, a desconfiança, a decadência nos negócios, tudo era pretexto para que Bentinho se isolasse ainda mais. Pensou em suicídio, em matar a esposa, e até o “filho”, que ficava, com o passar dos dias, ainda mais parecido com Escobar. Mas a morte realizada com as próprias mãos não passou de ideias. Até que, um dia, Capitu ouve Bentinho dizendo a Ezequiel que este não era seu filho, e ela pede, assim, o divórcio a seu marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho resolve ir à Suíça para deixar filho e sua (ex-)esposa no país. Capitu morre algum tempo depois, e o menino, agora crescido e na faculdade, volta para o Rio, a fim de ver seu pai. Nessa volta, a surpresa: Ezequiel tinha a cara de Escobar, e então a máxima se fez valer: Capitu teve um caso com Escobar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei contar o final do livro aqui. Deixarei apenas um comentário sobre a leitura que fiz: várias pessoas poderiam dizer que os livros de Machado de Assis utilizam uma linguagem distante da nossa, que são outros tempos... Mas elas estão enganadas! Dom Casmurro, assim como outros livros de Machado, tratam de temas universais, que ainda permeiam nossa sociedade e que fazem refletir sobre a nossa existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais a dizer, encerro aqui o meu texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-8856965475277297529?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/8856965475277297529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/um-comentario-sobre-dom-casmurro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8856965475277297529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8856965475277297529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/um-comentario-sobre-dom-casmurro.html' title='Um comentário sobre Dom Casmurro'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4FIbbeM5pI/AAAAAAAAAFU/N2VTbpMBF1g/s72-c/machado_de_assis2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5066281793205096217</id><published>2010-02-20T14:05:00.002-02:00</published><updated>2010-02-20T14:13:12.766-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua estrangeira'/><title type='text'>Prova de língua estrangeira sem nó na cabeça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4AJ4JjxhmI/AAAAAAAAAFM/7m-bobEesr0/s1600-h/linguaestrangeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4AJ4JjxhmI/AAAAAAAAAFM/7m-bobEesr0/s320/linguaestrangeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440359210106848866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria dos candidatos de um concurso público, a prova de língua estrangeira costuma ser uma caixinha de surpresas. A dificuldade começa já na hora do estudo. Afinal, como adivinhar o que pode ser cobrado da gramática e do amplo vocabulário? O mestre em Lingüística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nélio Georgini, especialista na preparação de alunos para testes e entrevistas em outras línguas, mostra que a prova de idiomas num concurso pode deixar de ser pesadelo e passar a ser o diferencial para o candidato que sabe estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para quem quer se dar bem nesse tipo de prova é derrubar paradigmas. Tanto é possível alguém que tem o mínimo de conhecimento da língua se sair bem no exame quanto outro que fale com fluência ir mal. Tudo vai depender da forma como a prova é encarada. “A primeira lição é não subestimar a prova. O candidato não pode tratar o teste de idiomas como algo dado, achando que as respostas vão surgir na hora do exame. Essa é mais uma matéria que precisa ser estudada assim como as demais do concurso”, atenta Georgini, que também é diretor do Curso ER de línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nélio explica que as provas de língua estrangeira de concursos públicos seguem a mesma sistemática das demais disciplinas. “A filosofia do concurso é uma só. A banca vai querer saber se o candidato é capaz de interagir e fazer uma leitura crítica da prova”, afirma. A forma de estudo também é semelhante. O indicado é mergulhar nas provas anteriores, observando o estilo da organizadora e os assuntos cobrados com mais frequência. Outra dica é conhecer o trabalho desenvolvido pela empresa que está oferecendo a vaga, uma vez que assuntos relacionados à atividade fim podem servir de mote para os textos usados na prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora que se inscreve num concurso, o candidato deve saber que a prova de línguas que ele vai enfrentar é bem diferente da realidade das aulas de inglês da escola ou do curso de intercâmbio. Desprezar esses detalhes pode ser fatal. “Grande parte das pessoas que são fluentes não passam justamente por conta das especificidades. São discursos diferentes e tem a parte técnica com a qual ele não está acostumado”, pontua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O administrador Leonardo Dantas, 27 anos, aprendeu a lição depois do primeiro susto. Mesmo tendo estudado inglês por quatro anos, ele sentiu dificuldades no primeiro concurso com prova de língua estrangeira que fez, para o BNDES, em 2005. “Só acertei três das dez questões. O nível da prova estava muito elevado. A linguagem era técnica, com expressões que não se usam no cotidiano”, testemunha. Dois anos depois, sem desistir do inglês, ele prestou novo concurso, dessa vez para a Petrobras, e conseguiu um resultado bem melhor, tanto que foi aprovado e hoje trabalha no projeto de implantação da Refinaria do Nordeste. “A prova estava mais acessível. Aprendi que vale revisar pontos e fazer um curso bem feito”, comemora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro segredo para obter sucesso numa prova de língua estrangeira é ter foco nos estudos. “Tem que fazer um cronograma de estudos. Pegar a referência bibliográfica e fazer um raio-x dos assuntos. Não adianta ter bagagem na língua e não se dedicar”, indica Georgini. Para quem não tem conhecimento do idioma, vale a pena investir num curso preparatório específico para a prova do concurso. “Se esse estudante for dedicado, ele pode concorrer em pé de igualdade com aquele que acha que sabe tudo da língua, já que, num concurso, ninguém tem certeza de aprovação e só passa quem estuda”, garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso da advogada Letícia Campos, 28 anos. Este ano, ela fará, pela primeira vez, um concurso que exige conhecimentos de língua estrangeira. Apesar de classificar seu nível de inglês como básico, não se intimida diante dos concorrentes. “Estou organizando meus estudos e já separei apostilas de inglês, textos e provas anteriores. Vou me preparar para essa prova assim como para as outras. É verdade que tem gente que sabe muito inglês, mas eu posso levar vantagem em outras matérias”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Diário de Pernambuco, por Ana Cláudia Dolores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5066281793205096217?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5066281793205096217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/prova-de-lingua-estrangeira-sem-no-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5066281793205096217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5066281793205096217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/prova-de-lingua-estrangeira-sem-no-na.html' title='Prova de língua estrangeira sem nó na cabeça'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S4AJ4JjxhmI/AAAAAAAAAFM/7m-bobEesr0/s72-c/linguaestrangeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-1600340290534082929</id><published>2010-02-18T11:43:00.002-02:00</published><updated>2010-02-18T11:47:05.145-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Macbeth, clássico da literatura, pode virar jogo eletrônico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S31Ep1SXSMI/AAAAAAAAAE8/K4m6R-WOEj4/s1600-h/1391793-7001-cp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S31Ep1SXSMI/AAAAAAAAAE8/K4m6R-WOEj4/s400/1391793-7001-cp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439579410402855106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Darius Roos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Após Divina Comédia, Macbeth pode ser próxima clássica obra literária a ser adaptada para o formato de jogo eletrônico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o site GamesIndustry, Knight tem interesse em adaptar a tragédia Macbeth (1603-1607), clássica obra literária do escritor inglês William Shakespeare, para o formato de jogo eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um jogo de Macbeth é algo em que estive pensando (por anos). Agora, com a qualidade emocional e o nível de atuação que os jogos alcançaram, finalmente acredito que isso seja possível", disse Knight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Devido à qualidade única de os jogos serem interativos, tudo se resume à ação", explica o produtor. "Dante's Inferno é muito mais violento que o poema", diz. "Macbeth poderia ser (um jogo) grandioso, afinal ele tem as bruxas e uma experiência sobrenatural, um enredo cercado de intrigas e um assassino", conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente a produtora Visceral Games desenvolveu Dante's Inferno, adaptação da clássica obra Divina Comédia, assinada por Dante Alighieri, para o formato de jogo eletrônico. O jogo narra a primeira parte da obra, Inferno, em que Dante, veterano guerreiro das Cruzadas, embarca em uma jornada pelos nove Círculos do Inferno, enfrentando demônios, criaturas místicas e outros seres, enquanto busca resgatar sua amada (aparentemente falecida) Beatrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Portal Terra, 17/02/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-1600340290534082929?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/1600340290534082929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/macbeth-classico-da-literatura-pode.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1600340290534082929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1600340290534082929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/macbeth-classico-da-literatura-pode.html' title='Macbeth, clássico da literatura, pode virar jogo eletrônico'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S31Ep1SXSMI/AAAAAAAAAE8/K4m6R-WOEj4/s72-c/1391793-7001-cp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3762432469790309010</id><published>2010-02-17T11:07:00.003-02:00</published><updated>2010-02-17T11:11:41.571-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua Inglesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fluência'/><title type='text'>Mercado de trabalho exige fluência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S3vqsNvfZnI/AAAAAAAAAE0/R8izRBMDn4k/s1600-h/tn_280_651_CapaNaima2PS_170210.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S3vqsNvfZnI/AAAAAAAAAE0/R8izRBMDn4k/s400/tn_280_651_CapaNaima2PS_170210.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439199020304000626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se é quase uma unanimidade para professores e linguistas que conseguir se comunicar é mais importante do que dominar por completo a gramática, em nenhum outro campo a fala tem papel mais importante do que no mercado de trabalho. No ensino de idiomas, para quem quer subir de cargo ou permanecer com tranquilidade no atual posto, a fluência – e a rapidez no aprendizado – são o que contam pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é defendida por Eduardo de Castro, consultor de recursos humanos da empresa de headhunter e coaching Brainers. “Nenhuma companhia deseja ter de contratar um profissional para dar aulas de inglês ou espanhol. O que elas procuram são funcionários com a habilidade para falar, compreender e se fazer entender em uma língua estrangeira”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olho nesse público, a cada ano cresce o número de escolas do segmento chamado “idiomas para adultos” ou “idioma para executivos”. Com cursos rápidos, de um a dois anos, elas oferecem flexibilidade de horários das aulas, método focado no cotidiano dos negócios e o mais importante: a fluência em pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossos cursos são voltados para quem não tem tempo sobrando para completar o custo de uma escola tradicional de inglês, que leva em torno de cinco anos”, diz Tony Almeida, professor da Inglês Business School, escola de Curitiba voltada para o ensino de executivos. “Tudo é ensinado com base na conversação, nas situações que o profissional irá encontrar em suas viagens de negócios. A gramática é aplicada, e não ensinada isoladamente. Em um ano e alguns meses o aluno se comunica em inglês.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Augusto da Silva, presidente de uma rede de escolas de inglês para adultos com mais de 400 unidades em todos o país, a Wise Up, Flávio Augusto da Silva também acredita em um ensino diferente para esse público. “Quando começamos, há 15 anos, percebemos que as necessidades de quem precisa de inglês para o mercado de trabalho não é a mesma que as de um estudante adolescente. E nisso as escolas estavam errando”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas unidades da rede, a fluência verbal é o ponto de partida. “A gramática é uma ferramenta para que ele aprimore sua fala e escrita”, diz Silva. Nas salas, muita conversação. Para casa os alunos levam os exercícios de aprendizado da gramática. “É uma metodologia diferente e que tem dado bons resultados.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a gerente de banco Naima Amma Ferreira, buscar a fluência em inglês foi a solução para conseguir um bom cargo em sua empresa. “Comecei um curso específico para adultos para poder atender algumas contas bancárias internacionais. Precisava conversar com os clientes e entender o que eles desejavam”, diz. Com um ano de aulas, a gerente já se sente apta e segura em suas negociações. “Devo terminar o curso em pouco tempo. Preferi um de curta duração, pois não pretendia gastar anos para o aprendizado de uma única língua.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Linha do tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino de inglês nas salas de aula brasileiras passou por diversas reformulações e ganhou novas abordagens ao longo das décadas. Conheça esse processo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1970 e 1980 – &lt;/span&gt;As poucas escolas que ofereciam o cursos se baseavam no método do ensino de vocabulário e compreensão de texto, com o professor no centro do aprendizado. Ainda não havia a preocupação com a fluência verbal.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;1990 – &lt;/span&gt;O ensino de inglês se populariza. As escolas regulares passam a oferecer massivamente o idioma como disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos específicos se multiplicam. A partir daí a conversação passa a ter mais representatividade, dividindo espaço com a gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos específicos têm duração de cinco anos, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2000 – &lt;/span&gt;Os métodos de curto período, com inglês sendo ensinado em um ou dois anos, tornam-se a bola da vez e passam a dividir espaço com o método tradicional. A conversação ganha mais destaque e a fluência passa a ser o foco – com a gramática sendo inserida de forma mais lenta. A tendência para o futuro é que os cursos de curta duração se proliferem e que colégios e escolas regulares também encurtem o período de ensino do idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Flávio Augusto da Silva, presidente da rede Wise Up; Denílso de Lima, coordenador da rede de escolas InFlux; Renata Seixas, mestre em linguística pela Universidade Federal do Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Gazeta do povo, 17/02/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3762432469790309010?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3762432469790309010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/mercado-de-trabalho-exige-fluencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3762432469790309010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3762432469790309010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/mercado-de-trabalho-exige-fluencia.html' title='Mercado de trabalho exige fluência'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S3vqsNvfZnI/AAAAAAAAAE0/R8izRBMDn4k/s72-c/tn_280_651_CapaNaima2PS_170210.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4688652716422301460</id><published>2010-02-12T10:29:00.003-02:00</published><updated>2010-02-12T10:41:13.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística Textual'/><title type='text'>O texto e seus mecanismos de estruturação</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;por Adjanir do Nascimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de descrever um conceito de texto é necessário lembrar que esta definição constituiu-se gradualmente na história da Linguística Textual, e que, dependendo da perspectiva teórica que se adote, o mesmo objeto pode ser concebido de várias maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Cristina Bentes, em “Introdução à Linguística”, destaca três fases pelas quais passaram a Linguística Textual, e nas quais podemos verificar a evolução da conceituação de texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro momento, período da análise transfrástica, o texto foi definido como “uma sequência coerente de enunciados”, ou seja, o texto era uma soma dos sentidos que cada frase expressava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, com a percepção de que as frases dentro de texto não possuem sentidos isoladamente, dependendo umas das outras para que os mesmos sejam completados, surgiu a elaboração das gramáticas textuais, que caracterizou a segunda fase dos estudos de texto, cuja definição predominante era a de texto como uma unidade lingüística mais elevada, superior às frases, já que a significação de um texto constituiria um todo que era diferente da soma das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a primeira como a segunda fase, ainda sob influência do estruturalismo, viam o texto como um produto acabado e fechado em si, não levando em consideração o contexto, ou seja, o conjunto de condições externas que favorecem a produção e interpretação dos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na terceira fase que se inicia a elaboração de uma teoria do texto, que leva em conta o tratamento dos discursos dentro de seu contexto pragmático, passando o texto a ser definido como um processo, que tem início no seu plano de expressão (texto em si) e continua na mente do leitor ou ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ingedore Koch, em “O Texto e a Construção dos Sentidos”, é a partir dessa consideração que o texto passa a ser abordado em seu próprio processo de planejamento, verbalização e construção, isso porque a produção textual constitui uma atividade verbal (com fins sociais, onde falante pratica atos de fala), consciente (já que o falante escolhe os mecanismos lingüísticos adequados para que sua intenção seja manifestada e entendida) e interacional (pois depende do envolvimento de um emissor e de um receptor para que aconteça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta perspectiva, então, podemos conceituar texto, utilizando-se das palavras da mesma autora, como uma manifestação verbal constituída de elementos lingüísticos selecionados e ordenados pelos falantes, durante a atividade verbal, de modo a permitir aos parceiros, na interação, não apenas a depreensão dos conteúdos semânticos, mas também a atuação de com práticas socioculturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto que os sentidos do texto se completam na mente do leitor ou ouvinte, podemos deduzir que um dos principais objetivos de um texto é promover a interação. Não adianta nada se alguém escrever um texto que só ele mesmo entende, ou seja, um texto que não pode ser entendido, que não transmite significado algum, não pode ser considerado um texto. Essa questão é um dos pontos-chave da Linguística Textual, isto é, quais propriedades distinguem textos de não-textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Costa Val, em “Radação e Textualidade”, a coerência é o fator fundamental da textualidade (conjunto de características que fazem com que um texto seja um texto, e não uma sequência de frases). Por coerência entendemos que é a configuração conceitual subjacente e responsável pelo sentido do texto, manifestada através da coesão, que é sua expressão no plano lingüístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base no lingüista francês Charolles, Costa Val estabelece quatro requisitos aos quais um texto precisa satisfazer para que seja considerado coerente: continuidade, progressão, não-contradição e articulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuidade se refere à retomada de elementos no decorrer do discurso, ou seja, à retomada de conceitos e idéias, para que o leitor não perca o foco daquilo que está lendo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A progressão é o contrário da continuidade, ou seja, o texto deve retomar seus elementos mas não pode se limitar simplesmente à repetição, é necessário que novas informações sejam sempre acrescentadas aos elementos retomados, ou novos comentários adicionados a um mesmo tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não-contradição baseia-se no respeito aos princípios lógicos elementares. Não se pode afirmar algo e negá-lo em seguida, não apenas no plano explícito, mas também naquilo que se pode concluir por pressuposição ou inferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, a articulação, que é a maneira como os fatos e conceitos apresentados se encadeiam, como se organizam, que papéis exercem uns com relação aos outros, se as idéias têm a ver umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação destes requisitos de coerência pode ser facilitada através do uso de mecanismos lingüísticos adequados, aos quais Dooley &amp; Levinsoh, em “Análise do Discurso”, chamam ligações coesivas ou elos coesivos. Vejamos os principais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.   Expressões descritivas, referentes a entidades mencionadas anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: na semana seguinte, no parágrafo anterior, o irmão da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais expressões se referem a conceitos que foram tratados anteriormente no texto, como o dia anterior, um parágrafo que já foi citado, e uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IDENTIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2.   Repetição – uma expressão é repetida, seja inteira, seja em parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: O diretor da escola saiu do prédio em busca dos alunos que pularam o muro. O diretor é muito intransigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3.   Substituição lexical – as formas em questão são diferentes, mas possuem a mesma denotação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: O avô de Rodrigo pratica vários esportes. O velho esbanja saúde.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;4.   Pronomes – também mantêm identidade de referência com seu antecedente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Rosângela disse que ela precisava levar a menininha ao médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5.   Substituição – identidade parcial de denotação, ou seja, duas coisas são do mesmo tipo, mas são instâncias diferentes daquele tipo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Meu pai comprou um carro novo. Aproveitei e também comprei o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pronome possessivo se refere a outro carro, não ao mesmo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;6.   Elipse – designa co-referência por meio de zero&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: O prefeito acabou de assumir o cargo e ( ) já está planejando uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RELAÇÕES LEXICAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7.   Hiponímia – uma coisa é um subtipo de outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Gosto de esportes. Desde criança jogo futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol é um subtipo de esportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8.   Meronímia – é a relação de uma parte com o todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: O corpo humano é um mecanismo complexo. O braço, por exemplo, é utilizado como alavanca.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;9.   Colocação – é a co-ocorrência de itens que pertencem a um mesmo conjunto lexical.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Junho e Dezembro são meus meses preferidos. Agosto é o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sublinhados pertencem a um mesmo conjunto, meses do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PADRÕES MORFOSSINTÁTICOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10. Identidade flexional – uma sucessão e orações flexionadas da mesma forma indica uma consistência de significado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: A moto ultrapassou pela direita. O pneu traseiro derrapou e o piloto caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os verbos no pretérito perfeito sugerem o registro de eventos dentro de uma narrativa principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;11. Enunciado ecóico – é a repetição total ou parcial de um enunciado anterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Falante A: Como a lua está bonita hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Falante B: É verdade... Como a lua está bonita hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há outras formas de coesão, além destas, que não citaremos aqui. Segundo Dooley &amp; Levinsohn, a estrutura lingüística associada às expectativas e conhecimentos prévios do receptor, contribuem para que este faça uma REPRESENTAÇÃO MENTAL daquilo que lhe foi transmitido. Esta nada mais é que a relação das informações contidas no texto com as experiências pessoais e culturais do receptor, que acontece mentalmente, mas proporcionam sua participação real naquilo que está sendo dito.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi visto, um texto se diferencia de um amontoado de frases a partir do momento que soa coerente ao leitor. Para que essa coerência aconteça, um outro fator deve ser levado em consideração, além da estruturação linguística: os conhecimentos prévios do leitor. Quem constrói um discurso deve ter em mente qual o tipo de receptor e qual seu conhecimento de mundo, para que o discurso satisfaça as expectativas do ouvinte e se faça entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário lembrar que os elementos coesivos servem para facilitar a expressão da coerência, ou acelerar a compreensão do texto por parte do leitor, mas não constituem requisito necessário e obrigatório para que a coerência aconteça. Há textos cuja coesão não está explícita, mas o leitor, por inferência ou pressuposição, consegue extrair seus sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e Textualidade. Martins Fontes, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOOLEY, Robert &amp; LEVINSOHN, Stephen. Análise do Discurso. Vozes, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KOCH, Ingedore. O Texto e a Construção dos Sentidos. Contexto, 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUSSALIN, Fernanda &amp; BENTES, Anna Christina. Introdução à Linguística. Vol. I. Cortez, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4688652716422301460?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4688652716422301460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/o-texto-e-seus-mecanismos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4688652716422301460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4688652716422301460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/o-texto-e-seus-mecanismos-de.html' title='O texto e seus mecanismos de estruturação'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6558149673256641066</id><published>2010-02-07T11:10:00.001-02:00</published><updated>2010-02-07T11:12:17.227-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptação'/><title type='text'>Clássicos ainda são maioria</title><content type='html'>Obras em domínio público são maioria entre os títulos lançados no Brasil. O resultado é irregular, mas há alguns destaques onde a recriação se aproxima da qualidade original&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana chega às livrarias "Triste fim de Policarpo Quaresma", da editora Desiderata. Quem manja alguma coisa de quadrinho nacional deve ter adivinhado, pela menção à editora, se tratar de uma obra em quadrinhos, e não mais uma edição do célebre romance de Lima Barreto (1881 - 1922). Produzido pelos gaúchos Edgar Vasques (desenhos) e Flávio Braga (roteiro), o álbum é o segundo da coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel, que inicialmente foi colocada pelo grupo Ediouro nas mãos da Agir e, a partir de agora, passa para o ramo do grupo mais habituado com as artes visuais (é, a Desiderata reedita material do Pasquim e seus desenhistas, bem como trabalhos de quadrinhistas brasileiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla se sai bem na trans-criação da história de Policarpo Quaresma, homem apaixonado pelo Brasil e devoto a um ideal de brasilidade que não é bem compreendido nem por ele, nem por seus pares. Num sentido trágico moderno, é esta falha na comunicação que acaba por conduzir o personagem a seu desfecho trágico. É fácil adivinhar que o teor da história ajudou a equipe da HQ: ao roteirista, por lhe oferecer um argumento cheio de viradas e evoluções; ao desenhista, por exigir um bom número de personagens e cenários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer uma obviedade, mas o certo é que, na maioria das adaptações recentes, produzidas no Brasil, a opção por clássicos de nossa literatura tem gerado HQs cansativas. De olho no apelo da ideia de que "os quadrinhos podem ser uma ferramenta útil para a educação", as editoras preferem escolher obras consagradas, que já estão em domínio público - o que, claro, implica menos gastos e evita dor de cabeça com agentes literários demasiado exigentes. Além disso, um clássico garante um reconhecimento prévio da adaptação e confere uma certa seriedade, um tanto pomposa, de que os quadrinhos ainda carecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrem na passagem para a linguagem das HQs, particularmente, obras como "A Cartomante", de Machado de Assis (editora Zahar). Na pena do Bruxo, a tragédia se desenrola em âmbito doméstico, com uma pesada carga psicológica; na recriação de Mauricio O. Dias e Flavio Pessoa (desenhista que co-assina o roteiro de Dias), a trama se converte numa história que não vai muito além da história ilustrada. Texto e imagem não conseguem formar um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de se estranhar que textos mais recentes se deem melhor nas mãos de quadrinhistas. Merecem destaque, "Beijo no Asfalto" e "O Pagador de Promessas", raras transposições de textos dramáticos para a arte sequencial. A peça de Nelson Rodrigues foi transformada em graphic novel por Arnaldo Branco (roteiro) e Gabriel Góes (desenhos), em edição da Nova Fronteira. Com uma arte minimalista, em preto e branco, a HQ segura a tensão dramática original e ainda flerta com a imagística dos jornais populares, importantes para a trama. Na adaptação da obra de Dias Gomes pelo gaúcho Eloar Guazzelli, primeiro volume da mesma coleção de "Triste fim de Policarpo Quaresma", a parte visual derrapa um pouco, mas a coloquialidade dos diálogos (ainda atuais) salva a obra do risco do marasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Terror e aventura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA e na França, dois mercados fortes e com identidade própria, se observa a repetição de alguns padrões da realidade brasileira das adaptações quadrinhísticas. Há a mesma predominância de clássicos. O resultado, no entanto, é bem distinto. Afinal, os editores não tentam verter livros como os de Jane Austen, onde predomina o drama relacionado às emoções, aos valores sociais, vividos em salões e entre quatro paredes. Prefere-se apostar em outras tradições, notadamente a dos romances de aventuras e a da literatura de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros títulos da série Ex-Libris, da editora Salamandra, representam bem esta tendência. O "Robinson Crusoé", de Daniel Defoe, ganhou uma versão do francês Christophe Gaultier. É uma das melhores produções de quadrinhos que chegaram ao País no ano passado. O artista optou por trabalhar com uma distribuição de quadros bastante tradicional (que divide a página em células de proporções semelhantes). A esta rigidez, contrapôs um traço autoral sujo e ocasionais deslocamentos entre o texto a imagem, que faz com que esta seja lida como uma interpretação crítica daquela. É notável como o autor transforma o ideário burguês, cristão e colonialista de Defoe, em algo violento, que atinge sobretudo o coadjuvante Sexta-feira, índio antropófago que se torna companheiro do não menos célebre aventureiro Robinson Crusoé na ilha deserta em que este naufragou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A editora já colocou um segundo volume da coleção nas livrarias, o "Frankenstein", de Mary Shelley, recriado pela também francesa Marion Mousse. O trabalho mantém a qualidade do anterior, ainda que sua trama (como no romance) seja um tanto arrastada até a aparição da Criatura. A estética gótica do original se traduz num tracejado grosso, carregado de sombras. Merecem destaques, os cenários campestres e céus sugestivos do terror da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra adaptação recente que merece atenção é "O curioso caso de Benjamin Button". Nas mãos dos roteiristas Nunzio DeFilippis e Christina Weir e do desenhista Kevin Cornell, o texto de F. Scott Fitzgerald tornou-se numa história ilustrada que torna o texto rarefeito através da introdução de passagens em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relançada no começo deste ano, a versão de "O Hobbit", de J.R.R. Tolkien, de Charles Dixon (roteiro) e David Wenzel (desenhos), consegue ser tão boa quanto o romance original. O grande volume de texto e as ilustrações exuberantes exigem uma leitura lenta, de fruição. Destaque para o bom trabalho de cores do álbum e a recriação visual do universo fantástico de Tolkien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Drama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto, Edgar Vasques e Flávio Braga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiderata&lt;br /&gt;2010&lt;br /&gt;72 páginas&lt;br /&gt;R$ 44,90&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Hobbit -  J.R.R. Tolkien, David Wenzel e Charles Dixon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WMF Martins Fontes&lt;br /&gt;2010&lt;br /&gt;136 páginas&lt;br /&gt;R$ 49,80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Diário do Nordeste, 07/02/2010, por Dellano Rios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6558149673256641066?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6558149673256641066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/classicos-ainda-sao-maioria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6558149673256641066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6558149673256641066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/classicos-ainda-sao-maioria.html' title='Clássicos ainda são maioria'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7201189513612464479</id><published>2010-02-05T16:54:00.002-02:00</published><updated>2010-02-05T16:57:24.533-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrita'/><title type='text'>Praticar é o melhor exercício para escrever melhor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2xp9TV2dtI/AAAAAAAAAEs/yQ_bUmO0zIA/s1600-h/a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 276px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2xp9TV2dtI/AAAAAAAAAEs/yQ_bUmO0zIA/s400/a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434835352214206162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, escrever bem passou de luxo à necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque, ao contrário do que se pensava, o computador exige que as pessoas escrevam sempre. É fato que o significado de escrever e a própria linguagem foram profundamente modificados pelo mundo virtual. Com isso, uma boa escrita ficou ainda mais fundamental na hora de conseguir um emprego, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o educador e conhecido escritor Içami Tiba, escrever é tão importante quanto falar bem. "Existem ambientes em que escrever é essencial, como no trabalho", diz. Eliana Silva, professora do Curso de Letras da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), partilha da mesma ideia e acredita que o ato de escrever propicia uma melhor interpretação do mundo. "Escrever bem é desvendar o mundo que envolve a pessoa, de modo que ele possa ser representado de acordo com a visão de quem o observa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso o fato de que tantas pessoas escrevam da mesma forma que falam. "Como escrever corretamente dá trabalho, muita gente prefere fazer isso da maneira mais fácil. Hoje, as pessoas querem fazer o que é rápido, não importa se está certo ou não", lamenta o educador. A professora acrescenta um motivo para a escrita de acordo com a fala. "A provável causa disso é a falta de leitura; a pessoa não possui referências de escrita em que se apoiar; logo, escreve como fala".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, cuidado para não confundir as coisas. Uma frase que já caiu no senso comum é "a boa escrita depende da boa leitura". Mas, não é bem assim. Afinal, a escrita e a leitura são exercitadas em partes diferentes do cérebro. Quem nunca recebeu um e-mail com palavras em que as letras estavam embaralhadas e conseguiu ler todas? "Não é lendo que se aprende a escrever, e sim escrevendo. Escrever é o melhor exercício para escrever melhor", explica Içami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a leitura contribui para um enriquecimento pessoal e pode, em tese, proporcionar melhores ideias na hora de escrever, mas isso não é regra. "A leitura serve, com certeza, para enriquecer o vocabulário, mas não para ensinar a escrever", fala o escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será que vale tudo na hora de ler, até gibi ou aquele e-mail que conta uma piada? Pelo jeito, vale sim, com algumas observações. "Parodiando o verso da música que diz que "toda maneira de amor vale a pena", toda leitura pode contribuir para a formação do escritor, mas isto não depende apenas de modelos de escrita, mas do amadurecimento emocional e intelectual de quem escreve. Vale destacar que não apenas a leitura da palavra é recomendável, como também a leitura de outros códigos, como a imagem, a dança, uma obra arquitetônica", afirma a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliana, que fez mestrado em Linguística e Semiótica pela Universidade de São Paulo (USP), reforça outros pontos que podem contribuir para a formação de um estilo próprio de cada indivíduo. "Sem dúvida alguma a leitura é um excelente hábito que contribui para a prática da escrita; contudo, para o desenvolvimento da boa escrita, que é outra coisa, importa que sejam observados no texto lido alguns aspectos: a informação nele contida, o vocabulário empregado pelo autor, a sintaxe do texto, isto é, o arranjo das palavras nas frases e das frases no texto, além da intenção comunicativa de quem o escreveu, sim, pois quem escreve bem sempre o faz com um propósito previamente definido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para escrever bem, é necessário escrever. E sempre. A leitura serve de apoio, pois traz mais vocabulário, deixando o texto bem elaborado. Içami, que lançou recentemente o livro "Família de Alta Performance" (Integrare, 2009), conta que o exercício da escrita melhora com a prática. "Quanto mais se escreve, mais rápido se faz isso, principalmente se o texto não for cópia. Com o tempo, o raciocínio também se torna mais veloz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Vila Sucesso, 05/02/2010, por Priscilla Nery.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7201189513612464479?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7201189513612464479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/praticar-e-o-melhor-exercicio-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7201189513612464479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7201189513612464479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/praticar-e-o-melhor-exercicio-para.html' title='Praticar é o melhor exercício para escrever melhor'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2xp9TV2dtI/AAAAAAAAAEs/yQ_bUmO0zIA/s72-c/a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-1877943383366581488</id><published>2010-02-04T10:09:00.000-02:00</published><updated>2010-02-04T10:10:22.939-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><title type='text'>Clássicos da literatura psicológica tratam da condição do ser humano</title><content type='html'>Em "Mrs. Dalloway", Virginia Woolf acompanha as atividades e, principalmente, os pensamentos de algumas pessoas cujas vidas de algum modo se relacionam com Clarissa Dalloway, protagonista da trama. Partindo da crise de um indivíduo, a autora aponta para a crise da classe a que este pertence, e, logo, também para a da sociedade como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido por seus contos, o escritor Anton Tchekhov pintou a Rússia rural e matizou as pequenezas da condição humana em seus textos. No livro "Um Homem Extraordinário", o escritor caracteriza os personagens e as situações de forma psicológica ao ponto de eles influenciarem certas reviravoltas no enredo. Tchekhov transcende o cotidiano por meio de detalhes que exacerbam a vida dos reles humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escrita de Lygia Fagundes Telles percebemos a contemporização de experiências pessoais e até ficcionais para narrar com serenidade e inquietação parábolas de vidas animadas e inanimadas. Em "Invenção e Memória", a autora consegue tecer o tragicômico de maneira comovente, além de entrelaçar as potências criativas de sua memória e invenção ao longo das décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 1951, "O Apanhador no Campo de Centeio", do escritor norte-americano J.D. Salinger, morto na última quarta-feira (27), narra as aventuras do adolescente Holden Caufield pela estrada até as ruas noturnas de Nova York. A viagem não é apenas externa, mas, principalmente, pelo interior do jovem em um período crucial do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um nariz que abandona o rosto de um oficial de São Petersburgo e decide ter vida própria. Nikolai Gógol utilizou-se deste surto narrativo em "O Nariz" para retratar, de forma satírica, a sociedade russa do século 19. Com temática absurda, Gógol deturpou não só a ordem das coisas mundanas, como também a visão que temos sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último, a peça "Esperando Godot", na qual o dramaturgo, romancista e poeta irlandês Samuel Beckett conta sobre a vida de dois vagabundos que aguardam infinitamente, em um descampado, a vinda do misterioso senhor Godot, que nunca aparece. Uma espécie de vazio preenchido que cada um guarda, porém ninguém assume diante do espelho quanto mais de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Folha Online, 04/02/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-1877943383366581488?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/1877943383366581488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/classicos-da-literatura-psicologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1877943383366581488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1877943383366581488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/classicos-da-literatura-psicologica.html' title='Clássicos da literatura psicológica tratam da condição do ser humano'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5362049438993460190</id><published>2010-02-01T11:41:00.001-02:00</published><updated>2010-02-01T11:45:06.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Big Bother Brasil</title><content type='html'>Texto bem interessante!&lt;br /&gt;Leiam e reflitam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Big Bother Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Curtir o Pedro Bial&lt;br /&gt;  E sentir tanta alegria&lt;br /&gt;  É sinal de que você&lt;br /&gt;  O mau-gosto aprecia&lt;br /&gt;  Dá valor ao que é banal&lt;br /&gt;  É preguiçoso mental&lt;br /&gt;  E adora baixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Há muito tempo não vejo&lt;br /&gt;  Um programa tão 'fuleiro'&lt;br /&gt;  Produzido pela Globo&lt;br /&gt;  Visando Ibope e dinheiro&lt;br /&gt;  Que além de alienar&lt;br /&gt;  Vai por certo atrofiar&lt;br /&gt;  A mente do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Me refiro ao brasileiro&lt;br /&gt;  Que está em formação&lt;br /&gt;  E precisa evoluir&lt;br /&gt;  Através da Educação&lt;br /&gt;  Mas se torna um refém&lt;br /&gt;  Iletrado, 'zé-ninguém'&lt;br /&gt;  Um escravo da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Em frente à televisão&lt;br /&gt;  Lá está toda a família&lt;br /&gt;  Longe da realidade&lt;br /&gt;  Onde a bobagem fervilha&lt;br /&gt;  Não sabendo essa gente&lt;br /&gt;  Desprovida e inocente&lt;br /&gt;  Desta enorme 'armadilha'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cuidado, Pedro Bial&lt;br /&gt;  Chega de esculhambação&lt;br /&gt;  Respeite o trabalhador&lt;br /&gt;  Dessa sofrida Nação&lt;br /&gt;  Deixe de chamar de heróis&lt;br /&gt;  Essas girls e esses boys&lt;br /&gt;  Que têm cara de bundão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O seu pai e a sua mãe,&lt;br /&gt;  Querido Pedro Bial,&lt;br /&gt;  São verdadeiros heróis&lt;br /&gt;  E merecem nosso aval&lt;br /&gt;  Pois tiveram que lutar&lt;br /&gt;  Pra manter e te educar&lt;br /&gt;  Com esforço especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Muitos já se sentem mal&lt;br /&gt;  Com seu discurso vazio.&lt;br /&gt;  Pessoas inteligentes&lt;br /&gt;  Se enchem de calafrio&lt;br /&gt;  Porque quando você fala&lt;br /&gt;  A sua palavra é bala&lt;br /&gt;  A ferir o nosso brio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Um país como Brasil&lt;br /&gt;  Carente de educação&lt;br /&gt;  Precisa de gente grande&lt;br /&gt;  Para dar boa lição&lt;br /&gt;  Mas você na rede Globo&lt;br /&gt;  Faz esse papel de bobo&lt;br /&gt;  Enganando a Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Respeite, Pedro Bienal&lt;br /&gt;  Nosso povo brasileiro&lt;br /&gt;  Que acorda de madrugada&lt;br /&gt;  E trabalha o dia inteiro&lt;br /&gt;  Dar muito duro, anda rouco&lt;br /&gt;  Paga impostos, ganha pouco:&lt;br /&gt;  Povo HERÓI, povo guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enquanto a sociedade&lt;br /&gt;  Neste momento atual&lt;br /&gt;  Se preocupa com a crise&lt;br /&gt;  Econômica e social&lt;br /&gt;  Você precisa entender&lt;br /&gt;  Que queremos aprender&lt;br /&gt;  Algo sério - não banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Esse programa da Globo&lt;br /&gt;  Vem nos mostrar sem engano&lt;br /&gt;  Que tudo que ali ocorre&lt;br /&gt;  Parece um zoológico humano&lt;br /&gt;  Onde impera a esperteza&lt;br /&gt;  A malandragem, a baixeza:&lt;br /&gt;  Um cenário sub-humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A moral e a inteligência&lt;br /&gt;  Não são mais valorizadas.&lt;br /&gt;  Os "heróis" protagonizam&lt;br /&gt;  Um mundo de palhaçadas&lt;br /&gt;  Sem critério e sem ética&lt;br /&gt;  Em que vaidade e estética&lt;br /&gt;  São muito mais que louvadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não se vê força poética&lt;br /&gt;  Nem projeto educativo.&lt;br /&gt;  Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;  Já tornou-se imperativo.&lt;br /&gt;  O que se vê realmente&lt;br /&gt;  É um programa deprimente&lt;br /&gt;  Sem nenhum objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Talvez haja objetivo&lt;br /&gt;  "professor", Pedro Bial&lt;br /&gt;  O que vocês tão querendo&lt;br /&gt;  É injetar o banal&lt;br /&gt;  Deseducando o Brasil&lt;br /&gt;  Nesse Big Brother vil&lt;br /&gt;  De lavagem cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Isso é um desserviço&lt;br /&gt;  Mal exemplo à juventude&lt;br /&gt;  Que precisa de esperança&lt;br /&gt;  Educação e atitude&lt;br /&gt;  Porém a mediocridade&lt;br /&gt;  Unida à banalidade&lt;br /&gt;  Faz com que ninguém estude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É grande o constrangimento&lt;br /&gt;  De pessoas confinadas&lt;br /&gt;  Num espaço luxuoso&lt;br /&gt;  Curtindo todas baladas:&lt;br /&gt;  Corpos "belos" na piscina&lt;br /&gt;  A gastar adrenalina:&lt;br /&gt;  Nesse mar de palhaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Se a intenção da Globo&lt;br /&gt;  É de nos "emburrecer"&lt;br /&gt;  Deixando o povo demente&lt;br /&gt;  Refém do seu poder:&lt;br /&gt;  Pois saiba que a exceção&lt;br /&gt;  (Amantes da educação)&lt;br /&gt;  Vai contestar a valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A você, Pedro Bial&lt;br /&gt;  Um mercador da ilusão&lt;br /&gt;  Junto a poderosa Globo&lt;br /&gt;  Que conduz nossa Nação&lt;br /&gt;  Eu lhe peço esse favor:&lt;br /&gt;  Reflita no seu labor&lt;br /&gt;  E escute seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E vocês caros irmãos&lt;br /&gt;  Que estão nessa cegueira&lt;br /&gt;  Não façam mais ligações&lt;br /&gt;  Apoiando essa besteira.&lt;br /&gt;  Não deem sua grana à Globo&lt;br /&gt;  Isso é papel de bobo:&lt;br /&gt;  Fujam dessa baboseira..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E quando chegar ao fim&lt;br /&gt;  Desse Big Brother vil&lt;br /&gt;  Que em nada contribui&lt;br /&gt;  Para o povo varonil&lt;br /&gt;  Ninguém vai sentir saudade:&lt;br /&gt;  Quem lucra é a sociedade&lt;br /&gt;  Do nosso querido Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E saiba, caro leitor&lt;br /&gt;  Que nós somos os culpados&lt;br /&gt;  Porque sai do nosso bolso&lt;br /&gt;  Esses milhões desejados&lt;br /&gt;  Que são ligações diárias&lt;br /&gt;  Bastante desnecessárias&lt;br /&gt;  Pra esses desocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A loja do BBB&lt;br /&gt;  Vendendo só porcaria&lt;br /&gt;  Enganando muita gente&lt;br /&gt;  Que logo se contagia&lt;br /&gt;  Com tanta futilidade&lt;br /&gt;  Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;  Que nunca terá valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Chega de vulgaridade&lt;br /&gt;  E apelo sexual.&lt;br /&gt;  Não somos só futebol,&lt;br /&gt;  baixaria e carnaval.&lt;br /&gt;  Queremos Educação&lt;br /&gt;  E também evolução&lt;br /&gt;  No mundo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cadê a cidadania&lt;br /&gt;  Dos nossos educadores&lt;br /&gt;  Dos alunos, dos políticos&lt;br /&gt;  Poetas, trabalhadores?&lt;br /&gt;  Seremos sempre enganados&lt;br /&gt;  e vamos ficar calados&lt;br /&gt;  diante de enganadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Barreto termina assim&lt;br /&gt;  Alertando ao Bial:&lt;br /&gt;  Reveja logo esse equívoco&lt;br /&gt;  Reaja à força do mal.&lt;br /&gt;  Eleve o seu coração&lt;br /&gt;  Tomando uma decisão&lt;br /&gt;  Ou então: siga, animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Salvador, 16 de janeiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Autor:&lt;/span&gt; Antonio Barreto, cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5362049438993460190?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5362049438993460190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/big-bother-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5362049438993460190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5362049438993460190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/02/big-bother-brasil.html' title='Big Bother Brasil'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-7346293706792327191</id><published>2010-01-23T16:46:00.002-02:00</published><updated>2010-01-23T16:49:17.345-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Artigo: Poder, glória e morte do romance</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Raimundo Carrero &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação recente do livro A cultura do romance (CosacNaify), organizado por Franco Moretti, coloca a ficção no centro dos debates literários e culturais imediatos. Algo que parece antigo e que, no entanto, se renova a todo instante, sobretudo numa época em que a tradição é profundamente desrespeitada. É por isso que se proclama a morte do romance que, aliás, não pode morrer, pelo simples fato de que não existe. O romance não existe? Não, não existe. Faz tempo foi morto e sepultado. Só não viu quem não quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram tantas as revoluções, tantas as mudanças, tantas as alterações radicais, que o romance precisou morrer para viver; numa espécie de ascetismo que, parece, a própria Igreja Católica agora desconhece. Não foi sem espanto que, no começo do século passado, portanto há um século, Georg Lukács viu esta morte tão próxima – posição revista depois. E que Ferenc Fehér tentou restaurar tempos adiante em O romance está morrendo (Paz e Terra, 1977), com brilhante introdução de Leandro Konder. É natural, assim, que a ficção, ao longo de sua vida e sobrevida, tenha enfrentado tantos obituários e profecias. Basta um olhar na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro A cultura do romance – parte ainda menor de um projeto ambicioso que engloba mais quatro volumes – aborda várias questões essenciais em artigos assinados por Mario Vargas Llosa, por exemplo – cujo trabalho já se tornou clássico; ou, como se dizia antigamente, já nasceu clássico – e é dividido em quatro grandes painéis : “O romance se faz espaço”, “Narração e mentalidade”, “Gente que escreve, gente que lê” e “Narrar a modernidade”, que mostra a dimensão do esforço de Moretti. E, em certo sentido, chega a dividir, em dois, o escritor e o autor de romances, segundo a expressão de Benedetto Croce, registrada no artigo “O romance é concebível sem o mundo moderno”, de Claudio Magris – e já estamos na página 1013. Uma ironia, sem dúvida, uma grave ironia, até porque Croce se referia a Alberto Moravia, um notório vendedor de histórias, descuidando da estética ficcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, sem razão, que Magris acentua: Croce não parece um adepto do romance, elegendo a poesia como centro da estética literária. Aí temos o início de um debate que se anuncia, por assim dizer, eterno. Na verdade, Lucáks tinha razão quando procurou e não achou nos romances do século 19 aquela construção artística que moveu a epopeia. Até pelo óbvio: romance é romance, epopeia é epopeia. Dois tipos de literatura essencialmente opostas. A epopeia, pela própria natureza, a reunir poema e prosa, épica, enquanto o romance, sobretudo a partir de Dom Quixote, envolvido no particular, no privado, mais solitário do que qualquer outra manifestação artística. Konder chama a atenção para este detalhe – seria mesmo apenas um detalhe? – de fundamental importância para a história do romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Quixote se movia com base num a priori abstrato diante da vida. Os romances do século 19 prescindem desse a priori e se fundem em outro tipo de adaptação: seus heróis não partem para a ativa correção do mundo. Limitam-se a sofrer em decorrência do fato de que a alma deles é mais ampla do que os destinos que o mundo pode lhes oferecer. Perde-se, então, toda e qualquer simbolização épica, a forma se dissolve em uma sucessão nebulosa de estados d'alma, a fábula cede lugar à análise psicológica. O ponto alto dessa segunda espécie de romances seria – segundo o Lukács de 1916 – a Educação sentimental, de Flaubert. Vem daí, ironicamente, as expressões “escritor” e “autor de romances”, tendo o primeiro um alto grau de afirmação estética, e o segundo um desejo continuada de apenas contar histórias. Entreter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é sem sentido dizer que Joyce procurou os caminhos do romance moderno – tenho medo sempre das expressões moderno, pós-moderno, contemporâneo – tanto na estética literária quanto na épica, tendo, por isso mesmo, retomado a figura do herói epopéico e solitário, sozinho, ao mesmo tempo: Ulisses. Não é por acaso que essas coisas acontecem. Procurava-se filiar à antiga tradição sem deixar de lado e, portanto, sem esquecer, os “estados d'alma” do homem contemporâneo. Ou não é Ulisses, a seu modo, uma epopeia? Ou não é Ulisses, também a seu modo, um Dom Quixote, tentando derrotar os moinhos de vento do homem solitário e aflito? Sem esquecer, também, que a teologia é um dos temas básicos da obra de Joyce. Deus no centro do destino humano – há toda uma teologia em Retrato do artista quando jovem ou até mesmo em Ulisses, cujo início se dá com uma bênção religiosa. No Brasil, a retomada da epopeia sem que o romance perca as contribuições da modernidade estão, por exemplo, em Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, e A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, com seus heróis – Riobaldo, de um lado; e Quaderna, do outro – revendo o mundo com seus feitos brilhantes, enquanto mergulham numa luta interior, ainda que não psicológicas, para efeito de análises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A barreira da tradição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Ulisses rompe a barreira da tradição – embora com ela e nela – em busca da epopeia e junto com o romance de Dostoiévski e Tosltói – para citar os mais extraordinários do século 19 – reúne-se a Flaubert – o Flaubert técnico e revolucionário das formas literárias – e a Dujardin – o criador do monólogo interior – para avançar na proposta de um novo e grande romance do século 20. O homem definitivamente entregue à sua solidão. Portanto, talvez a partir daí e apesar das experiências anteriores, o romance vá se tornar, sem dúvida, o romance mesmo, com suas amplas possibilidades de renovação e, logo em seguida, perdendo algumas características, morto e sepultado, com os caminhos que vão se abrindo ao longo dos séculos. Em Joyce, já com Finnegans Wake, a técnica do romance tradicional desaba completamente, embora nos anos posteriores avance em pontos decisivos e tente o retorno em outros. Sem falar mais tarde no novo romance francês, com Alain Robbe-Grillet e Nathalie Sarraute, entre outros. O romance, na sua feição tradicional, está morto. E para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a um impasse? Não, há um verdadeiro e radical impasse? Não. A pluralidade e a heterogeneidade marcam as veias abertas da ficção. Por exemplo, os bons contadores de histórias, ou “autores de romances”, têm, é claro, a preferência das editoras, e, em dose ainda maior, dos leitores, enquanto os artífices do romance, da novela e do conto, procuram contribuir para os caminhos que se abrem. Alguns, inclusive, procuram a conciliação. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Chegamos ao que costumo chamar de simplicidade com sofisticação, cujo mestre em absoluto, é preciso dizer, vem do século 19. Chama-se Machado de Assis, o Bruxo. Nessa linhagem, procura-se a sofisticação técnica, o artesanato, a elaboração paciente, sem perder de vista a simplicidade que seduz o leitor comum. Lembre-se, ainda, aqui, o trabalho de Autran Dourado, estratégico e a lançar mão do lugar-comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma versão da história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Casmurro torna-se um dos romances mais sofisticados da literatura ocidental justo por reunir estas duas qualidades que se dirigem, ao mesmo tempo, ao leitor e ao artista. O interessante é que Dom Casmurro não é sequer um romance – cujo rótulo desaparece completamente – mas uma versão da história, talvez uma versão do romance, embora sua origem esteja numa peça de teatro de Shakespeare. Todos sabem de cor: Otelo. A história, segundo Machado, não contempla Capitu – trata-se de uma personagem ausente, no sentido da sua manifestação como mulher e personagem, aquela que nem pode falar – uma verdadeira personagem de criação indireta, conforme analiso no meu livro A preparação do escritor (Iluminuras, 2009). Ou seja, ela só existe na cabeça do personagem Bentinho – também narrador – e nunca fora dela. Ela é criada por ele. Tão “nunca fora dela” que o próprio título da obra seduz o leitor, mas não corresponde ao conteúdo literário. Ou seja, chama-se Dom Casmurro apenas para homenagear o poeta que não gostou do narrador, o poeta abusado do trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é, sem dúvida, a primeira grande sofisticação de Machado: colocar um título que não tem nada com o romance – não existia dom Casmurro algum no momento em que a história se desenvolve – seduzindo e driblando o leitor porque, apesar da gravidade da história e da sua personagem, “não achei melhor título para a minha narração”. Não? E por quê? “Tudo por estar cochilando”. Não é aí que ele parece dizer que cochilou a vida inteira e que, por isso mesmo, não percebeu com clareza os movimentos de Capitu? E por que cochilou não pode dar ao livro o verdadeiro título depois utilizado por Fernando Sabino: O amor de Capitu. Percebam bem a estratégia: tirar dos olhos do leitor o nome da mulher amada e polêmica, para que o leitor não se fixasse nele, de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se não há um romance, mas uma versão do romance, porque só é revelado aquilo que interessa a Bentinho, a sofisticação é escondida pela simplicidade. De tamanha simplicidade que o narrador anuncia que vai mentir e o leitor nem se preocupa com a armadilha. E se não há um romance, mas uma versão, fugindo das regras tradicionais da narrativa, pode-se concluir mesmo que o romance morreu. Assim como morreu para Clarice Lispector ou para João Gilberto Noll, ou para Sérgio Sant'Anna, ou para Cristóvão Tezza, por exemplo. Portanto, se considerarmos as técnicas tradicionais, podemos confirmar a morte do romance, embora ele continue vivo conforme a classificação do autor ou dos autores. Sem esquecer a frase popular: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. (Raimundo Carrero).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Raimundo Carrero é autor de, entre outros, A minha alma é irmã de Deus (Record), que recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, em 2009; e de Somos pedras que se consomem (Iluminuras), Prêmio Jabuti, em 2000.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Jornal do Brasil, 22/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-7346293706792327191?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/7346293706792327191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-poder-gloria-e-morte-do-romance.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7346293706792327191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/7346293706792327191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-poder-gloria-e-morte-do-romance.html' title='Artigo: Poder, glória e morte do romance'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-9032816377525648186</id><published>2010-01-23T16:43:00.002-02:00</published><updated>2010-01-23T16:46:21.719-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><title type='text'>Digitalize seus cadernos enquanto escreve</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1tD2H8gIsI/AAAAAAAAAEE/4fsNOZndQaE/s1600-h/60423-1_caneta_digital_MAXPRINT_post.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1tD2H8gIsI/AAAAAAAAAEE/4fsNOZndQaE/s400/60423-1_caneta_digital_MAXPRINT_post.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430008372850074306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com a caneta digital é possível guardar imagens digitalizadas de textos, e se desfazer do caderno depois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardar cadernos é um problema: as folhas se deterioram, ocupam um espaço e principalmente: não são indexáveis. Para achar um trecho é preciso checar todas as páginas, e às vezes nem assim encontra-se o que queria. Com uma caneta digital, a situação seria diferente: enquanto você escreve – escreve mesmo, com carga normal e substituível, encontrada em papelarias – um receptor reconhece a posição das letras no papel e armazena o texto em uma imagem digitalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para saber se já dá para trocar sua Bic por uma dessas, testamos a caneta digital da Maxprint. Ela vem num estojinho de metal junto com um receptor recarregável – com capacidade para armazenar até 100 páginas A4 – e um cabo USB, para transferência das imagens digitalizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso é bem simples: basta posicionar o receptor no topo da página e utilizar a caneta normalmente. Um software de reconhecimento de escrita (OCR) para PC acompanha o kit, e possibilita a conversão da imagem da folha manuscrita em texto digital. Funciona até para letras garranchadas, mas falha em alguns casos, como ao escrever fórmulas matemáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caneta também tem uma interessante função “mouse”: enquanto o receptor estiver conectado ao PC, é possível usar a caneta como em um tablet, sem necessariamente precisar de uma superfície de apoio – estranhamente, é possível usar a caneta “no ar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona em Windows 2000, XP ou Vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vantagem: &lt;/span&gt;muito fácil de usar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Desvantagem:&lt;/span&gt; não vai converter em texto as suas anotações das aulas de cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Caneta Digital Maxprint&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quanto: &lt;/span&gt;R$350&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.maxprint.com.br"&gt;www.maxprint.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Blog Geeking, 22/01/2010, por Jacqueline Lafloufa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-9032816377525648186?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/9032816377525648186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/digitalize-seus-cadernos-enquanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9032816377525648186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/9032816377525648186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/digitalize-seus-cadernos-enquanto.html' title='Digitalize seus cadernos enquanto escreve'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1tD2H8gIsI/AAAAAAAAAEE/4fsNOZndQaE/s72-c/60423-1_caneta_digital_MAXPRINT_post.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5185292045222712904</id><published>2010-01-20T14:23:00.001-02:00</published><updated>2010-01-20T14:26:40.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letras'/><title type='text'>A concepção de língua como totalidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Maria Rosilane Romero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;No tempo dos nossos avós era assim: os pais colocavam os filhos na escola para aprenderem a ler, escrever e contar... Eram as habilidades básicas para o aluno ser considerado letrado e dar conta das demandas sociais mais prementes. Nesse contexto, a língua era vista em sua totalidade, com características interdisciplinares, e a aprendizagem da leitura e da escrita se dava quase de forma inconsciente, sem a dificuldade hoje alardeada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a evolução dos tempos, os conceitos estruturalistas se impuseram e surgiu a necessidade de enfatizar a metalinguagem em detrimento da leitura e da escrita. Então, com base no princípio de que uma determinada teoria conduz a uma prática imediata na aprendizagem, o ensino focalizou a face formal do sistema linguístico, descolando-a do conteúdo, o significado, já que o entendimento pedagógico era que competia ao aluno conhecer a estrutura e o funcionamento do sistema, produzir a junção dos componentes no momento do uso, para obter o resultado esperado: ler e escrever com correção e autonomia, porque dominava o funcionamento da língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa perspectiva teórico-metodológica, de caráter positivista, fragmentária e reprodutiva, vigorou por muitos anos e ainda tem não poucos seguidores. Pode até ter ensinado os princípios da estrutura da língua, mas não produziu, na grande maioria dos estudantes, uma visão refletida e crítica do mundo, porque gerou, entre outros, o padrão e o modelo, a univocidade, ou a mera reprodução, deixando lacunas na formação do estudante e, por extensão, na sua visão de mundo, cujas implicações no contexto sociopolítico brasileiro, até hoje, são nefastas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos em nosso entorno, perceberemos que as produções teóricas que contemplam, densamente, o todo ganham hoje mais força e, nessa concepção, é necessário repensar a metodologia do ensino da língua, tendo em vista a indissociabilidade de forma e conteúdo, sem desconsiderar os seus componentes internos, entendendo-os, no entanto, como imanentes, como constituintes da totalidade. Buscar a totalidade, na visão de Cury (1985), “significa pretender uma visão que seja capaz de conectar dialeticamente um processo particular com outros processos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a língua deve apresentar-se como um fazer inacabado, dinâmico, incapaz de fechamento para essa ou aquela área do conhecimento, para essa ou aquela forma dialetal, para essa ou aquela modalidade comunicativa, para essa ou aquela inserção social. Entendemos que essa postura é o modo mais adequado de dar espaço à diferença ou à singularidade, tanto em nível linguístico, destacando-se as variantes dialetais, como em nível ideológico, reconhecendo-a como ferramenta de poder, sem deixar de considerar a subjetividade, característica intrínseca do uso linguístico, que cobre a fruição, a imaginação e o estilo, livrando-a dos rígidos limites da positivização ainda renitente e, não raras vezes, preconceituosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, considerar forma separada do conteúdo, exceto quando exclusivamente com a finalidade de investigação científica, é contrariar a concepção dialética e, nos seus desdobramentos, a categoria da totalidade e o princípio da interdisciplinaridade, tendo esta como propósito a busca da unidade imanente do conhecimento sem extinguir sua própria especificidade. Levar em conta esses dois fatores na abordagem do ensino da língua portuguesa implica refletir sobre a falta de relevância dos conteúdos na metodologia tradicional e superar a cisão teoria/prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, sugere-se adotar uma postura interativa, em que professor e aluno construam o conhecimento através de práticas investigativas, assumindo as diferenças linguísticas como produto histórico-cultural e entendendo as implicações políticas das diferenças. Essa postura não é recente, nem localizada, mas há muito tempo já os programas do MEC vêm sugerindo dinâmicas não segmentadas e reducionistas no ensino como um todo, a partir de conceitos de aprendizagem em que o aluno não mais aprende decorando o conteúdo, mas exercitando habilidades para adquirir competências, o que permite uma apropriação mais totalizante do ato de ler e de escrever. Esses conceitos permitem, na mutualidade – habilidades cognitivas/conhecimento – , consagrar a vivência da linguagem como prática social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, enfatizamos que a metodologia não existe para além das condições concretas (materiais, intelectuais, políticas...) da produção e socialização do conhecimento e que é constituída por um conjunto de ideias e proposições que têm como função vincular o conhecimento à prática social. E, retomando as palavras iniciais, quer nos parecer que a categoria da totalidade associada ao princípio da interdisciplinaridade na concepção linguística de caráter dialético contribui para uma atividade pedagógica de caráter emancipador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nossos avós e pais cogitavam legitimamente uma formação escolar que pudesse dar mais instrumental para os seus descendentes superarem os limites da existência, por que não aprofundarmos, teórica e praticamente, a linguagem como parte de um projeto autônomo de pessoas que vivam uma sociedade realizadora do gênero humano de modo a superar as contradições que inibem tal realização? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Maria Rosilane Romero é professora do Departamento de Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Jornal Gazeta do Sul, 19/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5185292045222712904?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5185292045222712904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/concepcao-de-lingua-como-totalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5185292045222712904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5185292045222712904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/concepcao-de-lingua-como-totalidade.html' title='A concepção de língua como totalidade'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-1244869577478575508</id><published>2010-01-18T15:33:00.002-02:00</published><updated>2010-01-18T19:17:35.988-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clássicos'/><title type='text'>Ivan Lessa: Por que ler os clássicos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Colunista comenta livro de escritor italiano que define o que é um 'clássico'.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Companhia das Letras está lançando uma edição especial de dois ensaios do escritor italiano Italo Calvino. É um livro pequeno, de capa dura, de impressão e diagramação impecáveis e que se destina a celebrar a união entre a Penguin e a Companhia, que juntas lançarão os clássicos no Brasil, a partir do ano corrente. O primeiro ensaio é o que dá título a estas linhas, assim mesmo, sem interrogação e de acordo com o abominável "acordo ortográfico" da Língua Portuguesa em vigor, supostamente, desde o ano passado, mas que, felizmente, virou e continuará a ser apenas mais uma reforma ortográfica brasileira. E acabaram as objeções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive paixão pelo Calvino, a quem trato com a maior intimidade, e achava que tinha lido tudo dele, ao menos em ficção, mas confesso que não conhecia nem o que dá título ao esplêndido opúsculo nem o segundo, As odisséias na Odisséia, que eu grafo, implicante que sou, com o acentinho para mim clássico há décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me desbundou, como dizem os eminentes críticos literários, foi o Por que ler os clássicos. Vinte e duas páginas apenas, mas argumentadas com a clareza e a concisão de quem - impossível evitar dizê-lo - já virou um clássico. Clássico moderno, ao menos, embora não seja a eles que Calvino esteja se referindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar e lúcido, Calvino vai enumerando as razões para se ler um clássico. Como se estivesse dizendo a coisa mais óbvia do mundo. Aqui entro eu, metido a besta, e já vou peruando: mas a definição de um clássico é precisamente a de dar a impressão de ser a coisa mais óbvia do mundo, só que não tínhamos reparado antes por excessivo respeito ou mesmo medo. Não é preciso tratá-los aos pontapés, vou dialogando com o mestre italiano, mas ir aos poucos, página após página, neles reconhecendo um velho, ou melhor novo, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara, Calvino estabelece o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: 'Estou relendo...' e nunca 'Estou lendo'..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue costurando com agulha de ouro, feito aquele alfaiate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como inconsciente coletivo ou individual."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais umazinhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou parar de citar, ou copiar, para não tirar o prazer de quem tiver o bom senso de se chegar ao ensaio, aliás já publicado pela própria Companhia em 1991. Só mais unzinho antes de eu dar minhas peruadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança de antigos talismãs."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de atravessar as tais 22 páginas, se me ocorreu um pensamento, para variar nada original. Tudo que Calvino explicita em suas linhas pode ser aplicado a todas as artes. No meu caso, principalmente as populares. Como apreciar jazz sem conhecer seus clássicos? Ou seja, Buddy Bolden, Jelly Roll Morton, Kid Ory, King Oliver, Louis Armstrong. Cabe neles a argumentação de Calvino como uma luva, para usar de um símile também clássico, só que sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cinema? Ponto por ponto válido para cinema toda e qualquer ponderação calviniana. O menino ou a menina gostaram de Avatar? Tudo bem. Agora cheguem-se a Griffith, Murnau, Eisenstein, von Stroheim e a lista, como em tudo mais, segue por aí afora até ontem mesmo, se quiserem.. E não, eu não esqueci o samba, não, senhor: Pixinguinha, Donga, Sinhô, Orestes Barbosa, Ismael Silva, Noel Rosa, gente que não acaba mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vai melhor com um clássico. Até mesmo Coca-Cola e, principalmente, Guaraná Antarctica, este também, em sua categoria, um clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;O Estado de São Paulo, 18/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-1244869577478575508?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/1244869577478575508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/ivan-lessa-por-que-ler-os-classicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1244869577478575508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1244869577478575508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/ivan-lessa-por-que-ler-os-classicos.html' title='Ivan Lessa: Por que ler os clássicos'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3411871201289786222</id><published>2010-01-17T15:33:00.002-02:00</published><updated>2010-01-18T19:21:07.661-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><title type='text'>Teóricos literários e suas contribuições para a interpretação</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Rosemary Conceição dos Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas são as discussões, aplicadas à leitura e interpretação, que repensaram definições e papéis dos objetos do estudo literário, que são, tradicionalmente, o autor, o texto, o leitor e os contextos que envolvem cada um deles. Dentre estas, autores como Ezra Pound, Roman Jakobson, Platão, Aristóteles, Anatol Rosenfeld e Viktor Chklóvski podem, entre outros, ter suas considerações estudadas para viabilizar a compreensão de aspectos da teoria literária, em especial, da interpretação do poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pound, crítico literário e tradutor, tem, em tudo o que diz sobre poesia e arte, ampla aceitação dos teóricos e críticos de tradução do mundo, e, baseando-se nos seus estudos, conceitua literatura como “novidade que permanece novidade”, condenando como “mau crítico” aquele que analisa o poeta e o artista, e não a obra por este realizada. Jakobson, nascido em Moscou, e grande estudioso de lingüística, desenvolveu a Teoria das Funções da Linguagem, elegendo, para o estudo do poema, e da prosa poética, duas delas, a saber, a função poética, que destaca a forma como a mensagem é organizada, e a função emotiva, que valoriza a subjetividade do remetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudados em seqüência, com Aristóteles se contrapondo à teoria de Platão, temos que, para Platão, existe um mundo das idéias, onde está toda a perfeição, o que torna o mundo em que vivemos, uma cópia imperfeita do primeiro mundo, e a arte, por sua vez, mais ainda imperfeita, pois, estaria, esta, três vezes afastada da realidade. Para Aristóteles, diferente de Platão, a arte é para o prazer, sendo todas as suas modalidades dependentes da mímese (imitação), e com a possibilidade de nela existir a verossimilhança, ou seja, uma verdade que faça sentido para a arte, independente de fazer sentido para a -vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Anatol Rosenfeld, crítico alemão, principalmente de filosofia e interpretação literária, entendendo a manifestação verbal imediata de uma emoção, ou de um sentimento, como ponto de partida da Lírica, admite que, em poesia, sempre prevalecerá a fusão da alma que canta com o mundo, não havendo distância entre poeta e mundo. Por sua vez, Chklóvski, crítico literário e cenógrafo russo, admite a existência de um efeito, criado pela obra de arte literária, a nos distanciar (ou estranhar) em relação ao modo comum como apreendemos o mundo, e a própria arte, por ele chamado de “estranhamento”, o que nos permitiria entrar numa dimensão nova, só visível pelo olhar estético ou artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes autores, portanto, abordam os “modos de fazer” e os “modos de dizer” a interpretação do texto poético e da prosa poética. O que nos permite, confrontando suas discussões teóricas sobre interpretação, atuar com muito mais pertinência na prática de análise de textos literários, especialmente, dos poéticos. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;(*) Rosemary Conceição dos Santos é pós-doutora em Cognição, Leitura e Literatura pela USP-RP.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Gazeta de Ribeirão, 17/01/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3411871201289786222?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3411871201289786222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/teoricos-literarios-e-suas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3411871201289786222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3411871201289786222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/teoricos-literarios-e-suas.html' title='Teóricos literários e suas contribuições para a interpretação'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6854560479721962729</id><published>2010-01-17T15:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-17T15:28:19.808-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Editor fala de como uma tradução pode piorar ou até melhorar um texto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NIqnM7MjI/AAAAAAAAAD8/hp1zJ1Df6BI/s1600-h/81645.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 147px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NIqnM7MjI/AAAAAAAAAD8/hp1zJ1Df6BI/s400/81645.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427761872826479154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O tradutor pode, facilmente, levar o leitor a amar ou odiar uma obra, com ou sem razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de encarar clássicos como “Dom Quixote”, de Cervantes, “Guerra e Paz”, de Tolstói, ou “Ulisses”, de James Joyce - trajetórias que, sem dúvida, exigirão fôlego do leitor -, para garantir que o caminho seja recompensador e percorrido sem grandes percalços, vale a pena pesquisar qual a melhor tradução oferecida no mercado editorial brasileiro, senão corre-se o risco de trocar gato por lebre. Ponte entre o leitor e o autor, o tradutor, que é apresentado nas primeiras páginas do livro e que muita gente nem dá muita importância, é peça-chave na literatura estrangeira e pode, facilmente, levar o leitor a amar ou odiar uma obra, com ou sem razão. “Tem gente que diz que não conseguiu passar das primeiras páginas de Dom Quixote, por exemplo. Na maioria das vezes, essa pessoa pode ter em mãos uma má tradução ou, na melhor das hipóteses, uma tradução desatualizada. Neste caso, engana-se o leitor ao dizer que não gostou de Cervantes. Ele não leu Cervantes”, explica Nelson Fonseca Neto, 32, que é professor de literatura e proprietário de uma livraria na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na literatura russa o problema pode ser ainda mais grave, já que muitas editoras trabalham com a tradução indireta, ou seja, do russo para o francês (ou inglês, espanhol...) e, posteriormente, do francês para o português. “Perde-se muita coisa. Os franceses tendem a aparar as pontas e fazer isso com Dostoiévski, por exemplo, é fatal”, comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson, que trabalhou na preparação de originais da editora Cosac Naify e ajudou na tradução de “Rockers” (de Bob Gruen) , diz que não é incomum encontrar traduções que desfiguram o texto original. “Tem muito autor que tem um tom mais coloquial e simples, e quando você vê a tradução, o texto aparece de maneira mais solene, o que compromete toda a compreensão do leitor. Há também casos em que o tradutor parece querer simplificar as coisas ao leitor, e isso também é bastante perigoso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades na tradução literária são grandes, pois além das questões relativas ao idioma, o tradutor tem que estar atento para chegar o mais próximo possível da poética do autor, aos efeitos literários que se referem a características como a melodia do texto e até sua linguagem plástica. Gírias, trocadilhos, neologismos e regionalismos podem deixar as coisas mais difíceis. Na poesia, a complexidade chega a níveis ainda mais elevados. “São diversas sutilezas, por isso o tradutor, além de um domínio profundo do idioma, deve ter uma veia criativa”, enfatiza Nelson. Por isso, muitos dos grandes tradutores também são autores: um caminho de duas vias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, é possível falar em tradução perfeita, definitiva? Nelson acredita que é impossível pensar em uma tradução definitiva para textos literários. Até porque uma tradução pode ser boa para uma determinada época e ficar desatualizada ao longo do tempo, devido às modificações da própria linguagem vigente. “A tradução é uma tentativa de aproximação, algumas se aproximam com mais intensidade e intimidade. É uma tentativa de entrar no coração da literatura e isso é um trabalho que exige muita dedicação. Para você ter uma idéia, Bernardina da Silveira Pinheiro demorou cerca de sete anos para traduzir Ulisses. Você realmente tem que ser apaixonado pelo texto, não acha?”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homero de Campos ou Haroldo da Grécia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a tal veia criativa de alguns tradutores pode ser tão apurada que há casos em que a tradução revela-se melhor do que o texto original, como atesta o escritor argentino Jorge Luis Borges, autor de “Aleph”: “A tradução de Baudelaire da obra de Poe é, evidentemente, superior ao texto de Poe, uma vez que Baudelaire tinha senso estético mais fino do que Poe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Fonseca Neto afirma que o mesmo aconteceu com uma tradução feita por Paulo Leminsky para uma obra de John Lennon, “Um atrapalhado no Trabalho”. “Lennon era um jovem imaturo na época. Acredito que Leminsky tenha sim melhorado o trabalho”, opina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns casos em que é preferível utilizar o termo “transcriação” para determinadas traduções, como observa o sorocabano. “Sem dúvida é um processo bem mais arriscado”, explica. Haroldo de Campos, que além de poeta concreto tinha uma carreira sólida como tradutor, se arriscou pelos caminhos de “Ilíada”, de Homero. O resultado, segundo Neto, é bastante bom, apesar de se distanciar de Homero em sua opinião. “É de uma imaginação incrível. Tem horas que parece que você está diante de uma poesia concreta, mas está lendo, a princípio, Homero, entende?”, acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, é de se pensar no talento dos tradutores de Paulo Coelho, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Exemplos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Fonseca Neto separou dois exemplos para que o leitor possa entender um pouco sobre como a tradução influencia na leitura de uma obra. Na primeira frase de “Anna Kariênina”, uma das mais célebres aberturas de romance da história literária, de Tolstói, Nelson aponta duas disponíveis versões. O tradutor João Gaspar Simões apresenta, em edição da Nova Aguilar, o seguinte texto: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira”. Em uma tradução mais recente de Rubens Figueiredo, pela Cosac Naify, a frase é a seguinte: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mudança é bem sutil. Na primeira versão, as frases aparecem de maneira indireta, o que, num primeiro momento, não parece ser tão crítico. Mas pense que essas diferenças surgirão a cada linha de um romance de 800 páginas”, enfatiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Irmãos Karamázov”, de Dostoiévski, podemos verificar o mesmo. Na tradução de Oscar Mendes, da Editora Nova Aguilar, novamente, são apresentadas construções indiretas. “Alieksiéi Fiódorovitch Karamázov era o terceiro filho de um proprietário de terras de nosso distrito, Fiódor Pávlovitch, tão conhecido em seu tempo (dele se lembram, aliás, ainda) pelo seu fim trágico, ocorrido há treze anos e de que falarei mais adiante”. Na tradução mais recente de Paulo Bezerra, direta do russo (Editora 34), tem-se: “Alieksiêi Fiódorovitch Karamázov era o terceiro filho do fazendeiro de nosso distrito Fiódor Pávlovitch Karamázov, muito famoso em sua época (aliás, ainda hoje é lembrado entre nós) por seu fim trágico e obscuro, ocorrido há exatos treze anos, e sobre o qual relatarei no devido momento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As duas versões falam da mesma situação, mas como a segunda caminha melhor, né, não? Perceba como cada um resolveu a questão dos parênteses. A tradução mais antiga já coloca vários obstáculos nas primeiras linhas, imagine o drama de ler quase mil páginas assim”, comenta Nelson.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Cartas a um dedicado tradutor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores como James Joyce ou Guimarães Rosa, que inventaram uma porção de palavras, podem dar forte dor de cabeça a seus tradutores. No caso de Rosa, como traduzir a palavra “tantamente” ou o que dizer de “quinculinculim” ou “amormeuzinho”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi apostando nessa possibilidade que Guimarães Rosa inventou mais uma palavra: era preciso “traduzadaptar-se”, como disse a seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tem a curiosidade de espiar um pouco desse processo e enveredar-se pelo “coração da literatura” (como apontou Nelson Fonseca Neto), uma boa dica é o livro “Guimarães Rosa - Correspondência com seu tradutor italiano - Edoardo Bizzarri” (Editora Nova Fronteira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de dezenas de cartas é possível notar em Guimarães Rosa a generosidade do escritor e mergulhar em sua linguagem. Disse a Bizzarri em uma das missivas: “Não se prenda estreito ao original. Vôe por cima, e adapte, quando e como bem lhe parecer (...) Eu, quando escrevo um livro, vou fazendo como se o estivesse traduzindo de algum ‘ato original’, existente alhures, no mundo astral ou no plano das idéias, dos arquétipos, por exemplo. Nunca sei se estou acertando ou falando nessa tradução. Assim, quando me re-traduzem para outro idioma, nunca sei, também, em casos de divergência, se não foi o Tradutor quem, de fato, acertou, reestabelecendo a verdade do original ideal, que eu desvirtuara...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizzarri, do outro lado, vivia as angústias de adentrar naquele sertão do tamanho do mundo. “Confiava, progredindo na tradução, reduzir o número das dúvidas. Parece que está acontecendo o contrário. A luta com o concreto, exótico, o termo no seu sentido material e na sua ligação etimológica é, de fato, brava; mas preciso enfrentá-la e esmiuçar tudo, para depois tentar chegar à reconstrução da mensagem poética”. Quando enfim terminou o trabalho, desabafou a Guimarães. “Primeiro: com toda a sinceridade, peço-lhe desculpas. A tradução - acho - saiu, comparativamente boa. Duvido que outro tradutor tivesse enfrentado a tarfea com maior dedicação, esforço, estudo, vontade de acertar. Mas aqui vem o Diabo. Duvido também, e muito, que a tradução tenha saído como eu almejava, como eu queria mesmo que fosse. Excesso de ambição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, presumi de minhas forças quando, num impulso de amizade e otimismo, aceitei os prazos do editor. Agora, Você, Miguilim e eu sabemos que nada é pesado demais, ‘se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia com o que se preocupar, do outro lado estava Guimarães: “O volume está aqui. Reabro-o, no momento, em qualquer página, qualquer parágrafo, qualquer frase - e dou gritos de marinheiro descobridor de novas terras, de sertanejo na seca achada de outras águas. Alelúia. No geral e em cada detalhe, Você foi imenso (...) Basta dizer que, pelo menos duas das estórias (a de Lélio e Lina e a do Cara-de-Bronze) me parecem agora, sim, verdadeiramente escritas, levadas, fiel e muito, acima do original. Mas, o livro inteiro, apresentase-me em outra luz, represtigiado. Você milagrosamente, atendeu a tudo: mas mais, mais para adiante, mais avante, mais à frente. Fico tonto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Grandes tradutores sorocabanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os grandes tradutores brasileiros da atualidade, destacam-se dois sorocabanos: José Rubens Siqueira (que já fez traduções de obras de escritores como J.M. Coetzee e Doris Lessing, ambos vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, além do americano Paul Auster, entre outros) e Modesto Carone, mais conceituado tradutor da obra de Franz Kafka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lista de boas traduções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira alguns exemplos apontados por Nelson Fonseca Neto como boas traduções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comédia humana (Balzac) - Editora Globo - Coordenação: Paulo Rónai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som e a fúria (Faulkner) - Cosac Naify - Tradução: Paulo Henriques Britto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Kariênina (Tolstói) - Cosac Naify - Tradução: Rubens Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aventuras de Augie March (Saul Bellow) - Companhia das Letras - Tradução: Beth Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristam Shandy (Lawrence Sterne) - Companhia das Letras - Tradução: José Paulo Paes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mil e uma noites - Editora Globo - Tradução: Mamede Mustafa Jarouche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interessados em entrar em contato com Nelson, o email é &lt;a href="nelfon@bol.com.br"&gt;nelfon@bol.com.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Jornal Cruzeiro do Sul, 17/01/2010, por Juliana Simonetti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6854560479721962729?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6854560479721962729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/editor-fala-de-como-uma-traducao-pode.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6854560479721962729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6854560479721962729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/editor-fala-de-como-uma-traducao-pode.html' title='Editor fala de como uma tradução pode piorar ou até melhorar um texto'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NIqnM7MjI/AAAAAAAAAD8/hp1zJ1Df6BI/s72-c/81645.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3608821460033390187</id><published>2010-01-17T15:08:00.005-02:00</published><updated>2010-01-17T15:30:01.507-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><title type='text'>Artigo: Para que serve a literatura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NHDZRWHOI/AAAAAAAAAD0/0XQwinxXZbU/s1600-h/praxedes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 99px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NHDZRWHOI/AAAAAAAAAD0/0XQwinxXZbU/s400/praxedes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427760099560398050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Walter Praxedes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que no final da Segunda Guerra Mundial, quando chegaram num campo de concentração que contava com inúmeros prisioneiros inocentes, os soldados de uma das divisões das tropas aliadas surpreenderam alguns dos seus inimigos nazistas sentados e calmamente lendo uma das obras mais importantes e humanistas da literatura universal: nada menos do que Fausto, de Goethe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura daquele livro não tornava seus leitores menos culpados pelo horror que estava sendo cometido por eles próprios. Também não impedia que cada um daqueles soldados literatos cumprissem  com suas atribuições de prender, torturar e matar seus semelhantes como nenhum outro animal além do humano é capaz de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais desconfortante para os defensores da literatura como forma de humanização do que a idéia de que o homem pode combinar a satisfação estética sentida após a leitura de uma peça de Shakespeare com uma prática anti-humana, perversa e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, como nos ensina o crítico literário Antônio Cândido, a literatura contribui para que se confirmem em cada um de nós “…aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura serve, por certo, para dar prazer e satisfação para todos, mas só os bons levam a sério suas mensagens humanistas: os demais permanecem indiferentes. Bons livros não convencem uma pessoa má a melhorar. Pode-se supor que alguém que tenha sido pago para assassinar, na sua infância tenha sido um leitor entusiasmado de Monteiro Lobato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mensagens humanistas dos livros só atingem as pessoas predispostas para a sua recepção. É provável que os romancistas estejam condenados a “pregar aos convertidos”, a convencer aos convencidos, como tinha o costume de escrever o sociólogo Pierre Bourdieu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, um pioneiro investigador dos segredos humanos como Freud não dispensava os conhecimentos propiciados pela literatura. Para o fundador da psicanálise “…os poetas e romancistas são aliados preciosos, e seu testemunho deve ser tido em alta estima pois eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas com as quais nossa sabedoria escolar não poderia sequer sonhar. Eles são para nós, que não passamos de homens vulgares, mestres no conhecimento da alma, pois se banham em fontes que ainda não se tornaram acessíveis à ciência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso, não deixo de pensar que após a leitura de um livro como Levantado do Chão, de Saramago, que descreve o sofrimento e a luta dos trabalhadores rurais portugueses, nenhum dirigente do Fundo Monetário Internacional deixará de impor aos países devedores as medidas econômicas que levam a fome e o sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a literatura sirva mesmo é para convencer os convencidos a permanecerem contra todas as formas de opressão do humano. Se servem para tanto, isso já é um grande bem, pois, embora aqueles que não praticam o bem continuem difundindo o mal, não conseguirão jamais impor a idéia de que ser humano é ser apenas como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*) Walter Praxedes é doutor em Educação pela USP e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Revista Espaço Acadêmico nº. 15, de agosto de 2002 (&lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm"&gt;http://www.espacoacademico.com.br/015/15wlap.htm&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3608821460033390187?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3608821460033390187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-para-que-serve-literatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3608821460033390187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3608821460033390187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-para-que-serve-literatura.html' title='Artigo: Para que serve a literatura'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S1NHDZRWHOI/AAAAAAAAAD0/0XQwinxXZbU/s72-c/praxedes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6729294817641602895</id><published>2010-01-16T11:28:00.001-02:00</published><updated>2010-01-16T11:30:29.488-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Artigo: Escassez de leitores</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Ivan Maciel de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As numerosas (e sempre muito concorridas) noites de autógrafos deixaram a impressão de que nunca se publicou tanto livro em Natal como ocorreu em 2009. Talvez esse fenômeno tenha amplitude nacional (uma visita ao site da Livraria Cultura causa impacto: é surpreendente a quantidade de novos lançamentos realizados pelas grandes editoras). Uma razão óbvia para esse aumento expressivo de publicações em meios culturais de modestas proporções como é o nosso: a facilidade com que se consegue hoje editar livros (de qualquer gênero e mesmo numa pequena ou quase insignificante tiragem). Digo mais: essa facilidade compreende a edição de livros com muito bom aspecto gráfico. E, nacionalmente, qual o motivo de tantas publicações? Talvez a acirrada competição entre várias editoras cada vez mais fortes com a presença do capital estrangeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será que há leitores para todo esse grande número de livros? As estatísticas induzem ao pessimismo. No Brasil, a população lê em média 1,3 livro por ano (sem incluir as obras didáticas e pedagógicas). Essa média, nos Estados Unidos, é de 11 livros. Na França, de 7. Até mesmo na Colômbia, é de 2,4. O pessimismo aumenta quando se sabe que o livro no Brasil custa caro: cerca de R$ 25,00. O Brasil tem 10% de analfabetos (censo de 2008) e, dentre os alfabetizados, 21% são considerados analfabetos funcionais. Quem é considerado analfabeto funcional? “O indivíduo maior de quinze anos e com escolaridade inferior a quatro anos que não consegue interpretar textos ou fazer operações matemáticas”. Mas esse critério é com razão contestado: já se constatou tristemente que “existem analfabetos funcionais até mesmo com nível superior de escolaridade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da escassez de leitores é antigo. Hélio de Seixas Guimarães escreveu um estudo que associa pesquisa literária e sociológica (“Os leitores de Machado de Assis – o romance machadiano e o público de literatura no século de 19”, EDUSP, 2004). Na primeira parte, o autor trata “das condições de circulação e recepção da produção literária no Brasil oitocentista”. É significativo o trecho da “História da literatura brasileira”, de José Veríssimo, citado por Hélio de Seixas Guimarães, para caracterizar a situação vigente à época (pág. 74). Escreve Veríssimo, no início do século XIX: “Essencialmente, o caso se resume em ser aqui, no comércio literário, a oferta extraordinariamente maior que a procura. Há quase tantos escritores como leitores, se não mais.” Segundo Veríssimo, o público não se interessa pelos romancistas e poetas brasileiros (a produção poética era predominante). Os poucos leitores preferem os autores franceses e portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte de seu livro, Seixas analisa “a figuração do leitor nos romances de Machado de Assis”. Por que “figuração”? Porque nesses romances o narrador “aponta sempre para a necessidade não apenas de um novo tipo de literatura, mas de um novo tipo de leitor” (pág. 125). Há uma visível tensão entre o “projeto anti-romântico de Machado de Assis” e “o gosto pela literatura sentimental e imaginosa que domina então o ambiente literário brasileiro”. Essa tensão entre grandes escritores e público leitor ainda existe em nossos dias. Falta, apenas, estudá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa surpreendente pesquisa censitária feita no Rio de Janeiro em 1870, verificou-se que havia 2.806 pessoas que declaravam exercer atividades literárias. Enquanto isso, os livros alcançavam edições de mil a mil e quinhentos exemplares. E encalhavam por anos a fio.  O que significa que nem os próprios literatos “prestigiavam” os seus colegas escritores, comprando pelo menos um exemplar dos livros publicados. Se isso acontecesse, a edição logo se esgotaria.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a boa literatura ainda tem um público restrito e diferenciado – uma espécie de elite intelectual, não importando sua condição social e formação acadêmica. As exceções são autores de livros que frequentam as listas de best-sellers (o caso exponencial de Paulo Coelho). Mas isso não muda o quadro de minguados leitores, quase soterrados pela numerosa produção editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Tribuna do Norte, 16/01/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6729294817641602895?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6729294817641602895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-escassez-de-leitores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6729294817641602895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6729294817641602895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/artigo-escassez-de-leitores.html' title='Artigo: Escassez de leitores'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-8526099837767731331</id><published>2010-01-12T10:51:00.002-02:00</published><updated>2010-01-12T10:56:03.252-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vocabulário'/><title type='text'>Tecnologia reduz vocabulário de jovens para 800 palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S0xxVYoKnWI/AAAAAAAAADs/ZAW-Pc8MsGQ/s1600-h/0,,34711204,00.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S0xxVYoKnWI/AAAAAAAAADs/ZAW-Pc8MsGQ/s400/0,,34711204,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425836263276715362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pesquisa realizada no Reino Unido mostra que adolescentes começam a perder vagas no mercado de trabalho por dificuldade de se expressar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de criar novos empregos e formas de relacionamento, a tecnologia pode atrasar a entrada de jovens no mercado de trabalho. Uma pesquisadora do Reino Unido constatou que adolescentes estão reduzindo seu vocabulário - e que a maior parte dos jovens usa apenas 800 palavras para se expressar. Segundo Jean Gross, o normal seria que as pessoas tivessem um vocabulário de cerca de 40 mil palavras aos 16 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora disse ao jornal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Daily Mail&lt;/span&gt; que a dificuldade em se expressar está atrasando a entrada de jovens no mercado de trabalho. Isto porque mesmo que eles conheçam milhares de palavras, não sabem muito bem como usá-las, já que estão acostumados com a escrita rápida e curta da internet e mensagens por celular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Gross advertiu o governo britânico sobre os efeitos que a tecnologia pode ter sobre estes jovens. Ela diz que suas preocupações aumentaram com uma pesquisa realizada pelo professor de linguística Tony McEnery. Segundo ele, as 20 palavras mais usadas por adolescentes são as mais simples (como "sim", "não" e "mas") ou gírias e siglas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa do professor foi patrocinada pela rede de supermercados Tesco. O CEO da empresa, Terry Leahy, também alertou sobre o ensino nas escolas, que não é suficiente para a formação cultural dos jovens, o que colabora com o desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sugestão de Jean Gross para minimizar este efeito não é eliminar a tecnologia da vida dos adolescentes. Ao contrário: ela quer lançar uma campanha propondo atividades que estimulem o estudo. Uma das ideias é incentivar que os jovens visitem empresas e gravem vídeos sobre a comunicação no dia a dia corporativo. Com a produção no YouTube, ficaria bem mais fácil estudar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Época NEGÓCIOS Online, 11/02/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-8526099837767731331?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/8526099837767731331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/tecnologia-reduz-vocabulario-de-jovens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8526099837767731331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8526099837767731331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/tecnologia-reduz-vocabulario-de-jovens.html' title='Tecnologia reduz vocabulário de jovens para 800 palavras'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S0xxVYoKnWI/AAAAAAAAADs/ZAW-Pc8MsGQ/s72-c/0,,34711204,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2329740467626457462</id><published>2010-01-05T13:50:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T13:59:41.869-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discussão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letras'/><title type='text'>A Praga do beletrismo</title><content type='html'>Palestra proferida pelo professor Luiz Costa Lima, &lt;em&gt;A praga do beletrismo&lt;/em&gt;, em que fala sobre a situação atual dos cursos de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de este convite vir de uma instituição sediada em Brasília talvez tenha provocado em mim uma reação quixotesca. Quixotesca porque, depois de algum outro combate contra algo mais palpável e agressivo do que carneiros ou moinhos de vento, entusiasmado, me disse: quem sabe se, falando próximo à sede do poder, algo do que venha a dizer não seja ouvido por alguma autoridade, com força e competência na área específica de que tratarei. Por essa razão, meu primeiro impulso foi fazer um exame técnico do currículo de letras – do que hoje dizem-me chamar-se fluxograma de orientação – e de pedir a amigos que ensinam no estrangeiro uma informação sobre como seu departamento acolhe seus alunos, com o propósito de estabelecer uma comparação com o que se faz entre nós. Logo entretanto me disse que, se levasse a cabo esse propósito, estaria apenas me preparando para outra decepção. Ainda que, na melhor das hipóteses, minhas observações chegassem aos ouvidos de alguma autoridade adequada, não seria de esperar que ela atendesse, sequer em linhas gerais, o que ali sugerisse. Por isso mantive muito pouco do que resultara daquele primeiro impulso. O que então guardei é formulável em mínimas linhas. A elas dedico o que de imediato se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiríssimo lugar, chama a atenção o número absolutamente excessivo de matérias pedagógicas. Embora saiba que há possibilidade de mudanças na efetiva concretização do fluxograma, então variável de uma faculdade ou departamento para outro, faz sentido pensar que essas variações não afetam o espírito da organização proposta. Podia por isso basear-me no quadro que me foi fornecido. Não é preciso mais do que contar para que se apresente um resultado surpreendente e escandaloso. Ele contém um elenco de nove matérias pedagógicas, contra oito de língua portuguesa, quatro de literatura brasileira, quatro de literatura portuguesa, quatro optativas de teoria, três de grego genérico, três de latim genérico, duas de literatura comparada, duas de prosa e ficção africanas, duas de fundamentos da cultura brasileira, duas de literatura e cultura latino-americana, uma de cultura portuguesa, uma de fundamentos da filologia românica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me, desde logo, qual a razão de tamanha ênfase pedagógica. Será que o ato de ensinar exige técnicas tão requintadas que o aluno precisa, para internalizá-las, dispor tempo maior do que o que levará em aprender as normas gramaticais da língua que, ao entrar no curso de letras, já falava? Não considero sequer os comentários que recolhi de alunos de letras de algumas universidades brasileiras. O que me transmitiram sobre os currículos pedagógicos que foram e são obrigados a seguir era tão desastroso que sua reprodução poderia se confundir com piadas de mau gosto. Basta-me por isso chamar a atenção para o próprio realce do pedagógico em um leque curricular, ao mesmo tempo fragmentado e restrito. Fragmentado, basicamente, pela divisão esquizo entre teoria e literatura brasileira. A distinção em si já é ridícula, pois não pode haver teoria sem operacionalização, que, no caso, seria fornecida pela intensa leitura anterior do objeto literário, nem pode haver estudo de alguma literatura sem algum embasamento teórico. Não se trata de repetir a antiga pergunta: que vem antes, o ovo ou a galinha? Em seu lugar, diria, nenhum ovo será reconhecido como de galinha se antes já não houver a extrema diferenciação entre as espécies originadas de um ovo. Para ser mais concreto, recorro a um exemplo usado por Valéry em algum ensaio que agora não recordo. Dizia ele que, certa vez, caminhando, encontrou-se a assoviar uma melodia que não conseguia identificar como já escutada. Teria criado sem saber um fragmento musical? Teria então corrido para casa para recolher aquilo com que o acaso lhe presenteara. Mas como recolhê-lo se não sabia escrever música? Algo de semelhante sucede com o leitor de uma peça literária. Se lhe ocorre uma idéia de como entendê-la, não terá meios de saber se seu “achado” tem ou não aspas se não souber “escrever” ao menos um rudimento de teoria. Pode-se replicar que a analogia não é correta, porque aquele que leu e teve tal “achado”, pelo menos sabe escrever na língua em que efetuou a leitura do texto que o inspirou. É verdade. Mas o que torna a analogia imperfeita também torna mais difícil a resolução sobre a qualidade ou não do “achado” interpretativo. Ou seja, o simples fato de o falante saber uma língua faz com que ele disponha de um acervo de experiências que lhe foi transmitida por sua interação com outros falantes. Essa interação, direta ou indiretamente, lhe dá uma orientação teórica. Assim se explica que encontremos elementos de firme teorização em vários autores séculos antes que se estabelecesse a teoria da literatura. Mas não é por acaso que essa firme intuição teórica se encontre em escritores cujos nomes não foram esquecidos. Ou seja, aquele que teve o “achado” a que nos referimos seria de uma ingenuidade atroz se recorresse a tais exemplos para se contentar com a “teorização” que captou pela simples interação com seus patrícios. Onde está a diferença? Em que a intuição teórica de peso se verifique não em um escritor qualquer, senão em um que foi relativamente isentado do completo esquecimento. Recorde-se brevemente um exemplo que nos reconduz ao caso relatado por Valéry. Conhecem-se hoje composições que Mozart escreveu com cinco anos de idade. Ele as escreveu porque era o gênio que reconhecemos ou porque já então aprendera a escrever música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, seria urgente repensar a articulação entre o ensino teórico e aquele que enfatiza o conhecimento de uma certa literatura. Por nossa separação esquizofrênica, estimulamos que professores e alunos de literatura considerem seus “achados” como suficientes por si mesmos. Mantida aquela separação, o curso se torna mais do que fragmentado, na verdade desconjuntado. A essa qualificação, acrescenta-se a segunda: o curso de letras apresenta um leque restrito do que se considera digno de aprendizagem. Assim o digo tentando visualizar em que estado terminará o aluno de letras sua graduação. Admitamos para efeito de raciocínio o caso ideal, embora praticamente irrealizável, do aluno que consiga soldar o que lhe foi ensinado de maneira dispersa. Ele concluirá seus anos universitários com algum conhecimento da literatura composta na língua que ele já falava, se não dominava, antes de ingressar no curso superior; a seu lado, disporá de uma informação bastante rala de seu fundo histórico, fornecida pelos seis cursos de latim e grego, um menor de seu contorno imediato, o hispano-americano, além do praticamente insignificante referente a outras literaturas, cuja línguas, a julgar pelas exigências curriculares, ele desconhecerá – os dois cursos de comparada. Como os cursos de teoria são optativas, nada impedirá que o aluno termine sua graduação sem tomar conhecimento de sua existência ou que, fazendo de um a quatro optativas de teoria, as considere como uma obrigação que teve de cumprir para completar seu número de créditos. (Como notará quem me escute ou venha a ler, falo como alguém que se dedica ao estudo da literatura. Por isso minhas considerações não se estendem aos que se dedicarão à linguística).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que até agora se apresentou faz parte do que restou do que seria meu projeto inicial de apresentação. Para encerrá-lo, ao mesmo tempo que abro o caminho para o segundo trajeto que então me tracei, apresento uma variável que ainda não abordei: a relação entre o estudo da literatura e o critério de nacionalidade. Por que, perguntemo-nos, por mais que prezemos nossa nacionalidade, não podemos deixar de ter em conta que, como dizia Antonio Candido, ainda no prefácio à primeira edição de sua Formação da literatura brasileira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A nossa literatura é galho secundário da portuguesa, por sua vez arbusto de segunda ordem no jardim das Musas… Os que se nutrem apenas delas são reconhecíveis à primeira vista, mesmo sendo eruditos e inteligentes, pelo gusto provinciano e falta de senso de proporções. Estamos fadados, pois, a depender da experiência de outras letras (…)” (Candido, A.: 1957, 9-10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, apesar da reconhecida relevância concedida à obra de Antonio Candido e independente do fato de que ele, Candido, não poderia ser tomado como um defensor do papel que aqui temos dado à reflexão teórica, à sua incisiva observação continuam surdos os responsáveis pela formulação do curso de letras, no Brasil. Em consequência, a figura do aluno ideal a que já nos referimos assume um aspecto caricato: ele é ideal porque seguiu bastante bem as matérias que lhje ensinaram. Mas, exatamente por isso, ele é alguém que passa à margem do fenômeno literário. E o pior, se ele, acatando as exigências do curso, aprender a dominar gramaticalmente a língua que já falava e levando a sério as mínimas informações sobre seu contorno hispano-americano, desenvolver ao menos a capacidade de ler em castelhano, mesmo por sua obediência às normas de seu curso encontrará uma enorme dificuldade de acompanhar a reflexão desenvolvida nos últimos cinquenta anos acerca do fenômeno literário. Por que assim? A razão mais banal está em que essa reflexão tem sido escrita sobretudo em inglês, em francês, em alemão ou também em italiano. Não entremos no motivo mais complicado: como desenvolver uma reflexão teórica sobre alguma área do conhecimento sem ao menos apontar para o horizonte do pensamento filosófico? E como, supondo que nossa figura do aluno ideal tenha compreendido que precisa afastar-se da norma que orientou seu curso e então percebido que precisa ter alguma capacidade de reflexão filosófica, irá ele penetrar nos labirintos platônico-aristotélicos, kantiano-hegelianos, da filosofia analítica ou da linhagem chamada desconstrucionista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês vêem, já basta a formulação do esboço do primeiro projeto para compreendermos que ele seria a realização de um quixotismo afastado da comicidade da figura cervantina. Em vez de um Quixote cômico, nos aproximaríamos de um Quixote sem nenhuma graça, se não mesmo de um Quixote trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao intitular esta palestra de “A Praga do beletrismo” procurei disfarçar a dramaticidade com que, de fato, vejo o destino que se reserva aos que, entre nós, se dispõem a se dedicar ao estudo da literatura. E, sabendo o que não é novidade para ninguém, o mínimo espaço ocupacional que se oferece ao graduado em letras – ou ingressar em uma pós, que não poderá ser muito diferente da medíocre base da graduação, para então candidatar-se a um posto de professor universitário ou esperar por sua contratação como professor de curso secundário, não sendo grande a diferença da miséria salarial que lhe espera – pergunto-me: por que não se tem cogitado de ampliar esse espaço ocupacional? Isso poderia ser feito preparando-se o aluno para tornar-se um editor de fato capacitado – isto é, responsável pela linha de publicações da área que domina, em substituição do editor responsável por tudo que a casa a que pertence publicará – ou para se tornar um secretário/a capacitado na redação ou articulação de uma ou mais línguas ou para se tornar desde tradutor de uma certa língua até o capaz de exercer a difícil tarefa da tradução simultânea. Estou certo que um exame mais acurado e a comparação do que se faz em cursos semelhantes na Europa e nos Estados Unidos ampliaria bem mais mais o leque de possibilidades. Mas, voltando ao que se disse no começo, pouco adiantaria aqui intentá-lo – se conseguir chamar a atenção de alguém responsável pela elaboração do curso de letras já devo me dar por recompensado. Prefiro por isso concentrar-me nesta via que considero menos dramática.Que entendo por beletrismo e por que o tomo como uma praga?  Já a etimologia da palavra é significativa: derivado de belas-letras, adaptado do francês belles lettres, o beletrista convicto mantém intacta a concepção que era própria do tempo em que o que chamamos literatura se entendia como belles lettres. Ninguém por certo pensará que as palavras apenas mudaram, mantendo-se intacto seu conteúdo. As belas-letras manifestavam o que se entendia por concepção retórica no uso da linguagem. Como não poderíamos aqui detalhá-la, recorde-se apenas que, na passagem do incrível legado intelectual grego para a Roma expansionista, a distinção que Aristóteles firmara ao escrever uma Poética, ao lado de uma Retórica, simplesmente desapareceu. Como se vê pela Ars poeticae de um poeta, Horácio, e pela obra que gozará de tanto prestígio como a do retórico romano por excelência, Cícero, a poética é submetida ao tratamento retórico. Se a poética supunha a exploração das virtualidades da linguagem, para dela desenvolverem-se seus filões fundamentais, o trágico, o épico e aqueles de que Aristóteles não tratou ou que não sobreviveu ao tempo, o cômico e o lírico, a retórica era a ratio dicendi ou, dito de maneira mais precisa, a ela cabe “descobrir os meios reais e aparentes de persuasão (…)” (Aristóteles: Ret., 1355 b). Muito embora Aristóteles a investisse de dignidade filosófica, comparando-a ao papel desempenhado pela dialética – cuja função seria descobrir o silogismo adequado para o caso, pelo pouco que dissemos, é evidente a distinção de seu objeto: embora contenha espécies diferentes, em todas elas a retórica procura amoldar a palavra à mesma função persuasiva. Essa submissão do uso da palavra ao papel de persuadir reaparecerá com a redescoberta das letras clássicas a partir do Renascimento italiano. Seria interessante nos indagarmos por que os redescobridores da Poética não cogitaram em separá-la da onívora retórica. Mas isso não poderia ser feito sem o contato com dezenas e dezenas de tratados renascentistas de poetologia, em sua maioria escritos em latim e uma pequena parte em italiano. Ora, como poderia fazê-lo mesmo o nosso fantástico aluno ideal? Por acaso, com seu latim dito genérico? Antes mesmo de imaginá-lo diante dos Robortello, dos Castelvetro, dos Riccoboni, Summo e Trissimo, como podemos supor que ele encontraria esses tratados? Considerando-se a bibliografia utilizada pelo pesquisador que mais desenvolveu a questão, o norte-americano Bernard Weinberg, em sua History of literary criticism in the Italian Renaissance (1961), verificamos que ela preenche nada menos de 45 páginas, compostas em tipo pequeno, com mínimo espacejamento. Que biblioteca brasileira apresenta sequer um décimo do total arrolado e comentado por Weinberg? Em vez, portanto, de prenunciar uma travessia que o nosso pesquisador não poderia realizar, recordemos passagem capital de Ludovico Castelvetro, que, como declara o título de sua obra, se propunha, em 1570, divulgar a Poética aristotélica. Em lugar de intentar a separação entre a poética e a retórica, Castelvetro se propunha nada menos que inverter um juízo estabelecido pelo pensador grego. Ao passo que este declarava que a poesia estava mais próxima da filosofia do que o que chamamos de relato historiográfico, Castelvetro justificava a subordinação da poesia à história, com base no seguinte silogismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A verdade é anterior à verossimilhança e a coisa representada é anterior à que a representa; por isso a verossimilhanca depende por inteiro da verdade (…) e a coisa representante depende por inteiro da coisa representada. (…) Sendo a história narração conforme a verdade  das ações humanas memoráveis e sucedidas e a poesia, narração conforme a verossimilhanca de ações humanas memoráveis, passíveis de suceder e, sabido que a história é coisa representada e a poesia, coisa representante, [não será bastante a arte poética] se antes não se tiver notícia perfeita e distinta da arte histórica” (Castelvetro, L.: 1570, 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se meditarmos bastante sobre a passagem cujo miolo transcrevo, teremos condições de perceber que há duas espécies de beletrismo e que ambas são nefastas. Que diz, em síntese, Castelvetro senão que o enunciado poético há de se mostrar subordinado ao que de fato sucedeu? Literalmente, este é o programa do realismo, mais comumente representado pelo marxismo vulgar. Neste caso, com frequência, o autor ou o crítico realista se apresenta como antibeletrista. Fundamenta-se em que não considera a literatura pela forma senão pelo que ela diz da realidade. Mas onde se enraiza sua base senão em um dos principais poetólogos renascentistas, de onde deriva a norma e a prática das belas-letras? O realismo vulgar, grosseiro, crasso, hoje divulgado pela rede mediática, constitui pois a primera espécie de beletrista. Já a segunda espécie é constituída por aquele que acusa o autor ou o crítico realista de careta e antiquado. Para o beletrista anti-realista, a literatura, e a arte em geral, é o que, contrapondo-se ao tom quase sempre cinza da realidade cotidiana, oferece uma promesse du bonheur, algo que substituiria, a baixo custo, a religião, porque daria sentido à existência, sem exigir grandes sacrifícios de seu praticante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo por conta de vocês o desdobramento da primeira conclusão: se o currículo de letras nos parece escandalosamente incompetente é porque ele mantém uma visao beletrista da literatura. Por isso mesmo o curso de letras não sabe o que fazer com a reflexão teórica e os ditos teóricos da literatura não sabem o que fazer com seu objeto. E venho diretamente à segunda conclusão. Formulo-a a partir de uma pergunta: como se explica que tenhamos chegado a esse beco sem saída? A resposta é bastante simples: foi durante as décadas de 1960 e 1970 que se operou, a partir da Alemanha e da França, com desdobramento quase imediato pelos Estados Unidos, uma drástica reviravolta na concepção da literatura. Não temos condições sequer de entendê-la se não tivermos antes cultivado uma boa base filosófica, pois não há teorização possível sem que se saiba pensar o objeto sobre o qual se teoriza. Por isso, embora tenhamos dezenas de professores de teoria, a prática teórica praticamente inexiste entre nós. Por isso ainda, como reação à divulgação de teorias mal assimiladas, propaga-se uma praga antagônica mas homóloga: a dos chamados estudos culturais. Mas os que me escutam não precisam se preocupar: já não há tempo para tratar dessa mais recente praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                   Luiz Costa Lima (PUC/Rio de Janeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                             Rio, agosto 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;strong&gt;Referências bibliográficas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles: Art of rhetoric, texto grego-inglês, tradução, de J. H. Freese, Loeb Classical Library, Harvard University Press, Cambridge, Mas, Londres, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candido, A.: Formação da literature brasileira (Momentos decisivos) (1956), dois volumes, 6ª edição, Editora Itatiais, Belo Horizonte, 1981&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castelvetro, L.: Poetica d’Aristotele vulgarizzatta et sposta (1570), reediçnao facsimil;ar, Wilhelm Fink Verlag, Munique, 1968      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;Revista Eutomia (&lt;a href="http://www.eutomia.com.br"&gt;www.eutomia.com.br&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2329740467626457462?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2329740467626457462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/praga-do-beletrismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2329740467626457462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2329740467626457462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2010/01/praga-do-beletrismo.html' title='A Praga do beletrismo'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-5617164832349363283</id><published>2009-12-23T09:35:00.000-02:00</published><updated>2009-12-23T09:36:28.166-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua Portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letras'/><title type='text'>Projeto prevê a construção de um atlas linguístico das línguas galega e portuguesa</title><content type='html'>Galiza (ou Galícia) é uma comunidade autônoma localizada ao norte de Portugal, onde se fala uma língua vinda do latim, bem próxima do português: o galego. Com a globalização, o galego se espalhou pelo mundo chegando, inclusive, ao Brasil e é justamente esse fato que fundamenta a aproximação do Instituto da Língua Galega (ILG), da Universidade de Santiago de Compostela, com a Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Programa de Pós-Graduação em Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aproximação está atrelada ao projeto “Tesouro do léxico patrimonial galego e português”, do ILG, cujo objetivo é desenvolver uma ajuda mútua, entre a UFPA e o Instituto, com a construção de uma base de dados lexicográficos do galego e português, em que se possa armazenar e socializar, gratuitamente, informações léxicas das variedades dialetais faladas em Galiza, Portugal e Brasil. Essa ferramenta, que está sendo implantada no site do ILG (http://ilg.usc.es/), permitirá, também, a disponibilização de um atlas linguístico, onde constarão as localidades das variantes léxicas da língua galega pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgido em 1971, o ILG se tornou uma referência internacional no estudo, documentação e localização geográfica do léxico patrimonial do galego e português, e vem buscando a colaboração continuada de outros centros de pesquisa. A parceria com a UFPA foi formalizada com a visita da diretora do ILG, Rosario Alvarez, e o secretário do ILG, Xulio Fernández, que se reuniram com docentes e alunos da Pós-Graduação em Letras da UFPA na última sexta-feira (dia 11). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, dois milhões de pessoas são falantes habituais do galego, que tem particularidades no dialeto, como o predomínio da letra “x” e a ausência da letra “v” e das vogais nasais. “Apesar das diferenças, há uma grande afinidade entre o galego e o português pelo mundo, e nós estamos aqui, no Brasil e na Amazônia, no intuito de recolher esse patrimônio cultural e linguístico e analisar as palavras que são comuns entre Galiza e os territórios do Brasil, por exemplo”, esclarece a diretora do ILG, Rosario Alvarez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários pesquisadores têm interesse pela pesquisa do léxico e não só em Letras, mas também em História e Geografia. “A partir dessa aproximação com o ILG, partiremos para o levantamento de pesquisas no norte da Amazônia que condigam com os objetivos do Instituto, assim como divulgaremos a ideia para que os alunos da pós-graduação e graduação da UFPA possam ajudar nesse Projeto de suma importância para a linguística”, conclui o professor do Programa de Pós-Graduação em Letras, Abdelhak Razky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Assessoria de Comunicação da UFPA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-5617164832349363283?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/5617164832349363283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/projeto-preve-construcao-de-um-atlas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5617164832349363283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/5617164832349363283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/projeto-preve-construcao-de-um-atlas.html' title='Projeto prevê a construção de um atlas linguístico das línguas galega e portuguesa'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-4269521526694292113</id><published>2009-12-16T07:53:00.003-02:00</published><updated>2009-12-16T07:57:54.818-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escrita'/><title type='text'>"A História é constituída de histórias pessoais", diz Herta Müller</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyiutpnZDOI/AAAAAAAAADk/KKDApmDrjHs/s1600-h/0,,4774396_1,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 194px; height: 143px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyiutpnZDOI/AAAAAAAAADk/KKDApmDrjHs/s400/0,,4774396_1,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415770651201440994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para escritora, a literatura aborda os efeitos da história que ainda afetam as pessoas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alemã Herta Müller, Nobel de Literatura deste ano, não quer que essa premiação influencie sua forma de ser e escrever. Em entrevista, ela fala sobre a contribuição individual do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agora a senhora recebeu em mãos o Prêmio Nobel de Literatura de 2009. Como foram os dias passados em Estocolmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, foi uma experiência bonita, mas também subjugante; e ser subjugado não é nada fácil. Sempre costumam dizer que é um pouco demais: a atenção que a pessoa é obrigada a receber, os diversos compromissos e as inúmeras pessoas que surgem de repente... Bem, devo dizer que não tenho tanta substância interior assim para retribuir tudo isso. E é claro que isso também acaba mexendo com a gente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Como todos os escritores que receberam o Nobel de Literatura, a senhora passa a ser abordada como uma autoridade moral. Isso a incomoda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, em primeiro lugar, não sou nenhuma autoridade, nem pretendo me tornar. Também não sou nenhuma instituição. Sou uma pessoa bastante simples e foi nessa qualidade que também escrevi livros. Não é possível que eu, na qualidade de ter escrito livros e com tudo o que vivenciei, de repente seja obrigada a me tornar uma outra coisa, só porque recebi um prêmio. Não posso corresponder a isso, nem quero. Ou seja, eu gostaria de continuar sendo como sou, e é isso que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A literatura era o antídoto que a ajudou. O que a senhora diria a pessoas que também são obrigadas a viver numa ditadura, que são vítimas, mas que não possuem essa linguagem, que no fundo é um talento, um dom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a literatura não é nada de especial. Também não é nenhum antídoto especial. Se funcionou como antídoto, então só em relação a mim mesma. Ou seja, a literatura acabou me sustentando interiormente, mas não pôde mudar nada lá fora. Eu tinha uma certa postura durante a ditadura. O quanto fosse possível, eu queria ser íntegra e não me envolver em coisas que desprezo. Eu sabia o que esse regime faz com as pessoas, e não só comigo. Não é só a gente que está em jogo, é tudo o que se vê à volta. Vi tanta infelicidade, vi tantas pessoas agonizando. Vi como o regime despreza as pessoas. E aqueles zeros-à-esquerda, aquelas pessoas polidas e arrogantes, aqueles funcionários, que figuras miseráveis aquelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tudo o que uma ditadura faz com as pessoas... Temo que esse assunto nunca vá chegar ao fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente não, pois o assunto não acaba quando a ditadura chega ao fim; afinal, as pessoas continuam a viver e os danos continuam a existir. E as sequelas são passadas para os familiares, que acabam sofrendo os principais danos, talvez até a segunda ou terceira geração. Os temas são histórias de família, então. A História é constituída de histórias pessoais; e enquanto as pessoas arrastarem isso consigo, isso continuará sendo um tema, inclusive na literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O prêmio agora lhe trouxe tanta atenção, tantos leitores... A senhora acredita que isso vai mudar sua forma de escrever ou sua postura em relação à profissão do escritor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ao escrever, não tenho em mente quem vai ler os livros. Nem tenho a mim própria em mente. Ou seja, tenho que me deixar para fora, pois o que está em jogo é a coisa em si, o próprio trabalho. Talvez seja isso o que sustenta, o fato de a pessoa não ter mais que perceber a si, pois o que a absorve é o próprio trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor: &lt;/span&gt;Wolfgang Herles (ZDF)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revisão:&lt;/span&gt; Marcio Damasceno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Deutsche Welle, 12/12/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-4269521526694292113?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/4269521526694292113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/historia-e-constituida-de-historias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4269521526694292113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/4269521526694292113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/historia-e-constituida-de-historias.html' title='&quot;A História é constituída de histórias pessoais&quot;, diz Herta Müller'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyiutpnZDOI/AAAAAAAAADk/KKDApmDrjHs/s72-c/0,,4774396_1,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-8853030219727371505</id><published>2009-12-11T12:51:00.001-02:00</published><updated>2009-12-11T12:52:25.577-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alienação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globo'/><title type='text'>Imagem para refletir nesse fim de semana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyJchZ3zPUI/AAAAAAAAADc/6hyjd4qwtJE/s1600-h/0912090.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyJchZ3zPUI/AAAAAAAAADc/6hyjd4qwtJE/s400/0912090.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413991431003127106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem diz tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-8853030219727371505?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/8853030219727371505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/imagem-para-refletir-nesse-fim-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8853030219727371505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/8853030219727371505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/imagem-para-refletir-nesse-fim-de.html' title='Imagem para refletir nesse fim de semana'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SyJchZ3zPUI/AAAAAAAAADc/6hyjd4qwtJE/s72-c/0912090.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-405441476265389066</id><published>2009-12-02T11:08:00.001-02:00</published><updated>2009-12-02T11:09:57.780-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua Portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>Novas regras priorizam português do Brasil, diz escritor</title><content type='html'>O acordo ortográfico que unifica a escrita da língua portuguesa dá "primazia" ao Brasil, afirmou nesta sexta-feira o professor e escritor José Fernando Tavares, que defendeu a manutenção da tradição escrita do português europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não concordo muito com o acordo, sobretudo porque dará primazia ao português do Brasil, coisa que não me agrada muito. No entanto, acabamos por nos habituar a esse tipo de normas e, depois, deixa de haver discussão", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tavares conversou com a Agência Lusa no âmbito de uma visita a Caracas onde dará, domingo, uma palestra sobre Fernando Pessoa, em uma cerimônia que marcará o 24º aniversário do Instituto Português de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não me agrada muito a ausência das oclusivas, das fricativas e de acentuação", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acadêmico explicou que "preferia que se mantivesse a tradição da escrita do português europeu', mas "como o Brasil é maior em termos de população, aí há uma primazia, uma coisa que não acontece com Portugal". Porém, admitiu que a unificação da escrita "possa vir a ter vantagens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Fernando Pessoa, explicou que é "um idealista que procurou transportar para a vida terrena uma certa dimensão do sonho, do fantástico e do esotérico. É assim que eu o defino, como um homem que soube ultrapassar a si mesmo e essa é a grande missão do homem no mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Penso que Pessoa conseguiu cumprir essa tarefa", disse o professor, que dará ainda uma palestra na Universidade Central da Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tavares é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, pela Universidade Autónoma de Lisboa, e mestre em Literatura Comparada pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele publicou as obras "Para Uma Poética da Leitura" (1991), "A Letra do Espírito - Estudos sobre a Experiência do Imaginário" (1996), "Fernando Pessoa e as Estratégias da Razão Política" (1998), "Damião de Góis: Um Paradigma Erasmiano no Humanismo Português" (1999), "A Paisagem Interior I - Crítica e Estética Literárias" (2000) e "Fernando Pessoa: da Razão Histórica à Utopia Teleológica" (2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;UOL, 27/11/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-405441476265389066?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/405441476265389066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/novas-regras-priorizam-portugues-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/405441476265389066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/405441476265389066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/12/novas-regras-priorizam-portugues-do.html' title='Novas regras priorizam português do Brasil, diz escritor'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2969209853711978963</id><published>2009-11-27T11:05:00.001-02:00</published><updated>2009-11-27T11:07:58.670-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Para Ítalo Moriconi, cada conto brasileiro é uma obra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Sw_O-AiMksI/AAAAAAAAADU/jwvdikxF2_w/s1600/0933044.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 330px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Sw_O-AiMksI/AAAAAAAAADU/jwvdikxF2_w/s400/0933044.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408769242185896642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na última quarta-feira (25), às 19h30, o escritor Marcelino Freire conversou com o professor da UFRJ e organizador Ítalo Moriconi, no Centro Cultural b_arco. O bate-papo marcou a primeira Ressaca Literária da 4ª Balada Literária. A segunda ocorrerá no próximo domingo (29) e terá a presença dos escritores Rodrigo Lacerda e João Ubaldo Ribeiro, às 17h, no Sesc Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsável pela organização da antologia "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século", lançada em 2000, Moriconi comentou sobre a seleção dos textos, critérios que utilizou para realizar as escolhas, consultas a outras antologias e como sua obra acabou tornado-se uma referência. Freire pontuou a importância da publicação do livro em uma época em que o gênero estava fora de pauta. Com a antologia, as editoras começaram a se interessar pelos contos e, logicamente, pelos contistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gosto de analisar romances e contos, e de escrever poesia e ensaio", disse o professor. Ligado à poesia marginal da década de 1970, Moriconi teve proximidade com Ana Cristina César, Geraldo Carneiro, Chacal, Roberto Ventura e Paulo Henriques Brito. Com Ana Cristina, a relação era literária. Os dois eram apaixonados por literatura inglesa, teciam horas de conversas e debates sobre textos de autores britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado sobre como chegou à ideia dos cem melhores contos, Moriconi disse que, na verdade, a ideia foi do editor Roberto Feith, da editora Objetiva. O professor não imaginava que a obra se tornaria um best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos no Brasil. "O livro apareceu até na novela das oito e no Big Brother Brasil", brincou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Moriconi, compor um livro de contos é complicado, já que cada conto é uma obra. "Conto é um gênero que se presta à antologia", disse. Freire perguntou como eram feitas as análises dos melhores contos. "Em três dias, selecionei de 40 a 45 contos. O problema foi completar com os finalistas de cada autor para optar por um", explicou o professor. Ele assumiu que "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" o legitimou, fazendo-o uma espécie de árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conto? Aumente um ponto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a repercussão de "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", o organizador disse que muitos poetas sentiram-se excluídos do volume e reclamaram. O que não aconteceu com a antologia de contos. "Eu gosto muito mais da de contos. É toda boa, toda redonda", revelou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, Moriconi selecionou autores e obras emblemáticas. Dentre eles, Lygia Fagundes Telles, Dalton Trevisan, Machado de Assis e Fernando Bonassi. João Guimarães Rosa ficou de fora, porque a família exigiu um pagamento muito superior para ceder os direitos autorais do escritor. "Desenredo", "As Margens da Alegria" e "A Terceira Margem do Rio" estavam nos planos de Moriconi e nas linhas da antologia. "Apesar de eu achar que o contista não é tão bom quanto o novelista", disse Moriconi, referindo-se à Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sérgio Sant'Anna e Clarice Lispector figuram com três contos no exemplar. Na antologia de poemas, houve entraves com os direitos autorais de Cecília Meireles e Cora Coralina. A crítica cobrou também a ausência dos versos de Affonso Romano e de Augusto Frederico Schmidt. No campo da crítica literária, o organizador disse que um crítico só se legitima se tem abertura na área. "Acredito no olhar do crítico", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Organizações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as influências de outras coletâneas em suas próprias de contos e poemas, Moriconi afirmou ter descobrido "o maravilhoso mundo das antologias do passado", mas não deixou de ler as obras completas de cada autor para escolher com minuciosidade. Tanto que o livro tem uma sessão para cada década, de 1960 a 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fui para os sebos do Rio de Janeiro e descobri antigas antologias", falou. Do debate literário no país, Moriconi acredita que o livro parte do debate público e que a crítica no Brasil não é crítica. "Os escritores querem ser criticados", destacou o professor. Ele comparou o campo da crítica brasileira ao da argentina. "O crítico tem que ter um crivo educativo. Precisamos de críticos profissionais". Moriconi elogiou a crítica Flora Süssekind e disse admirá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das preferências literárias, o organizador citou Julio Cortázar, Katherine Mansfield, Oscar Wilde, Henry James, Roberto Bolaño, Gustave Flaubert e W. G. Sebald. Moriconi também é responsável pelo microprefácio de 50 palavras de "Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século", organizado por Marcelino Freire. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Folha Online, 26/11/2009, por Paula Dume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2969209853711978963?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2969209853711978963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/para-italo-moriconi-cada-conto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2969209853711978963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2969209853711978963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/para-italo-moriconi-cada-conto.html' title='Para Ítalo Moriconi, cada conto brasileiro é uma obra'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Sw_O-AiMksI/AAAAAAAAADU/jwvdikxF2_w/s72-c/0933044.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6200257619363435266</id><published>2009-11-24T15:23:00.009-02:00</published><updated>2009-11-25T09:49:42.243-02:00</updated><title type='text'>Canastra em Uberlândia!</title><content type='html'>Clique na imagem para conferir a data, o horário e o local do evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SwwWoghQJ9I/AAAAAAAAADM/z6ig49n-D5E/s1600/44174834-f835748d14db91f604b801c27c0f120f.4b0c15db-scaled.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SwwWoghQJ9I/AAAAAAAAADM/z6ig49n-D5E/s400/44174834-f835748d14db91f604b801c27c0f120f.4b0c15db-scaled.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407722137745106898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheça um pouco mais sobre a banda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canastra é uma Big band carioca com apenas seis integrantes, pertencente à nova safra de boas bandas nacionais. Em seus dois álbuns, "Traz a pessoa amada em 3 dias" (2004) e "Chega de Falsas Promessas" (2007), a banda liquidifica diversos ritmos, resultando em um estilo próprio. Rockabilly e country music. Jazz e swing. MPB e surf music.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://gomamg.blogspot.com/"&gt;Goma Cultura em Movimento &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo o vídeo da banda Canastra cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu erro&lt;/span&gt;, do Paralamas do Sucesso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="360" width="450"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/player.swf?mediaId=379480"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="wmode" value="window"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" wmode="window" src="http://storage.mais.uol.com.br/player.swf?mediaId=379480" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" height="360" width="450"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-6200257619363435266?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/6200257619363435266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/canastra-em-uberlandia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6200257619363435266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/6200257619363435266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/canastra-em-uberlandia.html' title='Canastra em Uberlândia!'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SwwWoghQJ9I/AAAAAAAAADM/z6ig49n-D5E/s72-c/44174834-f835748d14db91f604b801c27c0f120f.4b0c15db-scaled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2005100143546277661</id><published>2009-11-16T11:49:00.001-02:00</published><updated>2009-11-16T11:49:53.631-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oportunidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFU'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>Bolsa de extensão na Proex/UFU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wLYF7M1WxIo/SwFXXVIhB1I/AAAAAAAAAGE/Oy-99zRH5-4/s1600/LayerProexTransp_r01_c01.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 108px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLYF7M1WxIo/SwFXXVIhB1I/AAAAAAAAAGE/Oy-99zRH5-4/s400/LayerProexTransp_r01_c01.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404697086142777170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Uberlândia (Proex/UFU) oferece uma vaga de extensão para alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Física, Letras ou Pedagogia. É necessário que os candidatos tenham disponibilidade de 20 horas semanais e conhecimento intermediário em informática (WEord, Excel, Banco de Dados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições estarão disponíveis entre os dias 23 e 27 de novembro, das 8h às 12h e das 14h30 às 16h30 na Proex (Bloco 1P - Reitoria &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Campus&lt;/span&gt; Santa Mônica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras informações podem ser obtidas no telefone (34) 3239-4876 ou no correio eletrônico &lt;a href="siex@proex.ufu.br"&gt;siex@proex.ufu.br&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2005100143546277661?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2005100143546277661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/bolsa-de-extensao-na-proexufu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2005100143546277661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2005100143546277661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/bolsa-de-extensao-na-proexufu.html' title='Bolsa de extensão na Proex/UFU'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLYF7M1WxIo/SwFXXVIhB1I/AAAAAAAAAGE/Oy-99zRH5-4/s72-c/LayerProexTransp_r01_c01.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3262083504229029121</id><published>2009-11-15T15:49:00.000-02:00</published><updated>2009-11-15T15:51:24.877-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Redes sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Redes sociais à serviço do ensino</title><content type='html'>Mais de 5 milhões de estudantes brasileiros já pertencem a uma rede social na internet, como o Facebook ou o Twitter. A novidade é que, agora, parte deles começa a frequentar esses círculos virtuais estimulados pela própria escola - e com fins educativos. Alguns colégios, a maioria particular, fazem uso simples de tais redes, colocando ali informações como calendário de aulas e avisos. Muitas vezes, incluem ainda exercícios e o conteúdo das aulas, recurso que vem se prestando a aproximar os pais da vida escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior avanço proporcionado por esses sites, no entanto, se deve à possibilidade que eles abrem para o aprendizado em rede - o que já acontece há mais tempo, e com sucesso, em países como Japão e Inglaterra. No espaço virtual, os alunos debatem, sob a supervisão de um professor, temas apresentados na sala de aula e ainda, de casa, podem tirar dúvidas sobre a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Twitter está sendo também adotado nas escolas por uma de suas particularidades: como nenhum texto ali pode ultrapassar 140 caracteres, os alunos são desafiados a exprimir ideias com concisão - habilidade revelada por grandes gênios da história e tão requerida nos tempos modernos. A experiência tem funcionado no Colégio Hugo Sarmento, de São Paulo, onde os estudantes se lançam em animadas gincanas das quais saem campeões aqueles com o maior poder de síntese. Conclui o professor de português Tiago Calles: "As redes fazem parte da vida deles. Não há como a escola ignorá-las".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse já é um consenso. O que se discute é como fazer uso seguro - e produtivo - das redes. Entre os sites de relacionamento, o Twitter agrada às escolas justamente por preservar, ao menos em parte, a privacidade dos alunos: é preciso nome de usuário e senha para tomar parte dos encontros on-line promovidos pelo colégio. Todo o conteúdo que resulta daí, porém, fica disponível na internet e qualquer um pode ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupadas com isso, muitas escolas preferem criar redes próprias, que funcionam como uma intranet. "Evitamos assim a exposição dos alunos e temos condições de nos responsabilizar pelo que acontece na rede", explica Eduardo Monteiro, coordenador no Colégio Santo Inácio, do Rio de Janeiro, onde há um ano os alunos participam de debates virtuais que abarcam todas as disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro perigo do ambiente virtual, este de ordem pedagógica, diz respeito ao tipo de linguagem que os alunos tendem a usar na rede, bem distante da norma culta. Não é fácil estimulá-los a empregar o bom português nesse contexto. Avalia Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, em São Paulo: "Em atividades on-line, damos o exemplo aos estudantes, respeitando a pontuação e fugindo do coloquial - mas eles costumam escrever muito mal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os desafios, no entanto, talvez o mais difícil seja tornar o ensino em rede algo realmente eficaz. Nos Estados Unidos, por exemplo, algumas escolas que haviam aderido à modalidade se viram forçadas a voltar atrás. Quando os exercícios ocorriam nos domínios do colégio, verificou-se que os estudantes tinham o hábito de engatar em chats e navegar por sites de fast-food enquanto a aula virtual se desenrolava - um fiasco. Com base na experiência internacional, já se sabe um pouco do que funciona nesse campo. A mais bem-sucedida de todas as medidas tem sido colocar as crianças para compartilhar projetos de pesquisa em rede, reproduzindo assim (ainda que em escala bem menor) o que se vê nos melhores centros de pesquisa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está começando a adotar as redes virtuais no ensino com pelo menos cinco anos de atraso em relação a países da OCDE. O conjunto de experiências brasileiras, até agora, parece apontar para a direção certa - mas requer avanços. "É preciso integrar melhor o uso das redes ao currículo escolar. Sem isso, os efeitos serão modestos ou nulos", pondera José Armando Valente, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para executar tarefa de tamanha complexidade, antes de tudo é necessário que as escolas disponham de uma equipe de professores bem treinados, artigo raríssimo num país que acumula tantas deficiências nesse setor. Por completa inexperiência, muitos deixam os computadores acumulando pó e, quando fazem uso deles em sala de aula, é para dar burocráticas lições de informática. Há, portanto, um gigantesco caminho a percorrer - e isso deve ser feito logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Veja, 15/11/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3262083504229029121?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3262083504229029121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/redes-sociais-servico-do-ensino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3262083504229029121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3262083504229029121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/redes-sociais-servico-do-ensino.html' title='Redes sociais à serviço do ensino'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-2812547720954565156</id><published>2009-11-11T12:07:00.002-02:00</published><updated>2009-11-11T12:10:02.983-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Editoras investem em trailers para divulgar livros na internet</title><content type='html'>Obras literárias são adaptadas para o cinema, blogs são transformados em livros, histórias em quadrinhos ganham séries de TV. A convergência de mídias na indústria do entretenimento é corriqueira, portanto, não estranhe se você cruzar com o trailer de um livro na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modalidade é uma estratégia das editoras para difundir seu material. Alguns, possuem produção apurada, como é o caso do vídeo de divulgação de o "O Seminarista", de Rubem Fonseca (Editora Agir), que foi publicado na internet no começo de novembro e conta a história de um matador de aluguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Folha Online, 11/11/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-2812547720954565156?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/2812547720954565156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/editoras-investem-em-trailers-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2812547720954565156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/2812547720954565156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/editoras-investem-em-trailers-para.html' title='Editoras investem em trailers para divulgar livros na internet'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3537226155663168389</id><published>2009-11-05T11:03:00.005-02:00</published><updated>2009-11-05T11:11:37.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Especialização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>"Na era da Internet, futuro da crítica está na especialização"</title><content type='html'>Helena Vasconcelos, directora da revista cultural online &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Storm&lt;/span&gt;, defende que, com a democratização dos meios de comunicação, o futuro da crítica será a especialização cada vez maior de quem escreve sobre literatura, teatro, dança ou artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A crítica teve, ao longo dos tempos, a partir do século XVIII, principalmente, variadíssimas épocas de glória e de declínio, mas é evidente que hoje em dia, com a democratização dos meios de comunicação, qualquer pessoa pode ser crítico”, disse à &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lusa&lt;/span&gt; Helena Vasconcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora actualmente qualquer pessoa possa escrever no seu blog o que pensa sobre um livro ou espectáculo, Helena Vasconcelos considera que “a crítica tem de ser consubstanciada, e aí passa para um outro nível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu posso dizer que não gosto do livro X ou que gosto do livro Y, mas tenho de ter suficiente bagagem - de leituras, de estudo, de investigação - para dizer porquê, para consubstanciar a minha opinião e tentar passar às pessoas que me lêem uma ideia não só pessoal, mas também mais abrangente em relação à obra ou à peça criativa em questão”, sustentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua opinião, “tem de se separar a crítica a que todos temos direito - e que é estimulante que exista - de uma crítica que seja especializada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez esta proliferação de opiniões seja boa, no sentido de haver uma maior especialização em determinadas áreas. Acho que é bom que venha a haver uma cada vez maior especialização e que haja uma preparação e um estudo para que a crítica possa ser fiável e ter legitimidade”, observou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizando a actual fase da crítica como “um período de transição - que tem sido muito rápida - entre uma era industrial e mecanizada e uma era tecnológica na qual já estamos em pleno, mas à qual é difícil habituarmo-nos”, a directora da Storm Magazine aponta para a inevitabilidade de “uma selecção natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu creio que, como em tudo, haverá, mais cedo ou mais tarde, uma espécie de separação do trigo do joio e que ficarão os melhores”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, Tiago Bartolomeu Costa, director da revista de artes performativas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Obscena&lt;/span&gt; - que começou por existir online e passou, em Janeiro deste ano, a ser uma publicação impressa com edições regulares - considera que a crítica está habituada a ser classificada como moribunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que o poder da crítica não é um poder que a própria crítica possa assumir que tem, é um poder que é legitimado, que lhe é conferido por outrem, pela parte que ela precisamente não controla, que são os leitores - nem sequer tanto os criadores, mas os leitores, que preferem seguir os comentários deste ou daquele autor, desta ou daquela publicação, se reconhecem esta ou aquela publicação como válidas”, disse o crítico à &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lusa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E concorrem para essa ideia de poder tantos e tão diversos factores, que a crítica está mais do que habituada a viver o permanente anúncio da sua morte”, comentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão é “a democratização da opinião e a democratização do acesso aos objectos culturais que a Internet veio facilitar”, referiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, embora ressalvando que é “a última pessoa a poder falar mal ou pôr em causa a importância da Internet” - porque começou num blogue (O Melhor Anjo) e depois criou a revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Obscena&lt;/span&gt; que, inicialmente, apenas existia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;online&lt;/span&gt; - sublinha que a Internet “deveria permitir uma reivindicação mais clara por parte da imprensa escrita da sua importância na definição, contextualização e legitimação dos objectos artísticos e dos próprios criadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ou seja, dada a facilidade em se transmitir uma opinião - o que de certa forma mitiga a ideia da dificuldade de se ter uma opinião: as opiniões podem ter-se, todas as opiniões são publicáveis - é da responsabilidade daqueles que trabalham em órgãos de comunicação social com algum peso, ou que querem ter algum peso, distinguir-se e assumir que o seu perfil é A, B ou C”, frisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Tiago Bartolomeu Costa, o surgimento da Internet fez com que “a imprensa escrita encontrasse soluções criativas para justificar a existência de páginas dedicadas à crítica, à análise, à reflexão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Destak.pt, 04/11/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3537226155663168389?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3537226155663168389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/na-era-da-internet-futuro-da-critica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3537226155663168389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3537226155663168389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/11/na-era-da-internet-futuro-da-critica.html' title='&quot;Na era da Internet, futuro da crítica está na especialização&quot;'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-3992677890657772500</id><published>2009-10-29T12:14:00.001-02:00</published><updated>2009-10-29T12:16:44.682-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruzeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adílson Batista'/><title type='text'>Adílson Batista comemora o gol da virada no jogo Cruzeiro 3 x 2 Santo André</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5EB3kHvHzKk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5EB3kHvHzKk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-3992677890657772500?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/3992677890657772500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/adilson-batista-comemora-o-gol-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3992677890657772500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/3992677890657772500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/adilson-batista-comemora-o-gol-da.html' title='Adílson Batista comemora o gol da virada no jogo Cruzeiro 3 x 2 Santo André'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-277451198414616440</id><published>2009-10-21T12:06:00.002-02:00</published><updated>2009-10-21T12:10:56.151-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Começo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><title type='text'>Entrevista: ‘O Twitter está só no começo’</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/St8Vpg-I3wI/AAAAAAAAADE/7K4c2o0xLa8/s1600-h/biz_stone3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/St8Vpg-I3wI/AAAAAAAAADE/7K4c2o0xLa8/s400/biz_stone3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395054681582526210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 34 anos, o americano Biz Stone está à frente de uma empresa que, com apenas três anos de vida, já está avaliada em mais de US$ 1 bilhão. O Twitter, rede de microblogs criada por ele e pelos colegas Evan Williams e Jack Dorsey, transformou-se em pouco tempo em um dos maiores sucessos da história da internet, atingindo a marca de 45 milhões de usuários cadastrados. No Brasil, o Twitter vem registrando uma ascensão fulminante - já são oito milhões de usuários, sendo que a maior parte deles, cerca de cinco milhões, ingressou no sistema nos últimos três meses. O sucesso, porém, ainda não se reverteu em bons resultados financeiros. Situação, por sinal, similar à de outras investidas do gênero, como os sites de vídeos YouTube e a rede social Facebook. Todos ainda estão em busca de gerar receita para seus acionistas. Stone participa hoje no Brasil do II Encontro Agenda do Futuro, organizado pela empresa de serviços de comunicação TV1. Antes de chegar ao País, deu a seguinte entrevista, por e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em três anos, o Twitter conquistou 45 milhões de usuários e está avaliado em cerca de US$ 1 bilhão. Você e seus sócios previam isso quando criaram a rede?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob muitos aspectos, o Twitter cresceu mais rápido do que o esperado. Os números mencionados impressionam em muitos níveis, e certamente não esperávamos tamanho crescimento num período tão curto. Dito isto, ainda sentimos que estamos apenas no começo do Twitter enquanto serviço e enquanto empresa, e por isso esperamos um crescimento ainda maior no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em Cannes, durante o festival de publicidade, você demonstrou certa tranquilidade pelo fato de o Twitter ainda não apresentar receita. Quando você acredita que a empresa vai começar a dar lucros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lançar este ano produtos capazes de proporcionar renda. Um desses produtos que estamos desenvolvendo, mas que ainda não lançamos, permitirá às contas comerciais um novo nível de acesso à informação relativa às suas próprias contas do Twitter. Todas as contas do Twitter permanecerão gratuitas, mas algumas empresas podem estar dispostas a pagar por uma ferramenta analítica que lhes permita avaliar seu sucesso e aprimorar o uso que fazem do Twitter - o que beneficia a todos no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que modelo de negócio é o mais apropriado para que o Twitter sobreviva à onda de expansão na internet e não tenha o mesmo destino de projetos, como o Second Life, que não se viabilizaram economicamente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Twitter é uma rede de informações a caminho de se tornar indispensável no dia a dia das pessoas - para negócios, política, emergências, festas e muitos outros usos. O modelo mais apropriado para o Twitter valoriza o sistema e torna o serviço ainda mais relevante sem se tornar um obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Twitter não estaria apenas à espera de uma oferta de compra bilionária?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos interessados em nos envolver com negociações de aquisição, porque o Twitter pode ser uma empresa muito importante e rentável por si mesma. Há alguns serviços mais difíceis de operar do ponto de vista da monetização, mas o Twitter não é um deles. O Twitter está em boa posição para gerar receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há algum impedimento técnico para a adoção de anúncios pelo Twitter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema TweedSpeed (que gerencia o tráfego do Twitter em tempo real), mostra que são enviadas cerca de 12 mil postagens por minuto e, caso os vídeos de anúncios fossem implementados, seria necessário muito mais banda de internet.&lt;br /&gt;Não há motivo técnico que nos impeça de entrar no ramo da publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Incluir no Twitter miniaturas de imagens e vídeos (mesmo que esse conteúdo seja hospedado em sites de terceiros) não seria o próximo passo para a expansão do negócio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, há muitas formas de incluir imagens e vídeos nos tweets (postagens), mas elas são desenvolvidas por terceiros com os recursos de nossa plataforma de tecnologia aberta. Há dezenas de milhares de aplicativos que funcionam com o Twitter, e muitos mais são criados todos os dias. Esses aplicativos permitem que os usuários compartilhem fotos, por exemplo, mesmo que a Twitter, Inc. não esteja no ramo da hospedagem de fotos. Como resultado final, os usuários encontram grande conveniência em nosso serviço, e isso é o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como você interpreta os estudos que dizem que 90% dos conteúdos veiculados no Twitter são produzidos por apenas 10% dos seus usuários e que mais de 30% dos que entram uma primeira vez e se registram nunca regressam uma segunda vez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho certeza se esse dado está correto, mas é verdade que haverá no Twitter mais pessoas consumindo informação do que a criando. Nossas ferramentas de busca e descoberta estão melhorando, o que significa que muitos virão ao Twitter para aprender e descobrir, e nem sempre para criar novo conteúdo. Não há problema nisso. Uma questão separada é a de superar a lacuna entre conhecer o Twitter e engajar-se verdadeiramente com o produto - reconhecemos que esse aspecto poderia ser melhorado, e estamos trabalhando nisso no momento. Reitero que o mais importante é oferecer um serviço relevante para nossos usuários.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Como tem sido essa sua atual vida de viajante para divulgar o Twitter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias as pessoas usam o Twitter para fazer coisas notáveis. Elas se organizam para arrecadar recursos destinados a causas importantes, comunicando-se e ajudando umas às outras durante situações de emergência, e descobrem formas de partilhar informações importantes em partes do mundo onde isso não é tão fácil. Minha esperança ao partilhar o pouco que aprendemos até o momento é de que as pessoas compreendam o seguinte: não importa o quão sofisticada seja a tecnologia ou quantas máquinas sejam acrescentadas à rede, o Twitter não é um triunfo da tecnologia, mas um triunfo da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Jornal O Estado de São Paulo, 21/10/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-277451198414616440?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/277451198414616440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/entrevista-o-twitter-esta-so-no-comeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/277451198414616440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/277451198414616440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/entrevista-o-twitter-esta-so-no-comeco.html' title='Entrevista: ‘O Twitter está só no começo’'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/St8Vpg-I3wI/AAAAAAAAADE/7K4c2o0xLa8/s72-c/biz_stone3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-585199693967769360</id><published>2009-10-19T10:27:00.002-02:00</published><updated>2009-10-19T10:32:28.305-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><title type='text'>A arte do jornal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/StxcSJwztFI/AAAAAAAAAC8/dMGQh88_wQo/s1600-h/Images_jornal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 292px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/StxcSJwztFI/AAAAAAAAAC8/dMGQh88_wQo/s400/Images_jornal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394287920611046482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, Muniz Sodré é um grande argumentador. Seu livro mais recente, A narração do fato: Notas para uma teoria do acontecimento (Vozes, 2009, 288 páginas), é a prova de sua habilidade para dialogar. Sodré resgata uma insistência teórica segundo a qual jornalismo é literatura. Mas o grande mérito do autor nesse trabalho é sua capacidade de transitar entre a teoria e a prática do texto, seja literário ou jornalístico, com argumentações interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quer nos convencer de que a linguagem jornalística se aproxima da linguagem literária pelo que ela tem de construção da realidade a partir de um fato dado. Para tanto, define fato como uma “elaboração intelectual”, sujeito às intervenções ideológicas do jornalista, e cuja representação social é o acontecimento, a partir do qual surge a notícia.&lt;br /&gt;Segundo Sodré, para virar notícia, o fato, com o manto do acontecimento, precisa despertar o interesse do leitor, acrescentando-se valores tais como atualidade, proximidade (com o universo de compreensão do leitor), impacto, interesse público etc. E é aqui que está o pulo do gato, a demonstração da maestria de Sodré. Ele sabe que não dá para encaixar nessa ideia textos como Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, ou Finnegans Wake, de James Joyce. Então parte para um objeto mais próximo: o romance policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento de seu esboço teórico é que a notícia não se prende mais aos velhos conceitos, por várias razões, entre elas, pelas imprecisões teóricas e também porque a notícia não se estrutura em função da lógica de um relato, mas em função da comunicabilidade, do acesso à capacidade cognitiva do leitor comum, facilitando a recepção do fato, economizando tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada alta literatura também não se constrói pela lógica formal, mas sua função não é comunicar, nem facilitar entendimento do que acontece na realidade próxima do leitor. Sodré sabe de tudo isso. E não é por outra razão que demonstra como funciona a literatura policial, ligada à estética do realismo objetivo, que como o jornalismo, também tem uma narrativa baseada na engrenagem dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque, sempre que há a explicação de um fato, há uma narrativa, pois nesta explicação insere tempo, lugar, personagem, esforço de observação (investigação) desse fato e esforço de narração. Segundo Sodré, o romance policial não exige uma linguagem profunda, formalmente inventiva, é obediente a formatos “destinados a cativar o seu público com jogos de espírito, desafios cerebrais e as vertigens da ação ou da aventura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ele precisa convencer o leitor de que a literatura policial é literatura, tanto quanto aquela que procura “o jogo ambivalente das formas”. A crítica acadêmica tem resistência em aceitar a primeira como arte de grande valor. “A mitologia da genialidade artística ainda não recobre o gênero policial”, diz, quase ressentido. Depois ele faz a justaposição: jornalismo e literatura trabalham com a cobertura do fait-divers, ou seja, relatos do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, Sodré está coberto de razão. O grande exemplo desse tipo de cobertura jornalística, que é mais interessante, mais apreciada pelo leitor, é o chamado New Journalism (semelhante ao Jornalismo Literário), nascido nas redações norte-americanas, como nas revistas The New Yorker e Esquire e no jornal The New York Times, na década de 1960. Antes disso, já havia sido publicada a reportagem de John Hersey, Hiroshima, na New Yorker, considerada o mais importante texto jornalístico do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre seus representantes, muitos dos quais ainda vivem, estão Truman Capote, autor de A Sangue Frio, John Updike, Norman Mailer, Lilian Ross e Gay Talese. Eles criaram o que é hoje chamado de livro-reportagem. Escrevem se utilizando da técnica de narrativas literárias, como a criação de diálogos e a descrição de ambientes, no plano físico e psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses autores não fazem romance policial, mas também buscam no fait-divers sua matéria-prima. Em função disso Sodré os coloca no mesmo plano da estética do realismo objetivo. Diz ele: “A forma noticiosa do fait-divers aproxima jornal e literatura policial, o realismo objetivo é o traço de união estilístico entre jornalismo, o romance de investigação e a própria literatura norte-americana high brow, produzida por escritores como Ernest Hemingway, John dos Passos, John Steinbeck, Saul Bellows, John Updike, Philip Roth e outros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma pena só, ele se vinga e traça o caminho da “associação visceral entre o jornalismo e a narrativa policial”, colocando no mesmo bojo escritores apreciados pela crítica e que não fazem pulp fiction. O interessante no livro de Sodré é que seus contra-argumentos valem tanto quanto seus argumentos, ajudando inclusive o leitor a entender porque sua proposta não passa de exercício de leitura. Se jornalismo é literatura ou não continuará sendo um debate aporético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, escritor, intelectual renomado, autor de vários livros importantes de comunicação e sociologia, como O monopólio da fala, A máquina de Narciso e O Brasil simulado e o real, Sodré não diz inverdades, só faz um recorte bem próprio para esboçar uma teoria (mais uma) que mudaria o termo ‘jornalismo e literatura’ para ‘jornalismo é literatura’, como já fizeram Alceu Amoroso Lima e Antonio Olinto, citados pelo próprio Sodré. Para o primeiro, o jornalismo era “prosa dos acontecimentos”, e para o segundo, falecido recentemente, “literatura sobre pressão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narração do fato é uma ótima dica para uma gama bem aberta de leitores. Tanto vale para o diletante (aquele que lê pelo prazer da leitura) quanto para estudantes de Letras ou de Jornalismo. Dividido em três partes: O discurso do acontecimento; A experiência narrativa; e O fato em vermelho-sangue. Esta última é a melhor parte, porque é quando o autor dialoga em cima de suas preferências literárias. É, sobretudo, um jogo delicioso de se jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Jornal Tribuna do Planalto, 17/10/2009, por Gilberto G. Pereira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-585199693967769360?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/585199693967769360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/arte-do-jornal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/585199693967769360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/585199693967769360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/arte-do-jornal.html' title='A arte do jornal'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/StxcSJwztFI/AAAAAAAAAC8/dMGQh88_wQo/s72-c/Images_jornal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-1395741930325358507</id><published>2009-10-15T11:47:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T11:50:02.544-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minicurso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Redação'/><title type='text'>Alunos do curso de Letras da UFU promovem minicurso de redação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Stc2KSpz3II/AAAAAAAAAC0/fz8Nda7rQyQ/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Stc2KSpz3II/AAAAAAAAAC0/fz8Nda7rQyQ/s400/imagem.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392838629233253506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Público-alvo são alunos do ensino médio que pretendem fazer os processos seletivos da UFU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes da disciplina Prática de Ensino de Língua Portuguesa do Curso de Graduação em Letras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) oferecem minicurso de redação para os alunos do ensino médio. Essa é a oportunidade para que os interessados em participar dos processos seletivos da UFU (Paaes e vestibular) aprendam as técnicas da produção de textos exigidos pelas provas da Universidade. As vagas são limitadas.&lt;br /&gt;As inscrições poderão ser feitas de 19 a 30 de outubro, das 14 às 17h no bloco 1U, sala 1U225 no Campus Santa Mônica.  As aulas terão início no dia 3 de novembro e acontecerão às terças e quintas-feiras no mesmo Campus. Os interessados deverão escolher entre dois horários: das 14h às 16h e das 16h às 18h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;15/10/2009&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884723878419104124-1395741930325358507?l=ibrahimnoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/feeds/1395741930325358507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/alunos-do-curso-de-letras-da-ufu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1395741930325358507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884723878419104124/posts/default/1395741930325358507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibrahimnoticias.blogspot.com/2009/10/alunos-do-curso-de-letras-da-ufu.html' title='Alunos do curso de Letras da UFU promovem minicurso de redação'/><author><name>Rafael Ibrahim.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00765537527494979205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/S2l8hDPIVII/AAAAAAAAAEM/WBr_9MKfxlc/S220/y1pyFn8Hmddfn1jl8sIr4G3gYlUD2_EtQWNxzLc2zB8UR9gUWD-4w1xR7qkdDZLX4sibBHHYZMF9xc.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/Stc2KSpz3II/AAAAAAAAAC0/fz8Nda7rQyQ/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884723878419104124.post-6926457108186190201</id><published>2009-10-06T10:03:00.002-03:00</published><updated>2009-10-06T10:07:07.684-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Intelectuais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Intelectuais domados?</title><content type='html'>O compromisso público do escritor mudou numa sociedade fragmentada e globalizada. A reflexão política e moral continua sendo um desafio obrigatório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SstAX7cgPnI/AAAAAAAAACs/wUXQOsvCgDw/s1600-h/04mario.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_hU5wDVv4w-M/SstAX7cgPnI/AAAAAAAAACs/wUXQOsvCgDw/s400/04mario.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389472158917344882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mario Vargas Llosa referiu-se de maneira crítica aos intelectuais de nossos dias em seu último livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mario Vargas Llosa (Arequipa, 1936) apresentou há pouco tempo seu último livro em Madri, referiu-se de maneira crítica aos intelectuais de nossos dias. "Eles não sentem necessidade de se comprometer", disse ele, "acreditam que os sistemas democráticos já garantem por si só a democracia, mas não é assim... Na América Latina tudo está por se fazer, a democracia não está aí para ficar". Em "Sables y Utopías" ["Sabres e Utopias"] (Aguillar), Carlos Granés reuniu meia centena de artigos, selecionados entre cerca de 400, que Vargas Llosa escreveu nos últimos anos e cujo fio condutor vem ressaltado no subtítulo: "Visões da América Latina". É aí, do outro lado do Atlântico, onde as democracias não terminam de fincar raízes sólidas, que "o intelectual tem a obrigação de intervir no debate cívico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago Roncagliolo, que como Vargas Llosa nasceu no Peru, só que alguns anos mais tarde (em Lima, em 1975), é também novelista e escreve reportagens e opina nos meios de comunicação. Em diferentes livros seus ele mergulhou num inferno: percorrer, reconstruir e tentar explicar as diferentes tramas que gravitam em torno da organização terrorista Sendero Lluminoso. Em seu livro "Abril Rojo" ["Abril Vermelho"] (Alfaguara), as atividades do grupo são o pano de fundo para uma trama policial com crimes horrendos; em seu ensaio "La cuarta espada" ["A Quarta Espada"] (Debate), ele se aproxima da figura de Abimael Guzmán, o líder da organização, para desentranhar os porquês de um conflito que deixou cerca de 70 mil vítimas. "Há muita gente que continua escrevendo sobre política", comenta, "o que não há tanto são autores que defendam uma ideia de uma maneira radical, como faz Vargas Llosa com o liberalismo, ou García Márquez com o socialismo. O século 20 se encarregou de mostrar os limites de ambas as opções, e com certeza minha geração viu como o socialismo cubano não soube conviver com a liberdade e como as democracias latino-americanas não conseguem acabar com a pobreza. Assim, tampouco podemos ser tão entusiastas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O modelo de intelectual mudou drasticamente", disse Edmundo Paz Soldán. Nascido em Cochabamba em 1967, este novelista boliviano embarcou em "Palacio Quemado" ["Palácio Queimado"] (Alfaguara) na aventura de escrever o que ocorreu em seu país entre agosto de 2002 e outubro de 2003: a queda do segundo governo de Gonzalo Sánchez de Lozada e a emergência de um forte movimento indígena liderado por Evo Morales. A coisa pública, os caminhos de seu país, a reflexão sobre a fragilidade da democracia em países com imensas diferenças sociais, portanto, não são questões estranhas para ele. "Cada vez é mais difícil ocupar um lugar na praça pública como o que ocupam autores como Carlos Fuentes ou o próprio Vargas Llosa", explica. "A realidade se fragmentou, e ainda que sejam muitas as vozes que se pronunciam sobre o que está acontecendo, já não existe este intelectual com vocação para se transformar em consciência moral da sociedade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Huesos em el desierto" ["Ossos no Deserto"] (Anagrama), Sergio González Rodríguez (México D.F., 1950) explorou com todo o luxo de detalhes os assassinatos de mulheres que acontecem em Ciudad Juárez. Em "El hombre sin cabeza" ["O Homem sem Cabeça"], o que fez foi se ocupar das decapitações realizadas pelos fundamentalistas islâmicos ou pelos assassinos do narcotráfico no México. Violência em estado puro. "Não se pode reduzir a temática latino-americana ao debate populismo-liberalismo", comenta. "O intelectual que hoje se enfrenta diariamente com a coisa pública encontra problemas muito diversos e deve utilizar estratégias distintas. Não parece ser uma época de grandes compromissos, mas sim de responsabilidades cada vez mais específicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas Llosa, certamente com razão, reclama a urgência que a democracia na América Latina tem de compromissos sólidos e concretos. González Rodríguez, para tratar do malogrado desenvolvimento democrático nessas áreas, aponta alguns problemas: "A voracidade pelos lucros e a exploração das oligarquias e das corporações, a corrupção, o grande negócio da ilegal
